Depois de, quase três semanas, andar a deambular pela casa, o meu marido levou-me ao Ikea para que pudesse experimentar poltronas onde me sentisse minimamente confortável e onde pudesse estar ao computador. Já cá está, acompanhada por uma mesa para o portátil. Agora que já vou conseguindo, por curtos períodos de tempo, navegar pela internet, sinto-me um pouco mais normal. Os meus dias passam vagarosamente, alterno a posição de sentada com a de deitada, e de vez em quando lá vou deambulando da sala para a cozinha, da cozinha, para a sala e destas para os quartos. Emocionante, portanto.
Já passaram três semanas desde que estou por casa e a mim parecem-me meses. Ando tentada a colar um calendário na parede e ir riscando os dias que vão passando, qual presidiária. Já li dois livros, e já incumbi o homem cá de casa de me comprar mais. Já vi quase todas as séries e filmes que tinha gravados na box . As dores melhoraram, embora nos últimos dias tenha andado um pouco atrapalhada (e também preocupada) com uma dor, que teima em não desaparecer, ao nível da perna esquerda. A possibilidade de uma cirurgia assusta-me, mas na próxima quarta feira terei consulta e vou concerteza, ter boas notícias.
O meu filho, tal como esperava, tem reagido bem à situação. Sabe que não posso fazer grandes movimentos e lá vai adaptando as suas brincadeiras à minha incapacidade. Agora ajuda-me a por a armadura (que é como ele designa o colete que uso) e é o braço direito do pai no controle às "asneiras" que eventualmente vou fazendo. Sempre que me vê a fazer movimentos que ele acha que não devo fazer, vai logo a correr contar ao pai :). É um menino muito especial, este meu filho.
Agora, lá vou eu colocar-me na horizontal mais um bocadinho. Desconfio que à conta deste infortúnio, este espaço vai estar menos vetado ao abandono.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Da vida
Um dia estamos bem, noutro nem por isso. Num dia andamos a remoer, com receio de podermos não ter trabalho, noutro não temos trabalho, pura e simplesmente porque não podemos trabalhar. Num dia perdemos tempo a pensar que ir para a praia duas semanas é demais, que nos vamos fartar, que se calhar é gastar dinheiro a mais, noutro não vamos nem um dia, porque não podemos. Dizemos tanta vezes que de nada serve remoermos sobre o que não temos controlo, sobre o que desconhecemos, que não devemos sofrer por antecipação, mas continuamos sempre a fazê-lo. Até que um dia as circunstâncias da vida nos prova que isso é mesmo verdade. Há duas semanas dei uma queda estúpida e evitável (como todos os acidentes, aliás). O resultado foi uma fractura na coluna. Agora esperam-me três longos meses de recuperação. Se quiser ser pessimista, digo que ando com um colete (uma ortótese) que me condiciona os movimentos, que dependo dos outros para praticamente tudo, que não posso conduzir, não posso trabalhar, que me é difícil estar ao computador, que não posso dar banho ao meu filho, não o posso vestir e que pouco posso brincar com ele. Se quiser ser optimista digo que tive sorte, escapei a uma operação (por enquanto e espero que para sempre) e não houve danos neurológicos. E é assim a vida.
terça-feira, 21 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
É só para partilhar
Desde que conheço o meu marido que sei que ele aprecia e gosta de jogos de computador. Salvo raras excepções, nunca tal me fez mossa. A relação dele com os jogos passa por fases, há alturas em que passa realmente muito tempo a jogar, mas também há aquelas em que se apercebe que está demasiado envolvido e que os jogos já se intrometem na sua vida e, sem dramas, deixa de jogar.
Como se depreende, com muita facilidade o meu filho teve contacto com computadores e consequentemente com jogos. E, tal como o pai, ele adora jogar, e joga com toda a destreza, mesmo jogos que não estão classificados para a idade dele. Nunca concordei com esta incursão precoce nos jogos, não sou fundamentalista, mas acho que quanto mais tarde as crianças começarem a jogar, melhor. De há uns tempos para cá a coisa começou-me a incomodar mesmo. O meu marido ofereceu-lhe um jogo (para a idade dele) e confesso, detestava vê-lo a jogar: sempre muito agitado, nervoso, corado, ansioso. Irritava-se e chorava quando não conseguia fazer algo e a parte pior eram as birras descomunais quando lhe dizíamos para parar de jogar, que já tinha passado o tempo que tínhamos estipulado. Assim que chegava a casa da escola, a primeira coisa que fazia era pedir para jogar, e se porventura o amigo dele viesse cá a casa, não parava de jogar para ir brincar com ele. No fim de semana passado, após mais uma sessão de jogo e depois de lhe dizermos que já chagava, tivemos uma birra tão grande, acompanhada de algum descontrolo, que unanimamente, decidimos que estava na altura de parar. Conversámos com ele, explicámos-lhe que ele ainda era muito pequenino para jogar, etc, etc. e desde sexta feira que ele não mexe no computador.
E agora, pode ser só coincidência, mas a verdade é que esta semana o meu filho anda muito mais bem disposto, as birras diminuíram e voltou a procurar e a tirar prazer dos brinquedos que tem.
Volto a referir que pode ser mera coincidência, mas tudo isto veio reforçar a minha convicção, de que quanto mais tarde as crianças começarem a jogar e a ter contactos com jogos de computador (mesmo os mais infantis), melhor para elas.
Como se depreende, com muita facilidade o meu filho teve contacto com computadores e consequentemente com jogos. E, tal como o pai, ele adora jogar, e joga com toda a destreza, mesmo jogos que não estão classificados para a idade dele. Nunca concordei com esta incursão precoce nos jogos, não sou fundamentalista, mas acho que quanto mais tarde as crianças começarem a jogar, melhor. De há uns tempos para cá a coisa começou-me a incomodar mesmo. O meu marido ofereceu-lhe um jogo (para a idade dele) e confesso, detestava vê-lo a jogar: sempre muito agitado, nervoso, corado, ansioso. Irritava-se e chorava quando não conseguia fazer algo e a parte pior eram as birras descomunais quando lhe dizíamos para parar de jogar, que já tinha passado o tempo que tínhamos estipulado. Assim que chegava a casa da escola, a primeira coisa que fazia era pedir para jogar, e se porventura o amigo dele viesse cá a casa, não parava de jogar para ir brincar com ele. No fim de semana passado, após mais uma sessão de jogo e depois de lhe dizermos que já chagava, tivemos uma birra tão grande, acompanhada de algum descontrolo, que unanimamente, decidimos que estava na altura de parar. Conversámos com ele, explicámos-lhe que ele ainda era muito pequenino para jogar, etc, etc. e desde sexta feira que ele não mexe no computador.
E agora, pode ser só coincidência, mas a verdade é que esta semana o meu filho anda muito mais bem disposto, as birras diminuíram e voltou a procurar e a tirar prazer dos brinquedos que tem.
Volto a referir que pode ser mera coincidência, mas tudo isto veio reforçar a minha convicção, de que quanto mais tarde as crianças começarem a jogar e a ter contactos com jogos de computador (mesmo os mais infantis), melhor para elas.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
"Armada" em mete nojo
Na segunda feira aproveitei uma deslocação em trabalho para me encontrar com a minha mana e fazermos o que sempre gostámos de fazer: "esplanar" e ir às compras (que hoje em dia não significa comprar). Numa das lojas vi um vestido que me chamou a atenção. Exposto estava o tamanho 1, achei-o tão "pequeno" que de imediato perguntei se tinham o 3. A senhora da loja olhou para mim com ar espantado, disse que não tinha, que aquele era o único tamanho e insistiu que eu o experimentasse. Pouco convencida lá acedi, e não que é que me servia mesmo? A verdade é que ainda não me habituei ao meu novo peso.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Hoje sinto um nó na garganta, apertado, muito apertado. Respiro com dificuldade e tenho a sensação que se quisesse gritar, da minha boca não sairia um único som. O coração palpita com força e tenho a cabeça a mil. Estou desde de manhã a estudar para um teste que vou ter daqui a duas horas, e a sensação que tenho é que nada do que li ficou retido. É como se estivesse embrutecida. É ansiedade eu sei, conheço-lhe os sintomas perfeitamente, mas ainda não a consigo travar. Não tem a ver com o teste, francamente não estou preocupada com ele. Aliás, não tem ver com nada em concreto, mas com tudo em geral. Que desapareça depressa, é o que desejo.
Voto
No passado Domingo fui votar. Confesso que não o fazia há algum tempo, desde que vim estudar para Lisboa, como não tinha morada fixa, mantive a minha documentação afecta à minha cidade de origem. E como nem sempre me podia deslocar em alturas de eleições, contribuía para os (elevados) números de abstenção. Agora que já me encontro "legalizada" fiz questão de exercer o meu direito de escolha (e não, não teve a ver com a "ameaça" pateta e pouco democrata do nosso presidente).
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