domingo, 18 de março de 2012

Diálogos

Eu, depois de ouvir mais um não: João a mamã está a ficar cansada de tanta desobediência, vou começar a fazer como tu e quando me pedires alguma coisa digo-te que não. Achas que vais gostar? Ele: se fizeres isso vou para outra casa. Eu: aí sim e para onde? Ele: para casa da tia. Eu: está bem. Ele: e não me importo se tiveres saudades.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Deve ser a chamada polivalência

Realmente ser professor hoje em dia, não é tarefa fácil. A minha irmã tem um aluna de 12 anos que deu início à sua vida sexual. O boato correu pela escola, pois parece que a miúda receava estar grávida. A partir daí montou-se o cerco à minha irmã que, pelos vistos, como directora de turma, tem a obrigação de avisar a mãe do sucedido. Ou eu sou doutro tempo, ou a mim parece-me que tudo isto entra no foro privado das pessoas. Para além disso, logo vozes se levantaram, que era preciso abordar o tema da sexualidade nas aulas. Tudo bem, a questão que eu coloco é que formação têm os professores para abordarem estes temas? De tudo o que a minha irmã me conta, concluo que os professores actualmente, tem que ser ao mesmo tempo, professores, educadores, sociólogos, psicólogos, e sabe-se lá que mais. E volto a perguntar, que formação é que têm para acumular tanta função ao mesmo tempo?

terça-feira, 13 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vou

De fim de semana, de visita aos pais e festejar o aniversário da minha mãe, que domingo completa 72 anos. Bom fim de semana.

quarta-feira, 7 de março de 2012

41

Hoje completo 41 anos, não há como negá-lo, 41! Nos dias que antecederam este, foram várias as imagens do passado que me acorreram à memória. Curioso é que a maioria vejo-as como se tivessem ocorrido ontem ou há um mês, quando na verdade já se passaram, 10, 20, ou até 30 anos. Não fui alguém propriamente feliz, sempre tive queda para o melodrama, associei sempre a infelicidade a algo de muito romântico. Sei-o agora que não, foi um desperdício de tempo e de oportunidades. Arrependo-me de muita coisa e sei que a minha vida poderia ter sido muito diferente. Mas também acredito que se não tivesse sido como foi, não teria agora aquele que representa a minha maior felicidade, o meu filho. Se em tempo desejei a morte, hoje temo-a. É bom sinal, não é? Não que tenha despertado para a minha finitude, sempre tive consciência dela, infelizmente, a fé é algo que não se me assiste.

Ando há dias com a mesma sensação que sinto, invariavelmente, por altura do meu aniversário. Sensação essa, que nunca soube bem definir, mas que hoje me surgiu de forma clara: solitude. Hoje procuro estar em paz comigo.

Foto retirada
(Eu, aos 19 anos. Ficará aqui pouco tempo)

terça-feira, 6 de março de 2012

Costuras

Amanhã vou inscrever o puto no judo. Já foi a seis aulas e parece-me que está a gostar. Já lhe comprámos o fato (Kimono) mas, apesar das inúmeras lavagens, está muito grande para ele. Ora e é aqui que o post tem interesse. Mas quem me mandou a mim armar-me me mulher emancipada, que fugia a sete pés de tudo o que me fizesse lembrar uma fada do lar? O jeito que me dava saber pegar numa agulha, que é como quem diz, saber fazer uma bainha. O que vale é que no fim se semana vou visitar os meus pais e a minha mãe, que por sinal é costureira, tratará convenientemente do assunto.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dele

Ontem a caminho até casa, o meu filho contou-me que o P. era namorado da M. e de seguida, à maneira dele, questionou-me sobre como tinha conhecido o meu marido. Lá lhe resumi a nossa história de amor (lol) e ele muito surpreendido respondeu-me "mamã acho que nunca vou ser capaz de dizer a uma menina que gosto dela".