terça-feira, 10 de abril de 2012

E porque desconfio que o tempo vai escassear, hoje posto como se não houvesse amanhã

Por essa blogosfera fora, facebooks e afins, pululam diversas considerações sobre esta crise. Frases como "a crise é uma oportunidade para as pessoas repensarem as suas prioridades e darem mais valor ao ser que ao ter", são uma constante. Eu acho isto tudo uma grande treta e só assim fala quem a crise pouco abala. Olhando para o meu caso, sinceramente não percebo em que medida esta crise me beneficia como pessoa. Em que medida me torno melhor pessoa se:
Tiver de abdicar da cabo e da net cá em casa.
Tirar o meu filho do infantário
Vender um dos carros
Cancelar (a poucos meses de concluir) a minha matrícula no curso que estou a tirar.
È que no meu caso em particular são estas hipóteses que tenho na mesa. E francamente, não vejo benefícios nenhuns nisso e não penso que me torne numa pessoa melhor, muito pelo contrário.
Descobri que posso viver muito bem se passar uma estação sem comprar roupa, ou sapatos (ok, confesso, o calçado custa-me um bocadito), sobrevivo lindamente sem cosméticos (caros, afinal já tenho 41 e se não cuidar de mim, ninguém cuidará) ou maquilhagem.
Em resumo, as pessoas andam a ficar tão entusiasmadas com esta treta das poupanças que nem se apercebem que o que nos está a acontecer é de uma injustiça tremenda e que não, não nos melhora como pessoas.  Mas enfim, esta é só a minha opinião.

Dele

O namorado da minha irmã sempre que está com o meu filho, faz-lhe uns truques de magia. O puto adora e sempre que o vê, lá lhe pede "mais um truque". Pois bem, depois de lhe ter feito aparecer uma moeda por trás da orelha, o meu rico filho diz: "Agora podes fazer aparecer uma miúda?" Tal e qual assim. Nem sei que diga.

Breves

Cá estou de volta depois de mais um belo fim de semana em família. Foi muito bom! Ontem foi dia de vacinas e amanhã é dia da consulta dos 5 anos. Surpreendentemente, o puto nem um ai proferiu ao ser picado em cada um dos braços, temos um valente (em contrapartida desata num berreiro sempre que ouve a palavra castigo). Esta semana estamos só nós os dois, a ver vamos como corre, pois a desobediência dele tem-me posto os cabelos em pé.

Tal como suspeitava, hoje recebi trabalho de uma empresa e amanhã vou buscar mais, a outra. Tudo ao mesmo tempo que é para não andar aqui a queixar-me. A bem da verdade, este trabalho vem em boa hora, que eu já andava a preparar-me para ir cantar para o metro.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ainda me vou arrepender disto

Ontem fui a uma consulta com o meu filho. No consultório estavam outras mães com as suas crias. Mas houve uma e particular que me chamou a atenção, aliás não foi a mãe mas sim os filhos. Não precisei de muito tempo para me recordar de onde os conhecia e assim que ouvi o nome de um deles confirmei. Era mesmo da blogosfera. O blogue em questão não está actualmente na minha lista de leituras diárias e desconfio (para não dizer que tenho a certeza) que não será visita do meu. O rosto dos miúdos tem uma fisionomia tão particular que facilmente os identifiquei, recordando-me das fotos por vezes publicadas. Confesso que foi estranho, estavam ali pessoas que eu não conhecia mas que conhecia. Pus-me a pensar se já se teria passado o mesmo comigo (apesar das pouquíssimas fotos que publico), se alguém já me teria identificado, mesmo pelas coisas que conto. Até ontem, o grande receio que tinha, desde que iniciei o blogue, era ser reconhecida por pessoas que conheço do meu dia a dia. Não intimas, mas sei lá, colegas de trabalho, a senhora que me vende o pão, ou uma prima com quem não me relaciono. Ontem descobri que também não gostaria de ser identificada por pessoas que não conheço,  que passam por aqui em silêncio (com isto quero dizer que não me importava nada de encontrar a Sofia, ou a Tella, ou a Raquel, ou a Luz ). Posto isto lanço um repto, se houver alguém por aí que me conheça, ou que me tenha visto e reconhecido (acho muito difícil, mas...) deixe um comentário, e não vale dizer "eu conheço-te" e mais nada que eu não caio nessa, tem que dar uma dica que me leve a acreditar que me conhece.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Trabalho

Gosto de trabalhar em casa, sou freelancer por opção. Nestes anos já recebi várias propostas de trabalho que me permitiam integrar nos quadros de uma empresa, mas recusei sempre. São várias as desvantagens,  e é-me fácil enumerar algumas: não tenho subsídios de férias nem de natal, posso estar mais de um mês sem receber, tanto posso ter dois meses de muito trabalho como de repente não ter nada, a minha reforma deverá ser miserável e cerca de 50% do que recebo vai para os impostos. A parte social tem igualmente importância, isto é muito solitário, posso passar dias fechada em casa (já para não falar no desleixo a nível de aspecto) sem falar com ninguém (então se o marido está fora em trabalho ainda é pior). Há ainda a questão da organização do trabalho, estar em casa requer uma disciplina muito grande que eu nem sempre tenho, o que leva a que muitas vezes trabalhe "fora de horas" e fins de semana incluídos. Desde o meu acidente que praticamente não tenho tido trabalho (lá está, mais uma desvantagem, se fico doente, o meu posto não se mantém e rapidamente sou substituída), e não nego que tenho andado apreensiva pois o dinheiro não abunda por estes lados, mas tudo indica que as coisas vão mudar nos próximos tempos. Estou aliviada, é certo, agora era escusado que as duas empresas com as quais eu colaboro, se lembrassem de mim ao mesmo tempo. Parece-me, portanto, que vou passar do 8 para o 80.

Queixinhas

Depois de ler os comentários ao post anterior, senti-me a modos que uma queixinhas. A verdade é que eu própria nem sempre deixo comentários nos blogues que visito. E a verdade é que isso não quer dizer que me tenha desinteressado por eles (ou por quem neles escreve). Mas fiquei contente por saber que ainda por aqui passam, mesmo que em silêncio. É pá se calhar sou mesmo uma queixinhas!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É só comigo

Ou isto da blogosfera começa a ser um pouco solitário.