Não tenho escrito aqui., não ando com disposição. A cada dia que passa o desânimo
vai aumentando a ponto de se transformar em quase desespero. São muitas coisas,
aparentemente sem valor, mas que juntas fazem mossa. O ano passado não fomos de
férias, o meu acidente impediu qualquer saída. Há uma semana recebemos o
bendito reembolso do IRS e ainda questionámos fazer uma semana de praia, mas
bastaram meia dúzia de contas para deitar por terra a nosso desejo. Não vamos,
não podemos mesmo. Tenho tido pouco trabalho e esse pouco não tem sido pago a
tempo e horas. O futuro é cada vez mais uma incógnita. Tanto eu como o meu
marido podemos, a qualquer momento, ficar sem trabalho (comigo está
eminente).
Ando há seis anos a convencer-me que viver onde moro é bom, mas sei que me
ando a enganar. Não gosto de estar aqui, não me identifico com as pessoas, não
fiz amizades, tenho uma péssima vizinhança (e acreditem que isso afeta-me e
muito) e cada vez me sinto mais atrofiada neste local. Gostava de me mudar, mas
como? Ninguém compra casas, e mesmo que a conseguisse vender que banco é que
emprestaria dinheiro a um casal cujo 1º titular tem 50 anos?
O meu filho em Setembro vai para a escola e, mesmo não querendo,
preocupo-me. Quando já andava mais sossegada com isso, a possibilidade de um
certo menino poder ficar na sala dele, trouxe de novo preocupações à minha
cabeça.
Enfim, nada que não se resolva, eu sei...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Corta barato
Ontem Portugal ganhou, mas a única coisa em que penso é que em condições "normais", hoje a minha conta bancária deveria estar com o dobro do montante que tem. Xulos pá!
terça-feira, 19 de junho de 2012
Dinheiro versus felicidade
Dizem que o dinheiro não traz felicidade. Quando dou por mim a sonhar em ganhar o euro milhões, e ultimamente tenho sonhado muito, descubro que não são assim tantas as coisas que faria com esse dinheiro. Penso que compraria de imediato outra casa, não porque gostaria muito de ter uma maior e mais luxuosa, mas porque gostaria de me livrar desta vizinhança ranhosa e mal educada que tenho agora. Mudaria de casa para outra zona, não porque tenha o sonho de viver numa zona dita nobre, mas para poder estar mais próxima das coisas que mais me interessam. Hoje em dia dependo do carro para tudo, se preciso de pão, por exemplo, tenho que ir de carro comprar. Ir a uma cinema ou visitar uma livraria decente implica percorrer cerca de 40 km. Sinto a falta de poder pegar nas perninhas, andar alguns metros e apanhar um transporte público. E só com isto seria um pouco mais feliz.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
É bruta mas eu adoro-a
Ontem em conversa telefónica com a minha irmã, desabafei: "mana, está quase a fazer um ano que caí", ao que ela me respondeu de imediato "e depois, vamos festejar nesse dia?" A minha irmã às vezes é bruta, mas tem piada.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Andava tão bem...
Mesmo que não queira é inevitável não associar. Quase um ano após a minha valente queda, tive uma recaída brutal. Ando com dores e com os meus movimentos limitados, não na zona da fratura mas mais na cervical. Não sei se foi da semana mais agitada de trabalho (alguns km de carro, outros a pé), se foi de ter batido com a cabeça na natação (estava a nadar de costas e no mundo da lua e só me apercebi do fim da piscina quando dei com cabeça no muro) mas isto não tem andado nada bem. Se segunda feira continuar assim, vou ao hospital para que me façam um rx. A verdade é que "gato escaldado da água fria tem medo".
sábado, 9 de junho de 2012
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