segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pensamentos

Por vezes dou por mim a olhar para o meu filho e a pensar que cada vez estou mais convicta que são mais as características de personalidade que herdamos, do que as que adquirimos ao longo da nossa existência.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Hello and Goodbye

Estas foram as primeiras palavras em Inglês que o meu lindo filho aprendeu no infantário. Confesso que me faz alguma confusão que crianças, que ainda não falam bem o português, comecem a aprender outra língua, mas que lá que gostei de o ouvir falar, lá isso gostei!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

É tão verdade

Mimika como os comentários estão off não pude pedir-te autorização, mas gostei tanto que não pude deixar de o publicar. Espero que não leves a mal.


Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ontem pela manhã

Esta noite tive uma brutal insónia, devo ter estado acordada pelo menos das 5h00 às 7h00. Claro que adormecendo a esta hora, foi muito complicado levantar-me assim que o despertador tocou. O resultado foi uma correria pela manha de modo a garantir que o meu filho chegasse a tempo à escola (hoje é dia de ginástica e ele adoooora!!!). Ando tão stressada com tudo que, ao não encontrar os ténis do João, tive um ataque de choro. Assim que me viu "que foi mamã ?" lá disfarcei e respondi que não sabia dos ténis dele. Quando finalmente os encontro ele grita de entusiasmo "encontate!!!" e de seguida " tás feuiz mamã?". Para o meu lindo filho o contrário de chorar é estar feliz.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A culpa é da chuva

Cá estamos em mais um ano e este blog continua ao abandono. Uma das resoluções para 2010 foi precisamente a de ressuscitar este espaço, mas a meio de Janeiro tudo permanece igual. Tal e qual como a minha vida.
O mês de Dezembro foi repleto de trabalho, cheguei ao fim do ano exausta, quer física quer emocionalmente. Se o ano que passou não acabou bem, este pior começou. Não ando numa boa fase, sinto-me sem paciência para nada, irritadiça e sem esperança no futuro. Ando num estado de ansiedade permanente, querendo estar em todos os sítios ao mesmo tempo e agradando a todos da mesma maneira. Mas a verdade é que não consigo e com isso me martirizo. Não consigo dar atenção na mesma proporção ao meu filho, ao meu marido, aos meus pais, à minha irmã e...a mim. E quando assim ando, a tendência é para ter pensamentos obsessivos com tudo o que não interessa, preocupo-me com os detalhes mais inúteis que a vida tem e esqueço-me daquilo que realmente importa.
Para mim a culpa deste estado é desta chuva que nunca mais pára.

domingo, 3 de janeiro de 2010