domingo, 29 de dezembro de 2013

O Natal

Como sempre e como se quer, foi passado em família. Muita comidinha boa (bem instalada nas cochas e barriga), presentes q.b. e saudinha. Para o ano há mais. Agora venha daí o novo ano que este não me deixa saudades nenhumas. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

7

O meu amor faz hoje 7 anos.
 
 
Emoção, amor, gratidão, felicidade, esperança.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Da vida (e da morte)

Está quase a fazer um ano que o amor da minha mana, desapareceu. É inevitável que nesta época as recordações sejam mais fortes. Não por ser Natal, mas porque a memória do dias que antecederam aquele, estão mais presentes. Não foi um ano fácil, principalmente para a minha irmã. É a primeira vez que convivo de perto com a morte, com o que ela representa, a ausência, a dor, a saudade a tristeza que se entranha e que se manifesta nos movimentos e posturas do corpo, no olhar, nos gestos... A minha irmã continuou a viver, mas não será mais a mesma.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Até que nem me importava nada de fazer uns trocos com isto (estou a rir-me às gargalhadas)

Uma semana sem andar pela blogosfera e a discussão mantem-se: fazer negócio com os blogues, publicidade (encapotada e assumida) nos blogues, "viver à custa" dos blogues...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Por aqui

Tenho andado por aqui, mas sem grande apetência para escritas. Aproxima-se uma data complicada e as recordações são muitas. Inevitavelmente, o Natal e o Ano Novo ficaram marcados pelos acontecimentos do ano passado.
De hoje a oito dias o meu filho faz anos. 7 anos, como é que é possível?... tenho tantas saudades do que já passou. E é assim que eu ando,  melancólica, nostálgica e saudosa.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ninguém o mandou nascer estrábico

O homem cá de casa é estrábico. O homem cá de casa usa óculos. Os óculos já tem uns bons anos e devido às brincadeiras com o filho, o homem cá de casa tem os óculos numa lástima. Sendo as lentes progressivas é uma chatice, pelo que o homem precisa mesmo de trocar de óculos. A primeira tentativa foi arranjar umas armações que encaixassem nas lentes, dado estas ainda estarem boas. Tarefa árdua e infrutífera, pois as lentes progressivas não podem ser cortadas e claro que arranjar umas armações mesmo à medida foi impossível. Segunda tentativa comprar uns óculos novos completos, aproveitando as promoções em vigor. Mais um falhanço, pois com as dioptrias que tem e com o estrabismo, fica de fora de todas as promoções. E agora vem o "drama", cada uma das lentes custa a módica quantia de 260 euros, facilmente se conclui que uns óculos completos não ficarão por menos de 600 euros. E agora pergunto eu, como é que alguém (e já nem vou falar de quem aufere o ordenado mínimo) consegue assim, num ápice, despender 600 euros por uns óculos??? 600 euros é um rombo nos atuais orçamentos familiares, pá. O homem não acordou um dia e decidiu ser estrábico, o homem nasceu estrábico. Não tem alternativas. Ah já me esquecia, o sacana é funcionário público e tem ADSE. Fui pesquisar e olhem consegue uma comparticipação de... 106 euros!!!

Fim de Semana #4


"Mudei de cinto"




O meu fotógrafo de serviço

Apeteceu-me mais uns furos

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Coisa mai linda

Lembram-se deste post? Filho lindo ficou tão preocupado que se disponibilizou a tentar segurar no lápis de outro modo. As melhorias são notórias e agora a letra já está legível. Ainda não perfeita, mas muito melhor, como se pode comprovar.
Sempre que tem que inventar frases, a tia é sempre o alvo da sua imaginação

Ainda me dava uma coisinha má

O clube de judo onde o meu filho anda, foi convidado para um torneio internacional. Apesar de ter sido selecionado, ele não vai. Para além dos custos associados, achamos que ele ainda muito pequenino para tal experiência. Inicialmente, ficou entusiasmado, não tanto pela pratica do judo, mas porque iria para um hotel e teria muitas criadas (palavras dele). Depois quando lhe expliquei que seriam três dias fora de casa sem a mãe e o pai, já vacilou e, sem dramas, referiu que ia para a próxima. Assim está bem.

Há coisas que não mudam, nem com a idade

Daqui a duas semanas vou dar formação. Já não o faço há pelo menos dois anos e estou uma pilha de nervos. É sempre assim. Sofro, sofro muito, mas depois chega a hora e sinto-me como um peixe dentro de água. Até lá vou ficando com mais uma rugas e muitos cabelos brancos. Mas porque é que tenho que ser assim?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Afinal ficámos de molho

Pois é, anseio pelo fim de semana para poder sair de casa, mas por vezes os planos saem furados. No sábado, assim que acordou, queixou-se que estava cansado. Pus a mão na testa e como não estava quente, desvalorizei, convencida que seria uma tentativa de não ir ao curso de teatro. Lá fomos, quando saiu, assim que olhei para ele vi logo que não estava bem, faces rosadas e olhar mortiço querem sempre dizer febre. E desta vez a mão na testa não deixou margem para dúvidas. Fim de festa e regresso a casa.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

E pronto começa o disparate (da saga, o meu filho na primária)

Na quarta feira foi dia das fotos da praxe. Quando o fui buscar à escola perguntei-lhe se tinha corrido bem, se não tinha tirado a língua, ou feito outro disparate qualquer. Foi uma pergunta de circunstância, mas nem eu imaginava o que vinha a seguir. Respondeu-me "não mamã, mas estive quase para fazer um tomasse". "Um quê?" inquiri eu. Eis que me repete, "um tomasse" e pelo espelho retrovisor vejo o dedito do meio espetado, estão a ver, não estão? Informei-o de imediato que o gesto era feio e que não devia repetir. Mas continuei intrigada com o tomasse, mas que raio de nome é este?! Hoje lembrei-me e confesso que não consigo parar de rir: o, toma (seguido do referido gesto), foi transformado em tomasse, pelo meu filho. Que preserve esta inocência por muitos tempo, é o que eu desejo, mas não o que vai acontecer, infelizmente.

Fim de semana

Há quem deseje os fins de semana para finalmente, poder ficar em casa. Eu, pelo contrário, desejo-o para poder sair. Ultimamente aos sábados, saio de casa às dez e meia e regresso já de noite. É ramboia até não poder mais.

Blogger

O blogger agora permite ter várias sessões abertas em simultâneo. Fiquei contentinha, pois já posso ter o meu email pessoal aberto e ao mesmo tempo comentar ou publicar post com a outra conta. Não sei se o defeito é meu, mas a verdade é que me baralho com isto, e de vez quando lá sai um comentário com o meu perfil pessoal.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

TPC tudo bem, mas nada de exageros #2

Ontem deixámos para hoje de manhã, a parte dos desenhos (sim, porque para além da cópia ainda tinha que ilustrar). Assim, eram sete e meia (normalmente acordo-o às oito) acordou porque tinha que fazer os desenhos. Moral da história, dormiu para aí umas oito horas e meia.

TPC tudo bem, mas nada de exageros

Chegámos a casa às 17h50, por volta das 18h10 começou a fazer os trabalhos de casa. Entretanto interrompeu pois era dia de judo (às 19h). Regressámos a casa, banho, jantar e às 21h40 retomámos os trabalhos, que acabaram, tcharan ... às 23h10!!!  Ou seja, duas horas a fazer trabalhos de casa. Se a professora me aparecesse à frente neste instante, não sei o que lha fazia ( atenção que gosto muito da rapariga e acho que é boa professora). Achei um exagero, é só isso.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Primeiro recado na caderneta

A caligrafia dele está pior, irregular e quase ilegível (palavras da professora). Temos que treinar com ele em casa. Nós tentamos, juro que tentamos, mas com a forma indescritível com que ele segura o lápis, torna-se difícil. Ontem entre choradeiras, gritos e "não consigo" a torto e a direito, lá consegui que segurasse no lápis de outro modo. E sem duvida que a letra melhorou consideravelmente. O problema é que ele está tão habituado, que sem se aperceber, lá lhe fogem os dedos para aquela posição estapafúrdia... Vamos ter treinar muito, está mais que visto.
Outro problema, este não referido pela prof mas que eu já me apercebi, são os erros ortográfico. Anda a dar muitos, confunde os v pelos f e tem tendência a escrever como fala. Segundo me dizem, melhora se fizer muitas cópias e ler muito. Temos muito trabalho pela frente.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Educar não é mesmo fácil (post longo)


Há quem perante uma ferida, ponha um penso rápido e depois há quem, como eu, escarafunche na mesma. Dói como o caraças, é um fato, mas não consigo evitar.  O meu filho lindo continua a revelar alguns défices de auto estima e eu, por mais que tente, não o consigo ajudar. E custa-me tanto rever-me em algumas atitudes e comportamentos e não conseguir fazer grande coisa para as evitar.

De vez em quando, perante determinadas situações, como a jogar jogos ou a fazer trabalhos sai-se com expressões como: "sou mesmo estúpido" ou " sou o piorzinho de todos", ou "sou mesmo o pior filho".  Reparo que tem uma necessidade muito grande de aceitação, e que por vezes se coloca em posição de inferioridade para que os amigos o aceitem. Já o vi oferecer brinquedos a um colega para que este brique com ele, só para dar um exemplo do que estou a falar. Todos os dias me questiono onde é que falhei.  Sempre foi uma preocupação para mim desenvolver a sua autoestima e autoconfiança, incentivo-o e congratulo-o com as coisas boas que faz, nunca o menorizei sobre que forma fosse, nunca. Nunca estabeleci comparações do género "olha aquele menino não está fazer birra", ou "o XPTO faz isto assim e tu ainda não". Tive sempre muito cuidado com isso.

O meu marido atribui a culpa ao "exterior",  nomeadamente ao infantário. Nisso discordamos bastante, pois eu considero que grande parte daquilo que o nosso filho se transforma, vem da educação em casa. Percebo quando ele diz que nós o educámos para ser uma boa pessoa, respeitador dos outros e que depois nem sempre encontrou isso nas relações que estabeleceu. É verdade, se algum menino o bate, por exemplo, ele não se defende e se lhe perguntamos porquê, responde que não o quer magoar. Também é verdade que esta sua caraterística sempre foi, digamos que "criticada" pela educadora. Acho que perante os conflitos entre crianças é redutor apenas procurar que a vítima se defenda. É importante que o faça, não contesto, mas não seria mais pedagógico, perceber o porquê do conflito e desincentivá-lo? Isso não aconteceu, ou seja, o fato do meu filho não ser violento nem conflituoso não foi premiado pela educadora, foi antes destacado como sinal de fraqueza. E agora que escrevo isto fico com uma raiva tremenda. Mas independentemente de tudo continua a achar que falhámos algures neste percurso.   

Estou aqui a expor esta situação, não só para tentar sarar a ferida, mas também na esperança que alguém me deixe na caixa de comentários uma luzinha sobre o caminho que devo seguir, pois nesta altura sinto-me tremendamente impotente.  

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Greve

Quando lhe falei na greve de hoje, juntou as mãozinhas e começou a ladainha espero que a minha professora faça greve, espero que a minha professora faça greve.... Assim que chegámos ao portão da escola e o vimos aberto, disse: também não me importo... Ora assim é que é.
Claro que no portão se amontoavam pais e respetivas crias a fim de se inteirarem se haveria ou não, aulas. E como não podia deixar de ser, as conversas do costume contra as greves e os dissabores que as mesmas causam. Honestamente, honestamente, já não tenho paciência.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ai de mim

Ontem pintei as unhas de bordeaux, assim para o escuro. Quando o fui buscar à escola, perguntei-lhe se gostava. Ao que respondeu " não estou a ver bem a cor mas só espero que não seja preto mamã, odeio unhas pintadas de preto". Assim, tal e qual. Pronto, fiquei a saber.

Leituras

Há um mês atrás, depois de contar pela enésima vez as mesmas histórias ao meu filho ao deitar, decidi inscrevê-lo na biblioteca cá da terra. Desde aí, todas as semanas trazemos 5 livros diferentes que nos ocupam as noites. Foi uma boa decisão, apesar das escassas escolhas na minha singela opinião, o que também não constitui problema, pois por ele, apenas trazíamos os Asterix. Muito gosta ele de banda desenhada, em particular, as aventuras do Asterix.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Vou escrever 50 vezes "não digas mal dos professores".

Assim que entrou no carro pediu-me para deixar de ir às AEC. Eu, conhecedora deste meu filho, perguntei-lhe logo o que tinha acontecido em educação física. Pois que a professora, por estarem alguns meninos a portarem-se mal, pô-los a aula toda a escrever a frase " estamos de castigo porque não sabemos comportar-nos na sala de aula". Respondi-lhe que se se tinham portado mal a professora tinha que os castigar, mas respondi a mim própria, olha-me esta m#%$#, se isto tem algum jeito? um ou dois portam-se mal e todos ficam 45 minutos a escrever uma frase muito pedagógica num papel. Tenho para mim que, nestas idades, tanto faz ao prevaricador se fica só ele de castigo, ou se ficam todos. E não me alongo mais, não estarei eu a ver mal isto tudo.

Fim de Semana #3

Sendo o meu filho um apreciador de legos, não podíamos deixar de ir ver o espetáculo "Quando for grande...".





 
E uma vez que atualmente quando grande quer ser fotógrafo, aqui fica um auto retrato:



 
 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dúvidas, dúvidas

Ultimamente tenho andado a pensar em outras formas de rendimento. Já vou em três meses sem receber e o fundo de maneio do IRS e o financiamento sem juros (que se chama mãe), não duram para sempre. Não tenho assim uma vocação específica tipo manualidades ou costura ou joalharia. Basicamente não tenho jeitinho para nada. Agora que ando numa de bimbices, já me ocorreu dedicar-me aos bolos e salgados. Mas depois olho à volta e constato que já há tanta gente que se dedica a tal negócio e com muito mais talento do que eu. Podia experimentar ser revendedora Avon, ou Oriflame, mas a minha vida social é tão restrita que garantidamente não iria vender nada.
A modos que nada me ocorre a não ser aquela profissão, isenta de impostos... a mais velha profissão do mundo. Mas com a coluna neste estado e já a caminho dos 43, não me parece que a coisa vá render...isto não está fácil.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

É que eu até acho que ele tem razão

Ontem no judo houve mudança de cinto para um dos meninos. O meu filho lá teve mais uma crise existencial. Assim que começou a cerimónia (ou ritual, ou sei lá como se chama), vislumbrei logo o ar abatido dele. Aguentou o tempo todo, mas assim que acabou a aula, desatou num pranto sem fim. Porque também queria mudar de cinto e porque nunca mais é a vez dele e porque não é justo pois o menino em causa porta-se muito mal (é um fato) e anda lá a menos tempo que ele (é verdade sim, mas já tem idade para ir aos torneios e não, não vou aqui tecer comentários sobre o critério que está por base na mudança de cintos). Foi um dramalhão pegado, mas tive tanta pena do meu pequenino.

Dia das Bruxas, brrrr

Hoje, assim que acordou pediu-me para ouvir o Thriller do Michael Jackson. Não houve tempo, ficou prometido para a hora de almoço. Há uma semana tive que lhe comprar um fato alusivo ao Halloween.  Quando viu, aqui no bairro, casas enfeitadas alusivas ao tema, "e porque é que não decoramos a casa?". Anda há uns dias a pedir-me para ir ao doçuras ou travessuras. Ando a fazer de contas que não ouço, e tal, e mudo de conversa, mas sei que hoje, ao final do dia, a coisa vai complicar. É que eu não acho piadinha nenhuma...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sou um bicho do mato social

Definitivamente, em termos de redes sociais, sou uma verdadeira nulidade. Tenho 40 amigos do Facebook e 11 seguidores aqui no blogue (que já não devem ser efetivamente 11). Quase ninguém lika nos meus post do Facebook e aqui no blogue, é o que se vê. Para além de que nem sei bem para que servem o Google+, o Instagram e o Flickr. Enfim, estou ultrapassada pelo tempo.

Retirada da net
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

E por falar em desapontada comigo

Ando em luta comigo própria para acabar com o tabaco. Para além da saúde, há o dinheiro, e os gastos que tenho em cigarros fazem-me falta. Não faz sentido manter este maldito vício, mas não está fácil larga-lo. Mas eu vou conseguir.

É a crise, é a crise...

Tenho em falta 3 meses de pagamento, sendo 2 consecutivos (os últimos). Estou a chegar ao desespero, porque o fundo de maneio (que se chama reembolso de IRS) está a acabar, porque daqui a 15 dias tenho o IVA para pagar (que corresponde a mais ou menos um mês de vencimento) e porque não sei o que vai acontecer. Quem me paga não me responde aos sms, nem aos emails, nem aos telefonemas. Tenho vontade de lhe "ir bater à porta", mas o medo de ouvir do lado de lá, "já não precisamos da tua colaboração", deixa-me como que paralisada. Ao ponto a que eu cheguei, ao ponto a que todos que chegámos. Ter a noção dos meus direitos e ter receio de os reivindicar, deixa-me desapontada comigo mesma.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Fim de Semana #2

De visita aos avós.



Com a Titia


"Gosto muito de tirar a língua quando tiro fotos com a minha mãe"

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não vale insultarem-me

Duas perguntinhas aos donos de cães:
O que fariam se quando estivessem em casa, o vosso cão não parasse de ladrar, ou estivesse a ladrar, interruptamente três horas (sim, TRÊS horas)?  não vale responder, mandava-o calar.

Porque carga de água que eu, que não tenho cães, tenho que levar com o ladrar de um cão, TRÊS horas (sem pausas)? é que eu da minha casa não posso mandá-lo calar.

Agora percebo a célebre frase "gosto mais do mau cão (ou gato, ou porquinho, ou rato) do que de muitas pessoas". Os meus vizinhos (não só estes, mas o que já passaram por aqui), detestam-me.

Isto irrita-me tanto, mas tanto.....

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Trabalho

Nestes dias de chuva e vento reconheço a sorte que tenho em poder trabalhar em casa. Não ter que enfrentar o transito caótico, poder estar em casa de pantufas a ouvir uma boa música, é realmente um privilégio. Por muito que me queixe do isolamento, que existe de fato, espero continuar a ter trabalho nestes moldes (as coisas não andam famosas, e o futuro é, cada vez mais, uma incerteza), pois não me vejo a trabalhar num espaço fechado que não seja a minha casa.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fim de Semana #1

E neste fim de semana rumámos ao CCB. O objetivo era vermos uma ou outra atividade do Festival Big Bang, mas quando chegámos já não havia bilhetes. No entanto ainda foi possível visitarmos as exposições interativas que havia.

A ler as notícias

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

E a proposito de lanches

"Marmita lovers." A sério? marmita lovers? Nem consigo comentar...
Daqui

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ai os lanches, os lanches...

Continuo na minha saga de "à descoberta do lanche ideal para levar para a escola". Este ano, por ter as AEC, tem que levar os dois lanches, o da manhã e o da tarde, e não tem sido fácil, nada fácil mesmo. Por ele, era uma barra de chocolate, ou um bolo de chocolate, ou uma tablete de chocolate, ou chocolate, chocolate, todos os dias. Por mim, não pode ser. Ora bem, o meu filho lindo não gosta de queijo, não aprecia pão e não morre de amores por iogurtes. Tenho-lhe mandado umas barras de chocolate (eu sei, eu sei que é muito açúcar) meio pão com compota (embora eu desconfie que outros meninos usufruam do mesmo), bolachas maria e pouco mais. Cheguei a colocar-lhe na lancheira a "vaca que ri" (aquele do queijo com os palitos de pão que eu acho delicioso) , até ao dia em que me confessou que não gostava e que era o amigo André que se deliciava com o seu lanche. Esta semana tivemos uma conversa (somos uma família muito democrática e estes assuntos são debatidos) e ele referiu que se lhe mandasse um iogurte Tutti Fruti (acho que é assim que se escreve) ele comeria de bom grado. Fiquei tão feliz que tratei de imediato de me abastecer do mesmo. Hoje foi o grande dia, finalmente um lanche saudável. À hora de almoço disse-me "mamã, tenho uma coisa para te contar e já sei que vais ficar muito zangada, o iogurte explodiu na lancheira". Escusado será dizer que todo ele cheirava a Tutti Fruti e não necessito de aqui descrever o estado em que se encontrava a roupa, ténis incluídos. Quando o fui levar à escola da parte da tarde, pedi-lhe que fosse à sala buscar a lancheira para eu trazer para casa. E pronto, o belo do lanche saudável, estava todo derramado no interior da lancheira.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Fim de Semana

 
Ida ao curso de teatro, seguido de passeio.
 
 
 
 
 Visita à exposição "O ano do Morcego" no Museu Nacional do Traje
 

 
Cinema no Jardim da Estrela

 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Bésame Mucho


Comprei este livro já há alguns anos. Vi referência ao mesmo aqui na blogosfera (não me lembro por quem, mas julgo que foi pela Tella)  e tive curiosidade em lê-lo. Comecei a leitura mas, acabei por o interromper. Há alguns ideias, voltei a cruzar-me com ele, retomei a leitura e desta vez até ao fim. Que dizer? O raio do livro deixou-me completamente desconcertada. Dá para andar um bocadito atrás no tempo, se faz favor?

Retirada da net

Da semana

Foi uma semana estranha. Na terça fui à consulta dos dois anos da cirurgia. Está tudo na mesma, e assim ficará. Agora tenho que ser eu a decidir se quero ou não tirar os parafusos, que atualmente não estão cá a fazer nada. Não faço ideia, por um lado é tentador pois segundo o médico, a sua presença é fonte de incómodo, isto é, algumas das dores que sinto, devem-se à presença destes corpos estranhos. Mas por outro lado, cirurgia (ainda que local), internamento (para não falar nos custos), e dores, não estavam nos meus planos. Vou ter que pensar.
Ontem, nova consulta, esta não programada, para perceber o que se passava comigo. Há quase três semanas que ando com ranho, voz nasalada e desde segunda uma dor intensa na face a propagar-se para a cabeça, olho, e ouvido. Resultado, sinusite com uma grande inflamação, visível pela cara inchada que apresento. Agora ando a antibiótico e anti-inflamatório e a ver se a coisa melhora.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ai se eu ganhasse o euromilhões

Na semana passada fez sete anos que aqui moro. Como é que é possível, sete anos? Lembro-me que quando nos decidimos a vir para aqui, fizemo-lo numa perspetiva de por cá ficarmos, no máximo, quatro anos. Afinal, já ultrapassámos essa meta e, a manterem-se as coisas como estão, não me parece que a saída esteja para breve. Há dias que me custam mesmo estar aqui. Trabalhar em casa e morar "onde o Judas perdeu as botas" é asfixiante e de um isolamento tremendo. Lembrei-me disto hoje porque, quando estava a chegar a casa vi uma carrinha de mudanças, à porta de outra casa aqui ao lado e senti uma inveja tão grande, uma vontade tão grande de ser eu a mudar-me. Tenho que voltar a jogar no euro milhões. Quem sabe...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ainda a propósito (e resultado final)

Podia aqui escrever um post todo fofinho, da chuva lá fora a cair, a mãe e o filho na cozinha a fazerem bolinhos, os cheiros e afins e depois a família feliz a deliciar-se... podia, mas mentiria. O sacana do garoto, invariavelmente, assim que ouve a frase mágica "foi a mamã que fez" prova e não gosta. Quer sejam bolos de chocolate, que ele tanto adora, quer seja pão, quer seja compota, o garoto reprova os meus cozinhados vá lá, que a coisa só se passa com doçaria, senão estava lixada da vida. Ontem, pus em prática o que já andava a magicar há uns tempos. Fiz os queques de chocolate de manhã e como ele veio almoçar a casa, para o lanche da tarde enviei-lhe um. Ao final do dia, "então Joãozinho, gostaste do lanche?" e a resposta foi: "adorei mamã, onde é que os compraste? era mais gigante dos que os do Pingo Doce"!!! Sacana, sacana, sacana.

Adenda: já estão feitos e o resultado de tanta "bimbisse" está aqui:

Bimbar sem parar

Não sei que bicho me picou, mas ontem e hoje, nas minhas pausas de trabalho, tenho bimbado sem parar. Ontem fiz uns queques de chocolate e uns queques salgados, recheados de bacon e fiambre. Estavam bem saborosos (sim, porque a mim, nem sempre as receitas feitas na bimby saem na perfeição). Hoje, enquanto preparava o meu almoço, fiz pães de leite. Quer-me parecer que não irão sair assim grande coisa, pois era suposto aquilo dobrar de volume (enquanto leveda), mas até agora nada....a ver vamos, depois eu conto.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Serei só eu?

Francamente não consigo perceber a existência de um livro para crianças intitulado "O meu pai está desempregado". Assim como não consigo perceber os livros sobre "a crise explicada às crianças". Não consigo, pronto. Não me perguntem porquê, não consigo expressar a repulsa (no sentido de fugir a sete pés destes livros) que me provocam. Mas digamos que representam um certo conformismo com a realidade que temos, para além de retirarem o encanto que para mim a literatura tem.

Retirada daqui
 

Mas depois há dias que começam assim

Hoje, assim que estacionei o carro no parque da escola o meu filho diz-me: Mamã está ali uma abelha. Eu, ao mesmo tempo que procuro a dita que por aqui há muitas, pergunto-lhe, onde? mas nem foi preciso esperar pela resposta. À nossa frente está uma senhora parada à conversa com outra, vestida com umas calças pretas, assim para o apertado e um camisolão de listras largas, amarelas e pretas. Eu juro que para parecer a abelha maia só lhe faltavam as antenas. Claro que fomos a rir o caminho todo até à escola. E não, não nos estávamos a rir da senhora, a verdade é que parecia mesmo uma abelha.

Retirada da net

terça-feira, 1 de outubro de 2013

....

Por vezes aborreço-me da blogosfera. Tem dias que o meu mau feitio impera e digo mal a torto e a direito do que vou lendo por aí. Por vezes, dou por mim a achar-me um ser de outro planeta, tenho uma vida tão terra a terra, que me sinto a anos luz de quem por esta blogosfera anda.
Inveja, sim, posso afirmá-lo, inveja de quem vê num dia de chuva, algo de poético. Inveja de quem, duma receita, tira o sentido da vida. Inveja de quem tem dinheiro para renovar o roupeiro. Inveja de quem do pouco vê muito. Inveja de quem se contenta com o que tem e agradece todos os dias estar vivo. Eu não sou assim. Maldigo a maioria dos meus dias, tão iguais. As rotinas de sempre, o que fazer para o jantar. A casa desarrumada. A ida (tão frequente) às compras. A falta de dinheiro. O dinheiro que se gasta. A chuva para mim, é a roupa que não seca e esta humidade que se entranha na casa e nos ossos. E de muito pouco, ou quase nada, eu tiro satisfação.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ainda só passaram duas semanas de aulas

E o João já está doente. Ranho, tosse e uma ponta de febre. Palpita-me que amanhã ficamos de molho.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Para ti

Se fosses vivo, na próxima quarta festejaríamos o teu 36º aniversário. Não sei se seria na nossa ou na vossa casa, mas seria de certeza um jantar agradável a cinco. Quase nove meses depois, há momentos em que tudo me parece irreal, como aqueles sonhos que temos em que sentimos um alívio enorme quando acordamos. Sabes, evitamos um pouco falar de ti, mas isso é um pau de dois gumes, pois se por um lado, esquecemos, por outro esquecemo-nos de ti. A existência é realmente muito ténue. O João há dias contou-me que se tivesse um génio da lâmpada pedir-lhe-ia que te trouxesse de volta. Fala de ti muitas vezes, e fala de ti com aquela inocência que só as crianças sabem ter. Tenho tanta pena que não o vejas crescer. A mana está a sobreviver, é mais forte do que pensa, mas perdeu a alegria e aquele brilho intenso que ostentava desde que te conheceu. Fazes-lhe falta, nem imaginas quanta.
31/12/2012

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Das atividades extra escola

Por volta dos meus cinco anos (não sei precisar) a minha mãe inscreveu-me na natação. Recordo-me das birras, ou da minha relutância, em ir. Todas as semanas chorava porque não queria ir para a natação e a minha mãe não desistia. Sei hoje que era a timidez e a vergonha da exposição que me impelia de ir. Atualmente agradeço o fato da minha mãe não ter desistido. Recordo-me também que a uma determinada altura, já eu mais crescida, ela sugeriu-me ir aprender um instrumento de música. Não quis, sob o pretexto de que não gostava de acordeão, recusei-me a frequentar a música. Claro que nessa idade, não foi possível à minha mãe, obrigar-me a ir. Mais tarde, lamentei não ter aproveitado a oportunidade.
Vem esta introdução a propósito do meu filho e das atividades extra escola. Atualmente frequenta o judo, três vezes por semana. E não são raras as vezes em que vai obrigado. Ou porque está cansado, ou porque quer ficar a ver televisão ou porque não lhe apetece, enfim, um rol de motivos que tornam a ida do judo um calvário. Depois vai, diverte-se e vem de lá todo satisfeito. Há já algum tempo que eu e o pai falamos na importância de o inscrever na música. Para além de todos os benefícios associados, e que são conhecidos, o puto tem um ouvido fantástico e gosta muito de música. A falta de escolas e professores aqui na terriola, foi adiando a decisão, mas este ano surgiu a oportunidade. Há dias recebi no FB uma mensagem da revista "Estrelas e Ouriços" a anunciar um curso de teatro para crianças, a decorrer ao sábado em Lisboa, e os meus olhos prenderam-se lá. Quando vim estudar para Lisboa o Técnico (salvo erro, era da iniciativa da Universidade Técnica) tinha uns cursos de teatro para universitários, gratuitos (belos tempos), onde eu me inscrevi e frequentei. Adorei aquilo e, reconheço que me fez muito bem (na altura passava por uma fase muito conturbada da minha adolescência).
Agora encontramo-nos aqui muito divididos e hesitantes. Por um lado, queremos proporcionar-lhe novas experiências e novas aprendizagens, por outro, não o queremos sobrecarregar ( e a mim também, que já me sinto suficientemente motorista). Eu gostava que ele frequentasse o teatro e a música, o meu marido preferia a música. E claro que não posso esquecer o fator financeiro, pois se o teatro até  tem um custo aceitável, já música pesa um bocadinho, pelo que as duas já irão requerer algum esforço. Enfim, andamos aqui neste dilema e não chegamos a nenhuma conclusão.
Se não for pedir muito, deem-me a vossa opinião.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A saída

É mesmo muito confusa. Lá estava eu a olhar para a porta da escola em busca do meu filho quando uma mãe de uma menina da turma dele me vem avisar que o João já tinha saído. Não o vi no meio de tantas crianças e ainda andei à nora para o encontrar. Hoje repetimos, a ver vamos, se corre melhor.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Preguiça

Estou na minha secretária a tentar trabalhar e a única coisa em que penso é na minha caminha que está mesmo aqui ao lado. A sério, como é que se consegue fazer alguma coisa com este calor?

Report escolar

Ainda não tem todas as AEC, para grande desgosto dele, pois assim não pode ficar para o segundo intervalo. Agora quando o fui buscar para o almoço, perguntou-me quando é que podia comer na escola, para poder brincar mais com os amigos. Hoje é a primeira vez que sai às 17h30, enchi-o de recomendações, para sair com calma, sem pressas, pois já ouvi dos outros pais que esta hora é uma grande confusão (e quando começar a chuva, ui ui, é de fugir). E pronto assim vão os dias.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pré adolescência precoce

O primeiro dia correu bem, mas eu gostava de perceber o fenómeno de, num dia, a escola transformar o meu filho num delicodoce (mais ou menos, vá), num rufia. O puto chega a casa com energia para dar e vender, a falar aos gritos e com expressões como: sei lá eu!, tu é que sabes! Revira os olhos quando o repreendo e muitas outras atitudes que me deixam os cabelos em pé. Tenho um pré adolescente em casa, essa é que é essa. Vou tentar acreditar na teoria da minha irmã, de que estou a passar esta fase precocemente e quendo for verdadeiramente a altura, terei em casa um menino educado e bem disposto.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mais um ano escolar

E apesar de ser o segundo, o João estava mesmo muito nervoso. Este ano está numa turma  só do 2º ano, mas pareceu-me que com alguns repetentes. Nada de preocupante. A professora é a mesma, e isso foi um alívio para ele. Este ano vai frequentar as AEC, e é isso que o está a deixar nervoso, pois irá conhecer outros(as) professores(as). Apenas o inscrevemos nas atividades depois de termos visto o horário. Tem uma tarde só de AEC e nos restantes dias, estas são no ultimo tempo, isto é, se não tivesse as AEC sairia todos os dias às 16h15. Assim sendo, não fazia sentido ter o custo do ATL, quando, por norma, o vou buscar às 17h30. Vamos ver como corre.

domingo, 8 de setembro de 2013

Enterrar a cabeça na areia é a minha especialidade

Deitar-me à noite a chorar, é sinal de que algo não está bem.
Acordar de manhã a chorar é sinal de que algo não está bem.
Repetir para mim própria, ao longo dos dias "não é isto que quero para mim" é sinal de que algo não está bem.
Repetir para mim própria, ao longo dos dias "o que estás tu a fazer com a tua vida?" é sinal de que algo não está bem.
Repetir para mim própria, ao longo dos dias " esquece lá isso, tudo passa" é sinal de que está realmente tudo mal comigo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Roteiro médico

Estas férias decidi fazer o roteiro, não turístico, mas médico, com o meu filho. Fomos à consulta com a pediatra, aquela que deveria ser a dos 6 anos, mas que na verdade foi mais a dos quase 7. Uma queda de cabelo persistente acelerou a decisão da consulta. Nada de grave, provavelmente ausência de alguma vitamina ou assim, que este meu menino não é lá grande boca. De resto está bem e recomenda-se. E já me esquecia, 1,2 metros de gente. Deu um pulo enorme, toda a gente repara que o puto cresceu nos últimos tempos. A seguir à pediatria, oftalmologia. Segundo o médico há fortes probabilidades da hipermetropia desaparecer, astigmatismo é que já não. Vai continuar com os óculos no mesmo regime, isto é, ao computador, a ver televisão, a ler e escrever. Na quarta rumámos ao otorrino, onde se comprovou, que o menino ouve lindamente. Eu, dado os decibéis a que esta criança fala, e ao volume a que a televisão costuma estar, ainda duvidei dos testes. Mas não, a audição está normal. Por fim, ontem visitinha a uma consulta de medicina dentária. Pois aqui, temos um historial. Já perdi a conta aos dentes que este meu filho já tratou, com direito a anestesia e tudo. Há já algum tempo que me sentia desconfortável nas consultas. Cada vez que lá ia  a médica descobria uma nova cárie. Anda com uma massa num dente que seria para desvitalizar, há cerca de uma ano, mas nunca mais se avançava. Na ultima consulta estivemos lá cerca de 5 minutos, a senhora pôs uma massa num dente, avisa-me que há outro para tratar e passa cá mais 60 euros. Saí de lá a pensar seriamente em não voltar, decisão confirmada após ouvir a pediatra dizer que ele até tinha os dentes bons. Assim, aproveitando o fato de ser beneficiário da ADSE, marquei-lhe uma consulta de medicina dentária na Cuf de Belém. E ontem lá fomos. Fomos e não fizemos nada, uma radiografia aos dentes comprovou que não há dentes a tratar. Segundo esta médica, o que está para desvitalizar, e uma vez que ele não tem dores, pode muito bem ficar assim. Enfim... sem comentários. Agora já só no falta o ecocardiograma ao coração para avaliar o sopro, que também já está marcado. Ufa

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Recomeço ou continuação

Agosto já passou e aquele que deveria ter sido um mês de férias, não o foi. Sinto-me tão, ou mais cansada do que no final de Julho. Fui dois dias à praia (na semana passada), dei uns mergulhos na piscina cá do sítio e o resto do tempo foi passado a trabalhar. Detesto trabalhar neste mês em que tenho o meu filho em casa, pois nem o trabalho rende, nem aproveito a companhia dele como deve ser. Gostaria de aqui deixar um post e animado e cheio de esperança sobre o recomeço associado a Setembro, mas a p...da realidade é mais forte do que qualquer onda de positivismo.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mariah, a conselheira de beleza e de poupança

Estão a ver este hidratante ou acondicionador para o duche da Nívea?
A primeira vez que vi publicidade ao produto, fui a correr comprar. Era mesmo isto que eu, uma grande preguiçosa no que se refere a colocar hidratante no corpo, há muito ansiava. Tomar banho, aplicar o creme, passar por água, limpar e vestir, como é que ainda ninguém se tinha lembrado disto?(ok, estou a exagerar, já tinha experimentado o mesmo com o óleo Johnson e com outro da Boticário, mas eu cá não gosto muito de óleos.) Comprei, usei e gostei mais ou menos (esperava mais hidratação). Acabou rapidamente e um dia, a conselho da minha irmã, experimentei fazer o mesmo com outro hidratante corporal que tinha em casa e, surpresa das surpresas, o efeito é o mesmo.
Portanto, minhas amigas, se forem como eu, para quem aplicar creme no corpo depois do banho é uma grande seca, se acharem que uma aplicação rápida, ainda dentro da banheira, é que é, não gastem quase 4 euros neste produto. Experimentem com o creme que usam normalmente e verão que dá no mesmo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Eu também posto sobre o bebé que nasceu

Estou a ficar velha, cansada e resmungona. Tanto alarido por causa de um bebé. A sério? Julgava eu, inocentemente, que neste país ninguém se interessava com o nascimento do filho dos príncipes de Inglaterra, quando ontem, na sala de espera do medico, quando a notícia foi dada no Telejornal, todas as pessoas que lá estavam levantaram-se, subiram o som da televisão e aproximaram-se da mesma. Juro que fiquei boquiaberta. Mas afinal que interesse é que tem?

O stylist cá de casa

João - Não gosto da roupa que a tia traz.
Eu - Porquê João, está tão linda.
João - Não gosto, fica muito feia.
Eu - Mas explica-me João o que é que não gostas, da cor...?
João - é por não ter mangas, a tia não fica bem sem mangas
Eu - ??????

Notinha: a apreciação sobre as indumentarias quer as minhas, quer as da minha irmã, são muito frequentes.

Otite, pois claro

E pronto, tinha que ser. Mais uma otite. No fim de semana esteve muito queixosos, de Sábado para Domingo o ouvido começou a drenar e não mais parou. Ontem fomos ao médico, antibiótico durante 10 dias e se for à piscina, terá que ter sempre tampões. Hoje ficou por casa, pois na colónia era dia de piscina.

sábado, 20 de julho de 2013

Dramas em ponto pequeno

A colónia este ano tem sido um drama. Por lá anda um menino mais velho (passou para o quinto ano pelo que andará nos nove anos). Esta-se mesmo a ver que é o sabichão lá do sítio, sabe tudo e domina  tudo. Esta-se mesmo a ver que os mais novos, incluindo o meu filho, andam todos a competir pela atenção dele. Assim, ao final do dia o meu filho, ou vem satisfeito porque o outro lhe deu atenção, ou vem desanimado porque o outro não lhe ligou nenhuma. Ontem não lhe ligou nenhuma!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

E no fim de semana passado

Fomos ver o Gru - O Maldisposto 2. Fartei-me de rir com o filme.

Adenda: quer-me parecer que o puto já foi mais vezes ao cinema em seis anos, do que eu, em 42. Sinais dos tempos...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Para a Manue e para quem estiver interessado

Ora então cá vai o plano alimentar da dieta:

Pequeno Almoço: Metade de um pão integral com queijo magro ou com fiambre de peru ou frango ou ainda queijo fresco e um chá.
Meio da Manhã: uma peça de fruta
Almoço: carne ou peixe, cozidos ou grelhados com legumes ou saladas (a quantidade desejada)
Lanche: a metade do pão do pequeno almoço com queijo magro ou com fiambre de peru ou frango ou ainda queijo fresco e um chá.
Jantar: uma salada e/ou sopa (o que se quiser)
Ceia: um iogurte magro
Alimentos proibidos: carne de porco, banana, manga, cereais, batatas, arroz, massa, doces, leite, refrigerantes, álcool, fritos, manteigas, margarinas e óleos.

Notas finais:
1 - sente-se fome, muita fome. A mim custou-me muito o jantar, lembro-me que quando iniciei a dieta, na primeira semana, ao ver o meu marido e filho a comerem todos satisfeitos só me apetecia esbofeteá-los. Mas depois, ao ver-se resultados, a coisa leva-se.

2-  As agulhas e a fitoterapia são realmente importantes pois hoje pesei-me, e nesta semana que passou apenas perdi 300 gr (mas informo que não cumpri a dieta à risca).

3 - A sopa é SEM batatas.
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dos quilos, esses grandes malditos

Vai fazer em Outubro três anos que iniciei a dieta do Pedro Choy. A conselho de uma amiga e tendo na altura dinheiro para pequenas extravagâncias, decidi experimentar e mandar abaixo os quilos a mais que se tinham instalado nos últimos anos. Pesava na altura 65 kg e ao fim de quatro meses cheguei aos 53 kg. Este peso não o mantive por muito tempo, mas como achava que estava até um pouco magra demais, não me importei. A verdade é que, mesmo com a paragem forçada pela minha queda e, pelo mesmo motivo (e por deixar de ter dinheiro), não ter regressado mais à Clínica, consegui estabilizar o peso nos 56kg. Consegui, até há cerca de dois meses, altura em que ganhei mais um quilo e meio que por cá anda, instalado claro está, na bela da barriga, o meu calcanhar de Aquiles de sempre. Já me conheço bem nestas coisas do peso, e sei que isto é meio caminho andado para começar lentamente a ganhar quilos até chegar a valores que depois não consigo controlar. Assim, e como não tenho cheta para retomar o tratamento vou, a partir de hoje, retomar a dieta alimentar que na altura segui. Sei que as agulhas e a fitoterapia são essenciais no tratamento mas, não custa nada tentar.

sábado, 6 de julho de 2013

Balanço da primeira semana

A primeira semana da colónia de férias não correu assim tão bem como esperava. No primeiro dia, por culpa do frio (sim, falo desta semana, sim na Terça estava muito fresco) não foram à piscina, o dia de praia resultou num pequeno escaldão e ontem da piscina vieram uns pés feridos pelo calcário incrustado no fundo da piscina, e uma noite com dor de ouvidos. Ainda faltam mais três semanas, pelo que não sei como isto irá continuar.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Tem dias que nem sei....

Quem me paga o ordenado foi esta semana de férias para fora, gastar a módica quantia de 2600 euros. Estaria tudo muito bem se esse energúmeno não se tivesse "esquecido" de me pagar o mês Junho. Que nome devo dar a esta criatura???

segunda-feira, 1 de julho de 2013

As (não) férias

Há dois anos, por força, da queda que dei e consequente fratura na coluna, as duas semana de praia foram desmarcadas. No ano passado, devido à falta do subsídio do homem da casa e dos cortes no vencimento dele e no meu, a possibilidade de sair daqui foi de imediato posta de lado. Este ano, idem, o ano passado. Assim, por aqui ficarei para grande desgosto meu, que precisava tanto, mas tanto de espairecer. O meu filho, valha-lhe isso, amanhã começa a colónia na escola. Serão quatro semanas de pura ramboia. Não substituem as férias connosco como eu gostaria, eu sei, mas sempre é melhor que nada. Puta que pariu esta crise.

Fim de semana

Muito calor e uma valente constipação por culpa do ar condicionado do carro. Um inverno longo e nem uma vez fiquei doente, e assim que veio o calor, tumbas, toma lá que é para não te queixares do frio. Mas constipações à parte, ontem fui ao cinema com o meu filho ver o "Monstros a Universidade". Não posso dizer que gostei muito, achei o primeiro mais divertido. Mas desconfio que a culpa desde meu "desgostar" foi a maravilhosa curta "O Guarda Chuva Azul" que passou antes do filme.
A-D-O-R-E-I!
retirada da net

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ainda sobre as cartas

Ao escrever o post anterior lembrei-me daquelas cenas muito típicas dos filmes, em que a personagem tem as cartas de amor, atadas com uma fita dourada e, normalmente dentro de um qualquer baú. Pois as minhas estão dentro de uma mica e cheiram a mofo.

retirada da net

Ai o progresso... e a rotina

Decidi "destralhar" as gavetas da minha mesa de cabeceira e eis que descobri as cartas que o meu marido me escrevia durante o namoro. Muito pouco tempo depois de iniciarmos o namoro, acabámos por ficar separados, eu a estudar em Lisboa e ele a trabalhar a cerca de 300 km. Nesse período, todas as semanas, esperava ansiosamente uma carta dele, que chegava invariavelmente às quintas feiras. Depois, bem depois, chegou a Internet, chegaram os telemóveis e... chegou a rotina.
Raios partam o progresso e, claro, a rotina!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mudanças I

Tenho momentos em que me apetece mudar a minha vida. Uma mudança séria, tomar as rédeas dos acontecimentos e virar tudo ao contrário. Escondo de mim o que não me satisfaz, faço de contas que nada do que sinto, eu sinto. Vivo numa aparente paz e felicidade. Mas depois há dias em que a insatisfação é tão grande mas tão grande, que por mais que queira, não tenho absolutamente controlo nenhum sobre os meus sentimentos e é então que me apetece mudar. Depois, o ram ram dos dias, juntamente com uma grande cobardia e o medo do incerto, fazem com que esqueça todas as insatisfações e prossiga com a minha vida de mentira. E vivo assim em loop, dia após dia, ano após ano.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mudanças

Ando com vontade de mudar a imagem do blogue. Para já adicionei a foto no cabeçalho, mesmo não ficando lá muito bem. Adoro esta fotografia, tirada no miradouro da Graça.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Antes da meia noite

Aproveitando o fato de ter o meu tempo para mim na segunda, ao final do dia, fui com a minha irmã ao cinema. Fomos ver o Antes da Meia Noite, só podia. Que dizer do filme? Tão real mas tão real, que até dói. Gostei muito.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Se eu não postasse, rebentava!!!!

Eu tentei, eu juro que tentei ficar calada e quietinha e não botar posta de pescada sobro o assunto. Mas não aguento mais, tenho um blogue, que quase ninguém lê, é certo, mas onde posso destilar toda a minha raiva e indignação. Sim é sobre os professores e sobre a greve aos exames. Ora bem, eu sei que não sou perfeita, muito longe disso, tenho muitos defeitos e se há algo de que me orgulho, é de sempre ter consciência deles. Há um aspeto em mim, que ninguém que me conheça pode contestar, tenho muita dificuldade em julgar os outros e os seus atos. Tenho sempre presente que se cuspo para o ar, o mesmo me pode cair em cima e detesto quando isso acontece. Por isso evito julgamentos.
Convivo diariamente com dois professores, a minha irmã e o meu marido. São professores em níveis diferentes de ensino (2º  e 3º ciclo e ensino superior) mas partilham a mesma profissão. Nos últimos dias tenho lido tanta barbaridade sobre os professores, que aquilo que me apraz perguntar, é afinal, porque não escolheram todos esta profissão? a sério? Tenho feito um esforço enorme para perceber o que motiva tanta raiva e tanta opinião.

Mas dizia eu, convivo diariamente com professores e  a opinião da grande maioria das pessoas (pelo menos das que tenho lido pela blogosfera) está a anos luz daquilo que eu testemunho diariamente.
Começo pelo meu marido, professor do ensino superior, esses privilegiados aos olhos da opinião publica. O homem trabalha e não é pouco, para quem não convive diariamente com esta profissão e tendo em conta o horário letivo, fica com a ideia de que pouco fazem. Mas sabem desde quando ele não saí connosco ao fim de semana? desde Dezembro. Pois é, todos os fins de semana fica em casa a preparar aulas, a fazer apresentações, a resolver os exercícios que vai dar nas aulas. Para além disso tem o doutoramento, que tem que ficar concluído o mais breve possível. Ah mas ganha bem!! Pois, o que posso dizer... que este ano, 2013, está a ganhar menos do que ganhava em 2000. Não, não ganha nenhuma fortuna, muito menos se considerarmos que trabalha há quase 23 anos. Tenho uma amiga que trabalha como técnica superior numa empresa (privada) que ganha mais do que ele e trabalha há 14 anos.
A minha mana está a viver comigo desde Janeiro, e desde essa altura que apenas em 2 ou 3 fins de semana a vi sem fazer nada (fazer e corrigir testes, ver trabalhos, preparar aulas, escrever atas, elaborar relatórios disto e mais aquilo). Invariavelmente, todos os dias a vi sentada em frente ao computador a trabalhar para e escola.
Tem 9 turmas, o que dá a módica quantia de 200 alunos, ou seja, 200 testes para corrigir, fazendo 2 por período, totaliza, 400 testes. Coisa pouca, claro.  Depois há o resto, e o que é o resto? aturar faltas de respeito (dos alunos, dos encarregados de educação e dos próprios colegas), participar em tarefas que nada têm a ver com a parte letiva, como participar em festas e festinhas e convívios e aberturas à comunidades e merdinhas desse género que, para mim, que assisto, acho inqualificável. A sério, eu gostava de ver se no privado, um patrão chegasse junto de um colaborador e o convocasse (com caráter obrigatório) para ir servir febras, fora do horário de trabalho, e sem ganhar mais por isso, para dar a conhecer a empresa aos seus clientes, se quem anda para aí a falar de boca cheia do trabalho dos professores, aceitava isso pacificamente... e quem diz servir febras, diz outras atividades do género.
E agora que o ano letivo acabou, contrariamente ao que toda a gente pensa, eles não estão de férias. O meu marido por lá vai andar até final de Julho e a minha irmã idem. Ele, entre horas de dúvidas, exames, exames de recurso, ela, em reuniões, matriculas, limpeza de salas e pasme-se embelezamento da escola (sim vai andar a pintar muros).
Fala-se na justeza das 40 horas semanais e eu, já nem vou entrar na questão do trabalho que trazem para casa, que muito provavelmente ultrapassa aquelas horas. Refiro apenas que a escola da minha mana é um barracão, a sala dos professores é mais pequena que a minha sala (que já considero pequena), tem uma impressora (quando funciona) e não há espaço nem condições para lá estarem todo os docentes em simultâneo. Portanto, pergunto eu, o que eles vão lá estar a fazer? em que condições é que vão trabalhar?
O que a maioria das pessoas não está a perceber é que quem vai sair prejudicado com isto são os alunos e a educação. Sim, porque a minha irmã refere e muito bem, que se estas medidas avançarem ela também a avança com as dela, e serão tão simples como, acabar com qualquer trabalho em casa, portanto se não corrigir os testes numa semana, corrige num mês, os testes vão passar a ser um por período e claro vai aderir aos testes de cruzes. Como eu acredito que, com toda a legitimidade, não será a única a fazê-lo, a pergunta que eu deixo é: alguém tem duvidas que isto é o fim do ensino público?

Alguma vez tinha de ser a primeira

Pela primeira vez em quase sete anos, o meu filho "saiu" de casa. No domingo foi com o pai visitar os avós e eu fiquei por cá. Sim, assim que entrou no carro, chorei "baba e ranho". Sim, sinto-lhe a falta, muita. Regressa hoje, e eu não vejo a hora de esta casa estar novamente barulhenta e confusa. Há quase sete anos, que eu não acordava sem ser, ou com o despertador, ou com o meu filho a chamar-me. Há quase sete anos que eu não tomava o pequeno almoço, de bandeja nas pernas, em frente à televisão. Há quase sete anos que eu não tinha o meu tempo só para mim.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ultimo dia de escola

Hoje foi o último dias de aulas do meu menino. O 1º ano já passou, agora que venha o próximo e que corra tão bem como este. Hoje foi dia de festa, e que festa minha gente. Eu que não sou muito adepta destas festarolas, adorei. O pai, por motivos profissionais, não pôde estar presente, pelo que fiquei incumbida de fazer o filme. Pois bem, filmei sim, estou com o braço dorido pelo esforço da posição, e o que fiz eu? a parte da atuação do meu filho não ficou gravada. Não sei o que fiz, mas devo-me ter esquecido de carregar no play!!!!! NEURA

quarta-feira, 12 de junho de 2013

...

Todos os dias no mundo morrem pessoas por suicídio, todos os dias no mundo morrem pessoas por doença, todos os dias no mundo morrem crianças. Eu sei disso. Este ano parece que ainda sei mais, é como se eu estivesse que estar alerta, é como se fosse uma espécie de mensagem subliminar de que eu não consigo vislumbrar o significado. O amor da minha irmã, o meu cunhado, (como eu o tratava) sem que nada o fizesse prever, pôs termo à vida. Desde esse dia que convivo diretamente com a dor que essa perda trouxe (à minha irmã). E não tem sido fácil. Eu, sinto-lhe a falta, sinto a falta de saber que ainda está entre nós.
Há cerca de um mês a Silvina morreu. Acompanhava o blogue da Silvina há sensivelmente um ano. Desde o primeiro dia que senti uma empatia muito grande por ela. Não por ela estar doente, mas também por ela estar doente. Foi uma pessoa que me marcou pela força, pela escrita, por tudo o que transparecia das palavras dela. Não conheci a Silvina, não "convivi" com a Silvina, mas penso nela todos os dias e sinto-lhe a falta. Sinto a falta de saber que ainda está entre nós.
A semana passada o Rodrigo faleceu. "Conheci" o Rodrigo pelas redes sociais e apesar ter sempre presente que há outros casos como o dele que não são "noticiados" acompanhei a história do Rodrigo e secretamente desejei que a história deste menino tivesse um final feliz.
Este ano a morte acompanha-me.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Da vida

A minha mãe veio-nos visitar a semana passada. Já não a via desde Março, e as saudades eram imensas. Fiz uma pausa no trabalho e dediquei-me a ela. Inevitavelmente achei-a mais envelhecida e como me custa vê-la envelhecer... Estar períodos longos sem a ver, faz com que me aperceba mais do seu envelhecimento. Não me refiro às rugas, que a bem da verdade até nem tem muitas, mas sim à lentidão dos movimentos, à perda de audição e aos lapsos de memória. Nos passeios que demos, acabei por lhe dar o braço, pois só assim consegui evitar estar sempre um passo à frente dela, por mais devagar que andasse.
Mas o que me dói mais é o discurso, é o aperceber-me que o "fim" está sempre presente na sua cabeça. E não está de um modo fatalista, mas na forma como ela vive todos os momentos, verdadeiramente como se fossem os últimos.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O meu filho já sabe ler!!! Que bom....

Um dia destes, resultante de um maço de tabaco esquecido (que é como quem diz, não escondido na minha mala) o meu filho vem ter comigo e pergunta-me "mamã aqui diz que fumar mata, é verdade?"
Ops!!!!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

E assim se começa um dia

Nada melhor do que começar o dia a ser insultada. A sério, anda tudo doido! A caminho de casa, depois de deixar o meu filho na escola, aproxima-se de uma passadeira um pai com a filha, ambos de bicicleta pela mão. Apesar de estarem na faixa contrária e de ainda ter tempo de passar, parei. O homem avançou, mas a miúda ficou com uma das rodas presas e não atravessou de imediato. Perante isto o homem ficou no meio da passadeira à espera da filha (podia ter ido ajudá-la mas preferiu ficar a ver) e eu, como estava afastada aproximei-me mais da passadeira e voltei a parar. Bem, o imbecil, por ter ouvido o barulho do meu carro, passou-se, e começou aos berros comigo "estás com pressa?" eu , perplexa, olhei para ele e encolhi os ombros. O homem não desistia e continuava a gesticular e eu, já a ficar nervosa, buzinei-lhe (assim como o carro que estava atrás de mim). Lá se dignou a avançar, não sem antes me mandar para o cara....!
Mas o que é isto? Eu até podia estar com pressa, o que não era o caso, o movimento de aproximação à passadeira, foi só isso, aproximação à passadeira e em nenhum momento demonstrei impaciência, por estar ali parada. Só sei que aquela célebre expressão de sentir uma coisa a subir por mim acima, se passou comigo e a vontade que senti foi de parar o carro e pontapear o homem com toda a força. Só de pensar nisso fico aliviada.

terça-feira, 4 de junho de 2013

E o que se tem passado?

Pois é, tantos dias sem escrever é no que dá. Comecei e não consigo parar. Pois bem, vou aqui resumir por tópicos o que se tem passado por aqui:

Já referi que o meu filho está muito bem integrado na escola, o que para mim, foi um alívio. Nesta altura e quando faltam menos de duas semanas para as férias, já lhe noto algum cansaço, o que acho natural.

Desde o final do ano passado que usa óculos, para ver televisão, quando está ao computador e quando está a ler ou a escrever. Um dia chegou a casa e disse-me que a professora tinha referido que ele poderia estar a ver mal, pois não via bem o que ela escrevia no quadro e claro, marquei de imediato consulta.

Continuamos a ter cáries assim... de mês a mês. Estou fartinha de ir ao dentista e cada vez que vamos é sempre pior que a anterior. Segundo a médica trata-se de um defeito no esmalte, mas francamente tem sido demais...

Este ano, eu e o meu filho andamos uns rambóias. De modo a deixar o pai trabalhar em sossego, todos os fins de semana temos um programa. Ele tem sido cinema, teatro, parques infantis, passeios na baixa, no bairro alto, na Graça, Pavilhão do Conhecimento, Festa da Música, Feira do Livro, jardins da Gulbenkian, etc, etc, etc

Acabei o meu curso no final do ano passado. Nesta altura sou uma feliz contemplada com duas licenciaturas. E como me sinto eu? Na mesma!!! Honestamente, honestamente, se soubesse o que sei hoje, teria ficado pela primeira. O dinheiro que gastei, está a fazer-me tanta falta. E as contrapartidas? nenhumas, por enquanto.

A minha irmã continua a viver aqui connosco. Cinco meses após ter perdido o seu amor, ainda não se sente preparada para voltar a casa. Não sei bem se este adiar lhe é favorável, mas sinto-a tão frágil, tão prestes a desmoronar, que me sinto mais confortável em tê-la por perto.

E assim anda a minha vida...

Destes dias

Não me recordo de viver com tanta incerteza como me encontro atualmente. Nada está certo, nada está garantido. Todos os dias há notícias novas que nos abanam os alicerces e nos põem na boca muitos "ses". E se eu deixar de ter trabalho, e se ele deixar de ter trabalho e se, e se, e se. Sei que não é exclusivo nosso, sei que muitas famílias passam pelo mesmo, mas tendo eu 42 anos e ele quase 52 e com um filho ainda tão pequeno, tudo isto é demasiado assustador. A verdade é que nestes quase 23 anos de vida em comum, já pssámos por situações limite, semelhantes a estas, em que na véspera de receber o ordenado a conta já estava a negativo, mas éramos só nós, muito mais novos e sempre nos fomos safando. Agora com um filho é muito diferente. Tenho muito medo por ele, nunca tive tanto medo do futuro, e viver assim não é bom. Tolda-me a mente, impede-me de viver o presente em pleno e mina-me os dias, todos os dias...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dele

Nada melhor para recomeçar, do que escrever um pouco sobre aquele que esteve na origem do À Descoberta - o meu filho. Da última vez que escrevi sobre ele encontrava-me muita apreensiva na ingressão dele na escola. Pois bem a pouco mais de um mês do final do ano letivo, o balança nao podia ser mais positivo. Integrou-se muito bem na escola, apesar de praticamente não ter quaisquer referências da pré, em termos de colegas e do espaço. Todos os dias vai animado e todos os dias chega animado. Não podia pedir melhor...
Não sinto que a não frequência nas AEC lhe tenha afetado a integração, mesmo sendo o unico da turma a não ter as atividades extra. Se tudo se mantiver como está, no próximo ano letivo voltará a não as frequentar isto se as mesmas se mantiverem, o que eu duvido muito.
Já sabe ler, e que bem que ele lê... Na escrita, tirando a péssima caligrafia, também está muito bem. É muito criativo nas frases que inventa (às vezes um pouco criativo demais, mas enfim). Na matemática "sou mesmo muito bom, mamã" e é sim senhora.  O calcanhar de Aquiles são os desenhos (a expressão plástica), não gosta de pintar, aborrece-se com os desenhos e pinta muuuuito mal.
De resto, a escola também trouxe outras mudanças, uma pré adolescência medonha, que tem resultado em muitos castigos e reprimendas. Educar não é mesmo nada fácil.

Depois de comer um cupcake, abriu o livro de dedicatórias que se encontrava na mesa e escreveu "adorei" 

Está difícil

Todos os dias inicio a sessão, "é hoje que retomo", mas depois as mão ficam em cima do teclado e nada sai. Parar de escrever aqui, por pouco tempo que seja, dificulta o recomeço. Questiono-me se devo continuar com o blogue, se faz sentido manter este espaço, se devo ou não continuar a utilizar este meu blogue, como local de desabafo, de partilha, de memórias.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

De volta

A ver se retomo aqui a escrita, lentamente...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Destes dias

Eu sei que ainda não passaram dois meses desde que tudo aconteceu, mas sinto que passsou uma eternidade. Por mim este ano pode acabar já. Envelheci por fora e por dentro. Quero a toda a força que a minha mana supere este momento e ao mesmo tempo quero que ela sinta e conviva com a dor da perda que sofreu. Sei lidar com as minhas depressões mas não sei o que fazer com as dos que me são próximos. Não sei mesmo. E estou cansada, muito cansada.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

E ainda, Ajuda III

Na sequência dos post anteriores, criei outro blogue com o objetivo de ajudar a minha irmã. Não vou estar aqui com rodeios e sendo crua e dura ela, para além da ter que lidar com a dor da perda, ainda tem que gerir uma situação financeira caótica que sem querer, herdou. A vida não é justa.

Se puderem e se quiserem passem por lá:
http://ajudarmana.blogspot.pt/

Ajuda II

Republico o post abaixo, agora com fotos. Se porventura tiverem interessadas(os), ou conhecerem alguém que possa estar, contatem-me. Eu e a minha mana agradecemos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estar viva

Eu, que sempre me julguei sombria e desprendida da vida, se calhar estou enganada. No fatídico dia, dei por mim a pensar "mas como é que ele foi capaz deste ato, num dia tão lindo como este, com este sol e esta luz?" Eu sei que isto é muito redutor, que em desespero, tudo fica escuro, mas se calhar eu gosto mesmo da vida.

O fim (cruel) de uma bela história de amor

O grande amor da minha mana, aquele por quem ela tanto esperou, decidiu por termo à vida. Como é que se supera isto?  Dava tudo para lhe minimizar a dor, mas já percebi que não sou capaz.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ajuda

Que dizer deste ano. Começou tão mal... tão inesperadamente mal. A minha vida está completamente revirada e procuro lentamente retomar à normalidade. Não sei se algum dia essa normalidade chegará. Ainda não me sinto capaz de contar, nem sei se algum dia aqui irei expor o terramoto que assolou a minha vida. Não tem a ver comigo diretamente, mas é como se fosse,  e também não tem a ver com o meu marido nem com o meu filho.
Como todos os terramotos, este deixou danos de natureza diversa, alguns, infelizmente eu não consigo reparar mas há outros que podem estar ao meu alcance. E é neste sentido que aqui venho pedir ajuda.
Se porventura conhecerem alguém ou estiverem interessados na compra dos veículos que a seguir apresento, contatem-me para o meu email: maria.adescoberta@gmail.com.
È mesmo muito urgente.


Vende-se
Seat Leon 1.6 TDI
Ano: 2010
Cerca de 65000 Km
Valor (negociável): 16000 euros

 

  
Piaggio Mp3 Yourban
Ano: 2011
5150 Km
Valor (negociável): 6000 Euros
NOTA: Não percebo mas o blogguer não me deixa carregar fotos a partir do meu PC, por isso se alguém estiver interessado eu posso enviar as fotos via email.

Muito obrigada e até breve...