terça-feira, 29 de abril de 2008

Crise

Comprei o meu actual carro em Dezembro de 2004. Quando saí do stand enchi o depósito com 27 euros (gasóleo). Hoje, quatro anos depois abasteci, e paguei 42 euros!!!! Onde é que isto vai parar?

domingo, 27 de abril de 2008

Coisas que me têm feito bem

- Ver o meu filho brincar.
- Os beijos do meu filho.
- O sorriso lindo do meu filho.
- Ver cinema. Até ao final do ano tenho acesso de borla aos canais tvcine da Tv Cabo. São uma treta, é certo, os filmes repetem até à exaustão, mas sempre vou vendo alguns filmes que não vi no cinema. Os dois que mais gostei foram " O Ilusionista" e o "Perfume" (fiquei com vontade de ler o livro).
- Ouvir música. Às vezes esqueço-me do bem que me faz ouvir música, boa música. Assim no meu leitor de CD tem passado "Noites do Norte" do Caetano Veloso, "Another Day on Earth" do Brian Eno, "La Revancha del Tango" dos Gotan Project e "Strange Angels" de Laurie Andersen.
- Para completar, só falta recomeçar a ler, tenho tantos livros que fui comprando mas que ainda não li.
- Claro que não posso deixar de referir os antidepressivos que ando a tomar (fraquinhos, segundo o médico). Um deles tem na bula uma frase absolutamente fabulosa, ora leiam: "xpto está indicado no tratamento da depressão (doença associada a sentimentos de tristeza e melancolia, bem como alterações do sono e incapacidade de apreciar o bem estar da vida.)" É ou não é irresistível?

A espuma dos dias

Gostava de escrever um post animado, afinal têm estado uns dias lindos de sol. Mas depois de um dia inteiro passado em limpezas, a inspiração é nula. Este blog precisa de vida.

Adenda: o título do post não tem a ver com nada, mas como não me lembrava de nenhum, adoptei este de um livro do Boris Vian.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

domingo, 20 de abril de 2008

Da semana

A semana começou com despesas e acabou com despesas. Na segunda feira, enquanto enchia o depósito do meu carro, há um senhor que se aproxima e me avisa de que tenho duas bolhas descomunais num pneu, que a qualquer altura pode rebentar. Claro que não tive outra alternativa que sair dali e ir trocar o dito pneu com bolhas. Lá, aconselharam-me a mudar os dois pois o carro podia ficar desequilibrado, blá, blá, blá. Conclusão, foram 110 euros que "voaram", sem eu estar a contar. Na sexta feira ao tentar estacionar o carro ouço um barulho, semelhante a chapa a raspar em chapa. Saio do carro e vejo o outro escavacado dum lado, #$% só a mim. Mas o melhor estava para vir, descubro que o dono do carro é, nem mais nem menos que a minha psicoterapeuta!!!! Ok, podem rir, porque apesar de tudo, foi o que fiz, não consegui parar de rir... Hoje ligou-me, a brincadeira vai ficar em 80 euros!! Moral da história, ando a trabalhar que me desunho para pagar despesas estúpidas, havendo tantos spas e afins a chamarem por mim.

Na quinta feira fui a um médico de clínica geral, este cansaço, esta tristeza que não passa e umas dores de pernas muito intensas, justificaram a ida. Saí de lá com uma carrada de exames para fazer e uns medicamentos para tomar (antidepressivos).

Ontem, fui fazer uma TAC à coluna lombar, e como tinha que estar em jejum durante quatro horas aproveitei e fiz também as análises ao sangue. O exame estava marcado para as 12h40, hora em que o meu filho almoça normalmente, o que impossibilitou que ele e o meu marido me acompanhassem. Quando lá cheguei a minha cabeça latejava, de tanto me doer, muito provavelmente por estar desde o dia anterior sem comer. Tirei o sangue, logo se seguida fiz a TAC e concluídos os exames rumei rapidamente ao café do hospital para comer qualquer coisa.
Fiz o pedido, sentei-me na mesa, abri o jornal que entretanto tinha comprado (já não fazia isto há tanto tempo), e de repente começo a sentir-me mal. Desaperto disfarçadamente as calças, tento relaxar, digo a mim mesma que está tudo bem, mas vou ficando cada vez pior. Sinto um frio horrível no rosto, a indisposição piora, começo a ter náuseas, levanto-me da mesa e tento sair dali, não consigo abrir a porta, digo às empregadas que não me sinto bem e...zás, vomito, ali mesmo, em pleno café. Que vergonha que senti, já detesto vomitar mas fazê-lo em público foi demais para mim. A seguir a este triste espectáculo, fiquei bem e regressei a casa.
Há semanas fantásticas, não há?

16 meses

O meu lindo, maravilhoso, sensacional filho, completa hoje 16 meses de vida. Tem evoluído tanto o meu menino. Depois de quase duas semanas em que não andava nada bem, muito murcho, triste, totalmente dependente da chucha e do amigo inseparável, está de volta na sua boa disposição a que estamos habituados. Andava muito preocupada, claro que esta cabeça fértil já andava a fazer uns filmes, de que o meu filho estava com uma depressão, etc, etc.lololol E se a tudo isto juntar o facto de ter começado novamente a chorar sempre que o deixava no infantário, temos uma mãe à beira de um ataque de nervos!!

Mais uma vez atribuo este comportamento ao mal estar que o nascimento dos dentes lhe tem causado.

Felizmente o fim de semana foi bem pacífico, esteve sempre bem disposto, as birras foram poucas o que nos deixou mais descansados. Está outra vez um "televisivo", não larga o Baby Tv (principalmente o litle chiken), põe-se de frente para a televisão, em pé, encostado ao sofá e nem pestaneja.

Anda entusiasmado com as palavras, palra imenso, tenta comunicar connosco e fica tremendamente irritado quando não o entendemos. Começa a alargar o seu muito restrito vocabulário. Até agora era um economizador de palavras, por exemplo, baba, servia para chucha, água, bolacha e bola. Ultimamente já se percebe um ábua(água), uma boa (bola), pelo que considero que está a melhorar, lol.

Posso dizer que o meu pequenino come de tudo, continua a ter predilecção por arroz e pêras, mas hoje surpreendeu-me ao comer deliciado um bife grelhado.

Gosto tanto do meu filho, apesar de todas as dúvidas e angústias sou muito feliz por o ter comigo, muito mesmo.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Recomeço

Não sei se estou melhor, ou pior, mas sinto muitas saudades de por aqui andar. Ausentei-me porque não me sentia capaz de escrever, de ler e de comentar. Ausentei-me porque achei que este mundo dos Babyblogs, às vezes demasiado cor de rosa, me estava a perturbar. Ausentei-me porque não queria expor-me ainda mais do que fiz até agora. Ausentei-me porque não quero transformar este meu canto, criado com o nascimento do meu filho, num espaço triste e angustiante. A verdade é que há muito tempo que não estou bem, e acreditem, que apesar das minhas angustias e inseguranças, eu não costumo chegar ao ponto onde cheguei. Tenho as minhas quebras, tenho os meus momentos de tristeza, mas não com esta dimensão. A razão é já sobejamente conhecida por quem me lê e, se no início senti "à vontade" para aqui expor o assunto, nos últimos tempos tal deixou de acontecer. E claro que o resultado foi pura e simplesmente, querer "fugir" daqui.
Pensei muito em tudo isto nestes dias, se deveria continuar ou se deveria acabar com o blog e cheguei à conclusão que quero muito manter este canto, mas só o consigo fazer se "puder" escrever o que me vai na alma, correndo o risco de me expor nas minhas inseguranças, e de um dia me arrepender de o ter feito. Mas é assim que tem que ser.
Contrariamente ao que é habitual (seja lá o que isso for), o meu filho prefere o pai, e demonstra-o claramente. É nele que procura o mimo e o conforto e nestes momentos é melhor eu não aparecer pois as birras são descomunais. Se quer o pai, tem que ter o pai. Nunca escondi que isso me entristece, e que não tenho lidado bem a situação, mas tenho feito um esforço muito grande para, pelo menos, aceitar. Acredito que me considerem infantil e insegura, mas digam-me sinceramente, como é que se sentiriam perante as seguintes situações:
Vão buscar o(a) vosso filho(a) ao infantário com o pai, invariavelmente, ele(a) corre para os braços do deste, o pai afasta-se para ir buscar o casaco dele(a), e o vosso filho(a) desata a chorar porque quer colo, vocês vão para pegar nele(a) e ele(a) deixa-se cair. não é o vosso colo que quer.
O(a) vosso filho(a) dá uma queda, chora desconsoladamente, vocês estão mais próximas e acorrem de imediato. O(a) vosso filho(a) não para de chorar e começa a esticar os braços para o pai, este pega nele(a), o vosso filho(a) aconchega a cabeça no ombro do pai e cala-se.
O pai num momento de carinho, dá-vos um abraço, o vosso filho(a) aproxima-se e agarra-se às pernas do pai, este pega nele(a) e decide continuar o abraço a três. De repente vocês começam a sentir umas mão pequenas a empurrarem-vos, e quando vocês se afastam, dá um abraço carinhoso ao pai.
Chegam a casa, depois de um longo dia de trabalho, estão cheias de saudades do(a) vosso (a)menino(a), saíram tão cedo que nem o(a) viram. Abrem a porta e o vosso filho(a) aparece, faz-vos um sorriso lindo, pegam nele(a) e ele(a) de imediato desata a chorar e a esticar os braços para o pai.

Estes foram algumas das muitas situações que ultimamente têm ocorrido e que, confesso, me fizeram " cair no fundo". Ultimamente tenho adoptado outra estratégia que é estar atenta e valorizar os momentos de carinho que ele tem comigo, como hoje por exemplo em que da sala, me atirava com beijinhos, enquanto eu estava na cozinha. Ou os abraços que damos depois do banho com ele enrolado na toalha e nos meus braços. Tenho procurado valorizar o facto de ele, na ausência do pai, querer sempre que eu esteja por perto, e que me procure da mesma forma que procura o pai, quando este está presente. Tenho procurado valorizar o facto de ele indescutívelmente, estar mais calmo quando está só comigo, também há birras, é certo, mas em muito menor número. Tenho procurado valorizar, o facto de ele, em momentos de maior stress, como nas sessões de ginástica respiratória, ou nas vacinas, sentir segurança com a minha presença. E principalmente tenho procurado ter sempre presente que eu sou a mãe dele.

Adenda: a todos agradeço o carinho, foi e ainda é muito importante para mim. E mais uma vez peço desculpa por voltar ao tema, mas tinha mesmo que escrever isto, senão não conseguia regressar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

...

Não vou esconder, já escrevi três post de despedida mas não fui capaz de publicar nenhum. A verdade é que quero continuar a ter este canto e visitar os vossos. Não ando bem, desde Domingo que tenho tido febre, nada me dói, não estou com gripe, nem constipada, apenas tenho febre e uns tremores horríveis. Hoje não consegui sair da cama, e só ao final do dia a febre desapareceu. Desconfio que é o corpo a ressentir-se da mente.
A minha história tem piorado de dia para dia, mas sobre isso não quero, nem consigo escrever.
Muito provavelmente estarei por uns dias mais ausente, pois quero continuar a ser genuína no que escrevo aqui e nos comentários que deixo nos vossos blogs.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Fim de Semana

Foi um fim de semana sem doenças o que foi muito bom, mas foi repleto de birras o que foi muito mau. Perdi a conta às vezes em que se atirou para o chão (com cuidado é claro, que é para não se magoar), enfiou com a cara entre os braços e gritou (atenção, não chorou). O motivo é quase sempre o mesmo: a bela da bolacha maria. O meu filho é adito de bolachas e se o deixássemos passava o dia a comer as ditas. Ora aqui os papás consideram que o "petiscanço"de bolachas acaba por lhe retirar apetite para as refeições principais e toca de cortar, e claro, o resultado foi aquele que referi. Confesso que tenho feito um esforço para me manter séria pois cada vez que vejo o meu mini jovem naquela figura, só me dá vontade de rir. Será que já é o começo das famosas birras?

Agora agradecia que as minhas queridas amigas me dessem a vossa opinião sobre a possibilidade de mudar o meu filho para outro infantário. Acontece que vai abrir em breve um novo colégio aqui na minha área de residência, o projecto é francamente interessante, estará integrado numa quinta pedagógica, para a idade dele já inclui actividades como o Inglês, expressão corporal e ginástica e por fim, mas não menos importante, irá representar uma diminuição de 120 euros por mês.
Não estou insatisfeita com o actual, mas 420 euros custam muito a pagar (como eu costumo a dizer a brincar, saem-me bem do corpinho), mas é claro que tenho muito medo da adaptação, tenho medo que ele já esteja habituado a este e sinta muito a mudança. Que me dizem?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A melhorar

O meu João já está melhor. Ontem a Pediatra diagnosticou-lhe uma faringite e receitou-lhe um antibiótico. Desde ontem que a febre passou e estou cheia de vontade de não lhe dar o dito antibiótico, pois se não lhe foi efectuada nenhuma análise como é que se sabe se a origem é viral ou bacteriana? Apesar da febre ter desaparecido continuo preocupada, está tremendamente rabugento, quase que não come e está a beber imensa água, como nunca o tinha visto beber. De resto, tem estado em casa comigo desde quarta-feira, só quer ir para a rua, mas sinto que não está o mesmo menino de antes, algo o incomoda.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

E para não variar

O meu filho está novamente doente. Desde Sábado que tem tido uma febres, mas hoje piorou, está queixoso, está irritado e tem quatro dentes a sair!! Amanhã vou com ele à Pediatra para que ela o observe. Estou tão cansada destas doenças que, desde Novembro, não largam o meu lindinho.