sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Bom Ano

Ando tão desaparecida que nem aqui deixei a habitual mensagem de boas festas. Agora que o ano novo se aproxima faço votos de um bom 2013 para quem por aqui passa. Por mim, ansiosa que este termine, apenas peço que 2013 não seja pior que 2012. Ah que mansagem tão otimista!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

E hoje

O meu menino faz 6 anos!!!!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Agradecimento

Os meus "leitores" podem ser poucos, mas são de certeza os melhores do mundo. Obrigada pelos comentários.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Atenção post impróprio a pessoas mais suceptíveis (ou será mais cor de rosa)

Quem me acompanha desde o início deste blogue, sabe que este não é um blogue tipicamente cor de rosa. Basta dar uma vista de olhos aos post que aqui escrevi ao longo destes quase 6 anos para comprovar isso mesmo. Tal não significa que eu seja sombria (ou talvez seja), ou que eu não tenho momentos mais cor de rosa, que os tenho, mas quando o criei, foi num momento algo conturbado e acabou por funcionar como o local onde desabafo o que mais me atormenta. Mais uma vez o que vou aqui escrever não é politicamente correto, mas paciência, atirem-me pedras à vontade.

Amo o meu filho mais do que tudo na minha vida, por ele sou capaz de tudo, é um sentimento muito forte e difícil de explicar.
Mas hoje senti-me magoada por ele e questiono-me se é suposto uma mãe se sentir magoada pelo seu filho. Não no sentido de um filho poder magoar a mãe, mas no sentido de uma mãe se sentir magoada.
Andamos numa fase muito complicada, de comportamentos agressivos, palavras menos próprias, de algum descontrolo nos comportamentos. Já tentámos de tudo, conversas, castigos e, até algumas palmadas. Mas nada tem surtido efeito. Por regra, não acata o que lhe dizemos, desobedece continuamente, amua, grita, descontrola-se. E como não gosto de pôr paninhos quentes nestas coisas, assumo que grande parte da culpa é minha. A culpa é minha (nossa) porque acredito que os filhos são o fruto da educação que lhe damos, ponto.

Hoje de manhã queria e porque queria que o lanche da escola fosse um pacote de pintarolas. Refutei, obviamente, explicando-lhe que pintarolas não são alimento, mas sim guloseimas e que ele precisa de se alimentar bem e blá, blá. Gritou que eu era feia e má e mentirosa e já não me lembro de mais o quê. Seguimos para a escola, durante todo o caminho fomos em silêncio e quando saímos do carro e iniciámos o percurso até ao portão recusou dar-me a mão, ainda tentei explicar-lhe mais uma vez que gostava muito dele, mas que não seria uma boa mãe se lhe mandasse pintarolas para o lanche. Não me respondeu, mas o que me deixou verdadeiramente triste e magoada foi, depois de passar o portão ele faz sempre questão que fique ali até que ele entre no edifício, o ritual inclui uns acenos e uns beijinhos e hoje, o sacana nem olhou para mim, seguiu caminho, entrou no edifício e lá foi à vida dele. O que me magoou (ou será preocupação) não foi o ato em si, mas aquilo que ele representa, a falta de empatia que está por detrás de uma aitude destas.
E onde entra a culpa no meio disto tudo? A verdade é que nunca fui muito restritiva nos doces e guloseimas e o resultado é ter uma criança que se recusa a comer fruta e legumes e que faz birras sempre que lhe nego uma guloseima.

Outra questão prende-se com os jogos. Sim, o meu filho de 6 anos tem claramente um problema de com jogos, sejam eles de computador, de ipad, ou consola. Tem tanto prazer naquilo que, o saber que tem um limite de tempo para jogar o deixa nervoso e ansioso. E sempre que esse limite que lhe impomos termina o que se passa a seguir não é bonito de ver. Se o deixássemos passava de certeza um dia inteiro a jogar, sem se fartar. Apercebemo-nos que não estava a ser bom para ele e começamos por apenas permitir jogos ao fim de semana, depois só ao sábado e há um mês atrás, impusemos uma pausa ate ao anos dele. Estava tudo a correr bem até este fim de semana. Para que eu e o pai pudéssemos terminar um trabalho que tínhamos em mãos (cada um o seu), no Domingo deixámo-lo jogar no Ipad e pronto, lá voltámos ao mesmo. Hoje de manhã, antes da cena do lanche tivemos a cena do "posso ir um bocadinho ao teu ipad?, preciso mesmo de ver uma coisa". E aqui mais uma vez a culpa é minha (nossa), pois para além de o termos introduzido muito cedo nos jogos (na minha opinião), não soubemos, por vezes, impor e principalmente fazer respeitar os limites, deixando passar os "só mais um bocadinho".

Eu sei ele só tem 6 anos mas eu tenho que travar estes comportamentos antes que seja tarde demais (isto se já não for).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Estado de espirito

Continuo sem escrever aqui porque o que tenho para escrever não interessa a rigorosamente ninguém e porque sei que o que vai sair é apenas uma grande trapalhada e fruto do estado de irritação, insatisfação, sei lá mais o quê... O puto faz anos daqui a 20 dias, o puto quer uma festa, uma festa-igual-à-dos-outros meninos e os pais do puto não têm nem tempo, nem dinheiro para festas. Pois eu sei, faz-se uma festa em casa e andor, agora é que há essas modernices de festas em espaços próprios com meninas que fazem pinturas e mágicos e afins. Pois que sim, mas a casa é pequena e tem escadas e eu não tenho tempo para nada. E aqui entra-se noutro capítulo, tenho o meu projeto de curso para acabar, mas não tenho tempo, porque entretanto tenho outros trabalhos para acabar, e é tudo ao mesmo tempo. Mas ter trabalho é bom, não é, é sinal de dinheiro, certo?Não, errado, não é sinal de dinheiro, porque ninguém me paga a tempo e quado pagam é pouco, porque agora o pouco é bom e dá-te por contente por teres trabalho, mesmo que não recebas nada de jeito e mais de 50%  vá para impostos.  O homem cá de casa não recebeu o subsídio de natal, já sabíamos, mas não invalida que me tenha sentido irritada o dia todo. Porque este mês é o seguro do carro e é o selo do carro. É pá mas é bem feito, quem me mandou a mim viver acima das minhas possibilidades e comprar carro, numa altura que até o podia pagar, porque não contava que nos reduzissem o salário (sim porque tirar os subsídios é reduzirem-nos o salário) e estou tão farta destas conversas de não podemos comer carne todos os dias e blá blá blá. E daqui a vinte cinco dias é Natal, e o que interessa é reunir a família e tal. Pois que sim, mas porra, eu gosto da troca de presentes e nem coisas simbólicas que 1 euro eu posso comprar, porque um euro multiplicado por 10 dá 10 euros e 10 euros fazem falta.
Ando cansada, porque quero acabar o curso agora e porque me têm feito tanta pressão para entregar trabalhos que tenho em mãos que ando a acordar às 6 da manhã (sim ando a ler muitos blogues sobre organização e simplificação da vida). 
Dentro da estratégia do trabalha muito e recebe pouco, tenho sido massacrada, é porque demoro muito tempo a fazer os trabalhos, é porque não ficam lá grande coisa, é porque tenho um filho e não tenho a disponibilidade que os clientes precisam etc,etc,etc. Tenho a autoestima na lama, a pressão é tanta que dou por mim a duvidar das minhas capacidades. 
Percebe-se agora porque não apareço por aqui. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais um mês

E assim sem mais, já se passou um mês. Um mês sem aqui dar o ar da minha graça. Não que não tenha nada para contar. Até tenho, apesar de aparentemente tudo se manter na mesma.
Ser mãe solteira durante a semana não está a ser fácil. A juntar ao trabalho, ao projeto de fim de curso, às preocupações, às chatices, aos contratempos, pouco sobra para fazer seja o que for. E o tempo que sobra, é para mim, de um entorpecimento total. Vou retomar a este canto, lentamente. Preciso de um escape e até hoje, este blogue, serviu na perfeição. Daí que, apesar de moribundo, não me consigo desfazer dele.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A necessidade aguça o engenho

Lá diz o ditado e é uma grande verdade. Ainda me lembro de ir às compras com a minha mãe e ficar envergonhadíssima sempre que ela dizia" então, e não faz uma atençãozinha?". Para mim pedir desconto era inconcebível, se as coisas tinham um preço era para pagar e pronto. Mais tarde percebi, que muitas lojas já contavam com aquela frase e havia como que, uma margem de manobra para baixar os preços. Apesar disso nunca tive o hábito de "regatear". Até hoje. Estou a tornar-me uma especialista em poupança. Esta semana já consegui reduzir o serviço da MEO em 10,5 euros/mês, reduzir a prestação do carro em 100 euros/mês (aqui foi apenas alargar o prazo com a mesma taxa de juro) e estou prestes a conseguir uma redução nos seguros de vida associados ao empréstimo da casa. Está mais que visto que o passo seguinte vai ser "olhe não me faz aí uma atençãozinha?". Nem se ria ou se chore com isto tudo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mais do mesmo

Sobrevivi à intensa semana de trabalho que tive. Confesso que julguei que a minha coluna não iria permitir tal correria mas, apesar de difícil, fui capaz. E sim, paguei para trabalhar, pois claramente as despesas foram superiores ao que vou ganhar. Enfim... Não há dúvida que tenho que questionar a minha vida profissional, com o que se avizinha em termos de impostos, trabalhar a recibos verdes, é insustentável. Mas agora pergunto, o que vou fazer? Tenho 41 anos, sempre trabalhei na área a recibos verdes, o trabalho na minha área não abunda, as empresas estão receosas... Não sei bem que volta dar a isto.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Da blogosfera

Acho que nestes anos de blogue, nunca aqui critiquei diretamente o que fui lendo por essa blogosfera fora. Cada um escreve o que quer, e eu se não gostar, passo para outro. Há por aí blogues que eu vou lendo, mesmo considerando que a maioria do conteúdo é uma grande porcaria. Sou masoquista, só pode. Mas adiante. Dizia eu que nunca fiz referência no meu blogue a post de outros, nunca o fiz, mas hoje é o dia. Como é que é possível alguém escrever isto e pior, achar que tem toda a razão.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ao ponto a que se chega

Para a semana vou estar em trabalho externo (isto é, fora de casa). Acontece que, pelas minhas contas, não tenho dinheiro nem para encher o depósito do carro, nem para comer nesses dias. Pela primeira vez na minha vida profissional estou na situação de por um lado, precisar de trabalhar, mas por outro lado, não ter dinheiro para trabalhar. Isto é mesmo tramado.

Adenda: tenho uma solução, não pago a segurança social este mês. Está feito, isto é só boas notícas.

Da coluna

Ontem fui finalmente à consulta de neurocirugia, um ano após a cirurgia. Fiz o raio x que, de acordo com o médico, está feio, muito feio. A vértebra ficou mesmo em muito mau estado, mas pouco ou nada há a fazer. Não irá melhorar mas também não vai piorar. Conselho: nada de impatos e muita natação. Segundo o médico, a minha defesa será sempre a minha forma física. Ou seja, tenho que ter muito cuidado. Podia ser pior.

Dos dias

Inicio a sessão do bloguer vezes sem conta, clico em "nova mensagem" e nada. Nada tenho para escrever. O nada impera na minha vida, o nada, o vazio, a solidão, a desorientação, a descrença, o abismo, a loucura...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Escola versus infantário II

Como consequência de não o ir buscar à sala, já se esqueceu três vezes do casaco e ontem perdeu a lancheira.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eu sei que não sou a única

Ando desanimada com tudo. O mês de Setembro foi para esquecer: a escola do meu filho, a relação com a vizinhança (uma brutal perda de qualidade de vida), o trabalho e claro, a nossa situação financeira. Levo uma vida cada vez mais estúpida e limitada. Não compro nada para mim há meses. Não saio de casa a não ser para ir às compras, trabalhar e levar o meu filho à escola. Encher o depósito do meu carro, mais do que uma vez por mês, faz muita diferença. Acumular portagens faz toda a diferença. Jantar fora, mesmo que no MacDonalds, faz toda a diferença. Ir ao cinema em família faz toda a diferença. Comprar livros, faz toda a diferença. Gastar 65 euros numa Ressonância Magnética à coluna (que já devia ter sido feita há 15 dias) faz toda a diferença. E eu pergunto, que sentido é que isto faz? Mas afinal trabalha-se anos e anos para se chegar a isto? Abro o FB e proliferam mensagens de contestação e eu sinto, cada vez mais, uma total indiferença. Leio blogs com sugestões de poupança e o que sinto é um profundo desprezo por aquelas sugestões. Estou farta, mesmo muito farta disto.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Escola versus infantário

Já aqui referi que me preocupa o fato do meu filho poder não estar preparado para ingressar na primária, mas a verdade é que ocultei que eu, eu é que não estava preparada para tantas mudanças. Senão vejamos:
1- A entrega na escola, já não é feita na sala diretamente à educadora. Agora, deixo-o ao portão e ele lá vai à vidinha dele. Portanto acabaram-se os recadinhos do "olhe ele dormiu pouco, comeu pouco, tossiu muito durante a noite, não o deixe apanhar sol", etc., etc., etc.
2- E no final do dia a cena repete-se. Lá fico eu no portão, e nada de converseta com a professora. Portanto acabaram-se "o João esteve bem? tossiu muito? comeu tudo? e ainda, "olhe mãe, ele hoje bateu ou levou porrada, choramingou e fez uma birra", etc. etc. etc. Nesta altura as informações que tenho vêm diretamente do meu filho e é quando ele está voltado para me contar.
3- Depois vem a relação com os colegas. Um dia destes contou-me que o C. lhe tinha cuspido e eu, mal habituada, pergunto-lhe "e então contaste à professora? e ela? ao que ele respondeu: "ela disse que não quer queixinhas". Ops, pois é, agora não há queixinhas, "pois olha filho da próxima vez, cospe-lhe também, ou dá-lhe um pontapé nas canelas que aí dói! " Oh God, o que ando a dizer!!!
4- Por fim os TPC, ai os TPC. Os primeiros foram pacíficos, escrever o primeiro e segundo nome dele, foi canja (expressão do próprio). Agora os segundo, em que tinha escrever 7 vezes (e em letra minúscula), foi o drama, o horror a tragédia. E porque ía demorar muito tempo, e porque não era capaz, e estava cansado, choro, gritos... enfim, dei por mim a pensar "parece-me que vais voltar mais um aninho para o infantário, que eu não estou prepara para isto".

Com o tempo a coisa acalmou e lá vai fazendo os TPC. Estas são algumas das diferenças que, em duas semanas, já me saltaram à vista. Outras mais virão, de certeza.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Presa por ter cão e presa por não ter

Ainda a propósito do post abaixo e das opções que tomámos, eu juro que por vezes não entendo as pessoas. Passo a vida ouvir e a ler, que este país não permite que os pais passem mais tempo com os filhos, que nos países mais "desenvolvidos", um dos pais, pode ficar em casa a acompanhar os filhos, que aqui devia ser igual, que os empregadores não respeitam as mães e os pais que têm filhos, obrigando-os a ficar nos trabalhos até tarde, que as escolas funcionam como depósitos de crianças e não como local de aprendizagem, etc, etc, etc e de repente o que ouço são coisas como: o quê? não o inscreveste nas AEC's? depois não te admires que ele fique excluído, pois passa muito menos tempo na escola. o quê? ele não almoça na escola? é pá, fazes mal, eles depois de almoçar vão para o recreio e convivem, depois não te admires que ele brinque sozinho nos intervalos. Estás a habituá-lo mal, se arranjares mais trabalho, depois vai ser mais difícil para ele. E podia continuar com mais considerações destas. Ora bolas, então se nesta altura eu, por estar mais desocupada em termos de trabalho, almoço em casa, por que carga de água é que não vou buscar o meu filho para almoçar comigo? Se eu tenho a possibilidade de o ir buscar mais cedo, mesmo que só por um dia da semana, por que carga de água é que não o vou fazer? Estarei assim a prejudicá-lo tanto? Eu sei que esta situação poderá não ser permanente, mas quando isso acontecer falarei com ele e de certeza que, mesmo que lhe custe um pouco inicialmente, ele irá adaptar-se. Agora se eu POSSO, acho que devo aproveitar. Estarei assim tão errada?

Novo report

Eu já devia saber que depois da tempestade vem sempre a bonança, e que a vida é feita de períodos de tempestades e períodos de bonança. Vem isto a propósito da adaptação do meu filho à escola. No dia a seguir àquele em que foi uma gritaria, a coisa acalmou, tem ficado bem, sem choros nem gritos. Vem sempre da escola com um ar satisfeito, diz-me que gosta de estar na sala, de fazer o trabalhos, de estar com a professora, mas não gosta assim tanto (expressão dele) do intervalo. Parece-me que ainda não fez grandes amigos, mas acho que ainda passou pouco tempo. Acabámos por não o inscrever nas AEC's. Almoça em casa (sempre que posso), três dias por semana, e nos outros dois vai almoçar ao infantário onde andou. Há dois dias que o vou buscar à escola às 16h30 (sempre que posso), nos outros três é o ATL do infantário onde andou. Até agora tem corrido bem, nunca fez fitas para regressar à escola ao fim de almoço (que era o que eu mais temia nesta coisa de vir almoçar a casa) e parece-me que também gosta de almoçar na antiga escolinha. Posto isto, posso dizer que o balanço é positivo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

...

Por mais que digam que vai passar, ver o nosso filho a ser literalmente agarrado e levado à força por estranhos, é imagem que não se esquece. M... para isto tudo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Report escolar

O primeiro dia de escola foi pacifico, o segundo nem tanto, e o terceiro (hoje), piorou bastante. Ainda só é Terça feira, pelo que isto promete.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O primeiro dia do resto da sua vida

Daqui a, mais ou menos, nove horas o meu filho vai entrar na escola. Tenho andado tão focada na questão do estabelecimento escolar, nas AEC's, na turma mista, na adaptação e afins que me esqueci do que realmente tem importância. O meu menino vai iniciar uma nova etapa, que o vai colocar em contato com as letras e os números e tantas outras coisas. E o que eu mais desejo é que a escola lhe desperte o interesse pelo conhecimento, pelo saber, pela descoberta do mundo e que se sinta feliz por lá. O resto, bem vistas as coisas, pouco importa.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os Deuses devem estar contra mim, só pode

Quando a decisão de não o inscrever nas AEC já estava praticamente tomada, eis que hoje, ao consultar o horário, reparo que umas das disciplinas está intercalada com as curriculares! Agora deixa de fazer sentido, porque em dois dias ele sai, não às 15H30 mas à 16H30, e se não o inscrever fica duas horas lá perdido na escola sem aulas. Isto não está fácil...

domingo, 9 de setembro de 2012

AEC sim ou não? Opiniões precisam-se

A saga da escola do meu filho teve, nesta semana, novos desenvolvimentos. Novo telefonema do agrupamento e afinal o João só tem uma vaga na escola onde eu queria que ele ingressasse, numa turma do 3 ano, sendo ele o único do 1, ou uma vaga na outra escola (que eu não queria) numa turma mista do 1 e 2, maioritariamente do 1. Desta vez desabei, a uma semana das aulas começarem, nova reviravolta e mais uma difícil decisão para tomar. Difícil mas óbvia, pedagogicamente não há duvidas que a segunda hipótese é a melhor e foi por essa que optámos. Resultado, o meu filho vai para uma escola onde não conhece ninguém, com excelentes instalações, e que a nível de ensino não difere muito da outra escola. A grande diferença entre as duas escolas, para além da qualidade das instalações é que uma tem cerca de 100 meninos e a outra deverá rondar os 600! É muita criança atendendo que ele andou 4 anos num infantário que nunca teve mais que 40 crianças por ano, e claro que fico apreensiva. Juro que ando "consumida" com isto, mas também sei que as crianças nos surpreendem e que ele até se pode vir a integrar bem, mas...
Agora que a decisão está tomada e quase de certeza não haverá retorno (pois confesso, que depois de tantas voltas e reviravoltas e por outros motivos que aqui não vou expor, não tenho a mínima vontade que ele ingresse na escola que eu tanto queria), outras questões se levantam e é aqui que eu agradeço a opinião de quem conhece ou já passou (ou está a passar) pelo mesmo. Ando muito indecisa se o devo inscrever ou não nestas "disciplinas" e os motivos são: frequentar as AEC implica ficar na escola até às 17h30, e eu sinceramente acho demasiado. Se não o inscrever terei que contratar o serviço de ATL do infantário onde andou, e aqui vejo a desvantagem monetária, mas a vantagem de, se puder, o ir buscar mais cedo pada casa, de ele ser acompanhado no estudo e de ter mais tempo para a brincadeira.  Por outro lado, não sei até que ponto as AEC são importantes para eles, pois a ideia que tenho, é que apenas surgiram para manter os putos na escola até mais tarde.
Como nestas coisas a experiência e o conhecimento de quem está por dentro é preciosa,  se porventura tiverem uma opinião sobre o assunto, eu agradecia que a partilhassem comigo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"Antes da Meia Noite"

Tendo em conta que adorei os dois filmes anteriores, esta é para mim uma grande notícia. Ansiosa por ver.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Setembro

Não, não venho aqui anunciar o fim das minhas fėrias, que não foram fėrias nem deixaram de ser. Foi um mês passado por casa, em que me deram algum trabalho, o qual não foi pago nem sei quando será. Foi um mês passado em família, com as rotinas de sempre, quebradas com as idas à piscina, uma ida à praia, e alguns (poucos, porque o "gasoil" está pela hora da morte) passeios. Foi um mês em que a minha bipolaridade esteve no auge, com momentos de felicidade e muita esperança e outros de completo desespero pelo futuro muito incerto que se avizinha.
O mês de Setembro vai ser de mudanças, o meu filho entra na escola, o pai do meu filho vai retomar o seu trabalho com ausências muito prolongadas durante a semana, e tudo isto está a deixar-me apreensiva.
Ando sem disposição para as palavras, escritas e faladas e por isso remeto-me ao silêncio.

Adenda: escrevi este post do ultimo dia de Agosto e só hoje o publico. E hoje, enquanto lavava os dentes ao meu filho, o dente que tanto abanava, caiu :) e ficou assim:

 

domingo, 12 de agosto de 2012

Curtinhas

Regressei na Terça e posso dizer que foram quatro dias muito bem passados. Agora tenho que preparar um programa para a próxima semana, pois não ir para fora, não implica ficar fechada em casa.
Já fiz todas as cadeiras do curso, falta apenas o projecto final.
O meu filho tem um dente a abanar, está quase, quase a cair.
E é assim.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Amanhã

Vou para a terrinha. Estou mesmo a precisar de sair daqui.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

É arrepiante

Quis o destino que uma besta fosse presa no dia em que eu, na companhia do meu filho, me iria encontrar com ele. Essa besta  foi presa por posse e divulgação de pornografia infantil.

Último dia

Ontem foi o ultimo dia no infantário. Ainda não sei se voltará em Setembro antes da escola começar, irá depender do trabalho que terei em mãos. Assim que o deixei de manhã tive uma vontade imensa de chorar. Não foi a escola perfeita, mas foi a escola dele, que o acolheu durante quatro anos. E eu sei  que ele foi muito feliz lá. Ao final do dia quase não proferi qualquer palavra, tal era o nó na garganta. Vou ter saudades destes tempos.

(sim eu sei que estou em negação quanto ao ingresso dele na escola primária)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Do meu filho

Ter um filho não é só educar é também aprender. Tenho aprendido tanto com ele, ultimamente.
O meu menino a partir de determinada altura começou a manifestar algum medo da água, principalmente de ter água na cabeça e olhos. Lavar-lhe o cabelo era uma tarefa árdua, envolta em choros e gritos. Na praia ou na piscina evitava sempre molhar a cabeça e por isso acabava por desfrutar muito pouco. Tentámos de tudo para que superasse esse medo, mas nunca conseguimos. Este mês de Julho, na colónia da escola, foram alguns dias à piscina, as educadoras já me tinham dito que ele estava um destemido mas ontem, na piscina cá de casa, pudemos confirmar. Assim que chegámos e depois de lhe colocarmos as braçadeiras, aproximou-se da piscina dos crescidos (como ele diz) e, sem nos dizer nada, saltou lá para dentro. E fê-lo repetidamente. Eu e o pai ficámos de boca aberta (literalmente), não estávamos nada à espera, mas o melhor de tudo, foi presenciar a felicidade dele, por se ter superado a ele próprio.

Como pais temos um papel importante no crescimento deles, disso não há dúvida. Mas a sociabilização, o estar com outros meninos é igualmente importante (para o bem e para o mal). O meu filho cresceu nestas três semanas de colónia, está mais confiante e isso deixa-me muito feliz.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Hoje

vou fazer o exame da ultima cadeira que me falta para completar o curso. Depois, só fica a faltar o projeto final que terei de entregar até Dezembro. Não vejo a hora de me livrar disto.

terça-feira, 24 de julho de 2012

E com este post acabo com a minha reputação

Por vezes quando penso na minha existência sinto-me um fenómeno do Entroncamento, senão vejamos:
  • Só tive dois namorados: um quando eu tinha 13 anos, durou..humm, uma semana. O outro é o meu atual marido.
  • Só ao fim de 10 anos de namoro (e 8 de vida em comum) é que apresentei o meu namorado ao meu pai e foi assim: pai este é o L., o meu namorado, e daqui a 4 meses casamos.
  • Fui ao cinema pela primeira vez com 18 anos. Fui ver o Regresso ao Futuro e, como andava a tomar antidepressivos na altura, adormeci a meio.
  • Fui a uma discoteca pela primeira vez com 18 anos. Saí de casa, já o meu pai dormia, regressei de manhã, já ele tinha saído. A minha mãe foi cúmplice, e imagino agora, o que ela sofreu nessa noite.
  • Viajei para fora do país uma única vez (ter sido emigrante não conta) aos 31 anos. Fui a Paris. Desde aí não o voltei a fazer. Correção: aos 15 anos fui com os meus pais a França revisitar a terriola onde morámos quando éramos emigrantes. E há seis anos atrás fui com eles novamente (com o João na barriga).
  • A primeira vez que fiz férias, isto é, fui passar uma semana na praia, foi há...oh God, foi há 4 anos. No seguimento desta, a primeira vez que fui ao Algarve foi na minha lua de mel, há doze anos.
  • E por falar em lua de mel, casei pelo civil, num dia da semana. Cada vez que me lembro da minha figura, toda "pipi" na fila do registo civil, só me dá vontade de rir. Ao casamento só foram familiares diretos (pais e irmãs) e assim que acabou a cerimónia, fomos todos almoçar a um restaurante ali perto (sem marcação prévia). As minhas fotos do casamento têm como cenário, um tolde de café liiindo.
E por agora fico por aqui que já estou a ficar deprimida (lol), mas há mais... assim que me for lembrando vou atualizando a lista.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mudando de assunto (post sem ponta por onde se lhe pegue)

Estar muito tempo fechada em casa está dar comigo em doida. O meu mundo está ficar de um tamanho demasiado pequeno para o meu gosto e dou por mim a dar importância a coisas que realmente não têm nenhuma e que em nada contribuem para o meu bem estar. Preciso urgentemente de me rodear de gente minimamente saudável e "normal". Há dias em conversa com o meu marido resumi-lhe aquilo que estava a sentir: ultimamente só convivo com pessoas que nada têm a ver comigo e isso não me está a fazer bem, senão vejamos:
A minha empregada doméstica anda a mandar sms às outras pessoas para quem ela trabalha a dizer que eu vou contribuir para o subsídio de férias dela e a perguntar se elas não o querem fazer também. Ora acontece que eu não vou contribuir para subsídio nenhum, porque acho que não devo e porque mal tenho para lhe pagar as poucas horas que ela faz (e só a mantenho, porque as minhas costas não permitem grandes aventuras domésticas). Ora a senhora, que não deve muito à inteligência, esqueceu-se que as outras senhoras para quem ela trabalha são minhas vizinhas e falam comigo. E pronto, lá me apareceram as duas (não ao mesmo tempo) indignadas pelo sms e eu estive a perder o meu tempo precioso a falar sobre o assunto...
A minha vizinha (com quem estou mais próxima) é um poço de contrariedades e uma mentirosa compulsiva. Todos os dias, quando chega do trabalho, bate-me à porta, ela e o filho. E se há dias em que não me importo, dois dedos de conversa até fazem bem, há outros em que o que precisava era de paz e sossego. De seguida o que acontece, invariavelmente, é deixar ficar o filho em minha casa, enquanto ela vai à vida dela. O filho é da idade do meu meu, supostamente são amigos, mas  o que acontece é tão somente isto: o puto berra com o meu filho, está sempre a dizer-lhe que ele não sabe nada, que ele não sabe falar, que ele não sabe brincar e passa o tempo a ameaçar que vai para casa dele caso o meu filho não brinque o que ele quer brincar. E eu, em vez de estar sossegada enquanto eles brincam, ando para aqui às voltas a tentar ser assertiva com o puto, explicando-lhe que os amigos não berram uns com os outros, que têm que se dar bem  (etc etc), quando o que me apetecia realmente era corre-lo daqui (e desculpem-me a frontalidade) ao pontapé! Depois a mãe chega, e lá conta uma duas suas histórias em que ela brilha, como a última, em que chamou a atenção de uma criança, à frente da mãe, porque supostamente essa criança, estava a gozar com o filho dela. E eu fico a pensar para mim, o meu filho é maltratado pelo teu todos os dias, faz dele gato sapato e tu vens para aqui com esta história... E pronto, como se pode ver, estou a ficar doida. Escrever um post destes é sintomático do meu estado mental (mas confesso que me fez  bem)!

sábado, 21 de julho de 2012

Da irritação passei para a indignação e claro, para a preocupação

Na quarta feira à noite liguei à minha irmã, para ver se ela conhecia alguma colega do ensino básico que me pudesse aconselhar. Conhecia uma que, por coincidência, tinha uma amiga na constituição das turmas aqui do agrupamento. Pediu-nos calma e ia ver o que se passava. Passei a manhã de quinta à espera de notícias, para que pudesse ligar à professora a fim de lhe a minha resposta. Mesmo ao final da manhã recebo um telefonema da professora e, dois segundosdepois, apercebo -me do sinal de chamada da minha irmã. Azar, teria que falar com a professora sem ter o feed back da colega da minha irmã. A senhora estava manifestamente irritada e agressiva e começou por me perguntar se queria que repetisse as hipóteses que me tinha apresentado no dia anterior. E eu, que estava tão nervosa disse que sim, apesar de achar um disparate pois se havia informação que tinha ouvido bem tinha a sido a dela. Lá repetiu, e qual não é o meu espanto quando às outras duas hipóteses, acrescenta mais uma: há duas vagas para uma turma do 2º ano, estando uma já preenchida por outra menina. Quando lhe referi que não me tinha falado do 2º ano, apenas pediu desculpa, que se tinha esquecido!!??
Antes de lhe dar a minha resposta, questionei-a sobre se a escola estaria preparada para estas situações e a resposta dela foi peremptória: que discordava disto, que todos os professores achavam isto um disparate e que apenas davam à escolha dos pais estas possibilidades porque eram obrigadas pelo ministério. Deu-me a entender que a professora da referida turma iria ficar aborrecida, assim como os pais dos meninos do 2º ano e basicamente disse que a responsabilidade era nossa, pais. Lá tentei manter a calma e assertivamente referi à senhora que sim senhora eram obrigados pelo ministério, mas que também seriam "obrigados" a criar condições pedagógicas para que as coisas corressem bem e que, a partir do momento que me apresentam a possibilidade de o meu filho ingressar uma turma do 2º, 3ª ou 4º anos, estão cientes que também a escola será responsável para garantir que as coisas corram bem em vez de estarem a sacudir a água do capote e a passar toda a responsabilidade para os pais.
Em suma, aceitei a vaga no 2º ano e até ao início das aulas irei pensar nisto tudo. Se estou mais sossegada? Sim, estou, um 2º ano sempre é melhor que um 3º ou um 4º (um absurdo na minha opinião). Se estou totalmente convencida? nada disso, não estou.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A irritação é tanta que nem sei que título dar a isto a não ser post longo e com muita raiva

Quando matriculei o meu filho na escola primária fi-lo consciente e convita de que era efetivamente o melhor para ele. Quem aqui me acompanha, sabe das preocupações que manifestei em relação ao fato de ele poder não estar preparado para tamanha mudança. Mas repito, no dia em que entreguei os papeis eu estava ciente do meu ato e este foi devidamente refletido e discutido por mim e pelo meu marido.  Se assim não fosse nem teria oficializado a matrícula.
Portanto quando o matriculei não foi "naquela" do vamos ver o que acontece, se tiver vaga, óptimo, se não tiver também não faz mal. A decisão resultou, e volto a destacar, de muita reflexão do que seria melhor e claramente que, ficar na infantário onde está, sem os amigos que o acompanharam e a repetir os mesmos temas, não nos pareceu que fosse o melhor para ele.
Quando matriculei o meu filho sabia (embora tenha tido conhecimento tardiamente) que ele era um condicionado, isto é , por fazer 6 anos após o dia 15 de Setembro, apenas ingressaria na escola (pública) se tivesse vaga.
Agora do que não estava nada à espera era da situação que hoje me surgiu e que aqui vou  relatar. Por volta das 16h recebo um telefonema de uma professora do agrupamento escolar cá da terrinha a informar-me que o João não tem vaga no 1ºano e que tem duas, ou melhor, três hipóteses à escolha: O João tem uma vaga numa turma do ano numa das escolas, e tem outra vaga numa turma do ano da outra escola. A 3ª hipótese, a melhor segundo a tal professora, é a de ficar na pré. E atenção, o João seria o único menino nessas turmas, nestas condições. Assim que ouvi as duas primeiras, instintivamente referi que estava fora de questão, mas como o meu marido não estava comigo e como precisava de me acalmar, pedi que me deixasse pensar.
E pensei, e pensei tanto que estou completamente chocada com isto. Mas que merda de país é este, que tem uma lei que condiciona a entrada dos miúdos na escola, com o argumento da idade e ao mesmo tempo permite que essas mesmas crianças muito novinhas e imaturas ingressem em turmas com alunos de faixas etárias mais altas? Alguém que me explique, porque eu não percebo.
Uma coisa sei, esta proposta não foi feita de boa fé, e senti claramente que do outro lado apenas me propuseram isto, porque estavam convitos de que eu recusaria. Aliás, a senhora fez questão de me informar que os outros meninos que estavam na situação do João, os pais tinham decidido mantê-los na pré, assim como fez questão de destacar que o meu filho era o mais novo dos inscritos e que era um "anjinho" muito pequenino para ir para a escola. Pois bem, como eu continuo convita que ingressar na escola é o melhor para o meu filho (perante as alternativas que disponho) e como acho que é de uma irresponsabilidade fazerem o que me estão a propor, eu vou aceitar. Amanhã vou falar com a tal Professora e vou questioná-la sobre os termos em que uma treta destas funciona, porque eu parto do princípio que se me propõem um projeto pedagógico destes é porque sabem o que estão fazer e estão preparados para os problemas que uma situação destas levanta (conjugação de conteúdos, integração da criança, etc, etc. etc.).
E não, eu não vou colocar o meu filho numa turma do 3º nem do 4º anos, irei arranjar outra solução. Mas agora também quero ver o que é vão fazer quando amanhã, eu lhes disser que sim, que aceito a vaga do 3º ano, mas que elas são RESPONSÁVEIS por garantir que o meu filho vai ter uma boa aprendizagem, uma boa integração e que não será prejudicado por ter 6 anos e ser o único do 1º ano numa turma do 3º. Porque se me propõem isto é porque acham que é viável. Se acham que não, que ele é muito pequenino e vai ficar desintegrado e blá, blá, blá, então que não me tivesse dado à escolha. Diziam que não havia vaga e ponto final, não se falava mais no assunto, Agora isto...  Estou possessa.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Hoje

Vou estrear a piscina aqui de casa e vou exibir a minha cicatriz (bahhh).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Semana difícil

Estou a ter uma semana de gritos. Puseram-se a coordenar um trabalho, tendo comigo dois colaboradores. Dois senhores, um pouquito mais velhos que eu, que estão a trabalhar na empresa (eu sou externa e trabalho a partir de casa). Não sei se é por ser mulher, não sei se é por ser externa ou se porventura estou a fazer uma mau trabalho, mas estes senhores têm-me infernizado a semana de uma maneira...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Do que já passou

Por vezes vou reler o que aqui escrevi em anos anteriores (já aqui escrevo, com menos ou mais regularidade, há seis anos) e fico surpreendida com o modo em que me expus em alguns post. Tenho a tentação de os apagar, apagando-os assim da minha memória, fazer desaparecer o desconforto que sinto ao pensar que deveria voltar a escrever sobre o assunto. Todos os dias penso em escrever mas todos os dias evito escrever. De escrever que hoje, quase seis anos depois, sei que foi uma perda de tempo, sei que foi um descontrolo absoluto. Atualmente a minha relação com o meu filho é de muita cumplicidade, estamos muito ligados e sei que sou o seu porto seguro. Escrever que muito provavelmente a baixa auto estima que ele por vezes manifesta se deveu a minha falta de confiança na relação que estabelecemos quando ele nasceu (para ser sincera estou convita disso). Que todos os dias me culpo por isso, não de um modo fatalista mas procurando corrigir o que fiz de mal, estando mais atenta. Escrever que, sempre que me encontro pessoalmente com alguém da blogosfera, sinto um misto de vergonha e de desconforto. Questiono-me que pensarão de mim as pessoas que porventura aqui aparecem de novo e que por acaso sentem curiosidade de ler o que escrevi no passado. A vontade de apagar alguns textos é muito grande, mas sei que no dia em que o fizer, terei que apagar também o blogue.


O post sobre o tempo

Primeiro dia de praia para o meu filho e está este tempo... de outono. Já nem nas estações do ano podemos confiar.

Trabalhar à tuga

Tenho um trabalho, de dimensões razoáveis para entregar nesta sexta feira. Neste momento, em vez de estar a adiantar e a trabalhar em força para cumprir o prazo, aguardo pacientemente que me enviem o modelo final, aprovado e validado. Isto é uma constante e a isto eu chamo falta de organização. Cá nervos!

domingo, 8 de julho de 2012

O meu record blogosférico

E ontem esqueci-me de assinalar aqui uma data. E não é só a data que está em causa, é também a minha oportunidade de bater um record na blogosfera, não de visitas, não de seguidores, não de comentários mas ... número de anos que passaram desde que comecei a namorar com o meu marido. Como sabem este é um post recorrente na nossa blogosfera e lembro-me de já ter visto 5, 7. 10, vá lá, 12 anos, agora o número que aqui vou anunciar duvido que alguém já o tenha feito. Pois bem, cá vai suspiro: Ontem, dia 7 de Julho, fez 22 anos que eu e o meu mais que tudo começámos a namorar. É ou não é um record?

sábado, 7 de julho de 2012

Se eu acreditasse em vudu

Estou acordada desde as 7h00, eu e o meu filho. As cabras das minhas vizinhas chegaram a essa hora e, de saltos altos lá andaram pela casa. Pareceia que me estavam a martelar a casa e a cabeça. A mãe, essa outra cabra despareceu, vem cá de vez em quando picar o ponto mas depois pira-se daqui. Em suma, aqui ao meu lado vivem duas adolescentes parvinhas, sem regras, para quem o respeito pelo próximo é algo de que nunca ouviram falar. Já me esqucia, para além delas, lá em casa há um novo habitante canino. Se disser que é o quarto cão que estas anormais arranjam, depois de terem despachado os outros três, dá para ver o género de gente que por aqui vive.Tudo isto (aliado à falta de sono) trás ao de cima o pior que há em mim, e só penso em formas mirabolantes de me vingar. Cabras!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Colónia de férias

Na próxima semana começa a colónia de férias do meu filho. Serão três semanas de pura loucura: para ele que vai passear todos os dias e para mim que vou ter que o deixar bem cedinho na escola (todos os dias). Vou acabar o mês de rastos e com umas olheiras ainda maiores do que aquelas que já tenho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Foi bonita a festa, pá

A festa de finalista do meu filho foi tão bonita. Jantar de gala, entrada na passadeira vermelha, filme com os melhores momentos (tipo big brother, comigo a chorar tipo ...Teresa Guilherme). Vou ter saudades destes momentos, muitas saudades mesmo. Mas uma coisa é certa, se há uns anos alguém me dissesse que eu iria achar graça a uma festa de finalistas de um infantário eu, no mínimo, rebolava-me a rir.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Já nem o Verão se safa

Não tenho escrito aqui., não ando com disposição. A cada dia que passa o desânimo vai aumentando a ponto de se transformar em quase desespero. São muitas coisas, aparentemente sem valor, mas que juntas fazem mossa. O ano passado não fomos de férias, o meu acidente impediu qualquer saída. Há uma semana recebemos o bendito reembolso do IRS e ainda questionámos fazer uma semana de praia, mas bastaram meia dúzia de contas para deitar por terra a nosso desejo. Não vamos, não podemos mesmo. Tenho tido pouco trabalho e esse pouco não tem sido pago a tempo e horas. O futuro é cada vez mais uma incógnita. Tanto eu como o meu marido podemos, a qualquer momento, ficar sem trabalho (comigo está eminente).
Ando há seis anos a convencer-me que viver onde moro é bom, mas sei que me ando a enganar. Não gosto de estar aqui, não me identifico com as pessoas, não fiz amizades, tenho uma péssima vizinhança (e acreditem que isso afeta-me e muito) e cada vez me sinto mais atrofiada neste local. Gostava de me mudar, mas como? Ninguém compra casas, e mesmo que a conseguisse vender que banco é que emprestaria dinheiro a um casal cujo 1º titular tem 50 anos?
O meu filho em Setembro vai para a escola e, mesmo não querendo, preocupo-me. Quando já andava mais sossegada com isso, a possibilidade de um certo menino poder ficar na sala dele, trouxe de novo preocupações à minha cabeça.
Enfim, nada que não se resolva, eu sei...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

E assim me reduzo a minha insignificância

Depois de isto e de isto, eu hoje ja chorei mais que nos ultimos três meses.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Corta barato

Ontem Portugal ganhou, mas a única coisa em que penso é que em condições "normais", hoje a minha conta bancária deveria estar com o dobro do montante que tem. Xulos pá!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Dinheiro versus felicidade

Dizem que o dinheiro não traz felicidade. Quando dou por mim a sonhar em ganhar o euro milhões, e ultimamente tenho sonhado muito, descubro que não são assim tantas as coisas que faria com esse dinheiro. Penso que compraria de imediato outra casa, não porque gostaria muito de ter uma maior e mais luxuosa, mas porque gostaria de me livrar desta vizinhança ranhosa e mal educada que tenho agora. Mudaria de casa para outra zona, não porque tenha o sonho de viver numa zona dita nobre, mas para poder estar mais próxima das coisas que mais me interessam. Hoje em dia dependo do carro para tudo, se preciso de pão, por exemplo, tenho que ir de carro comprar. Ir a uma cinema ou visitar uma livraria decente implica percorrer cerca de 40 km. Sinto a falta de poder pegar nas perninhas, andar alguns metros e apanhar um transporte público. E só com isto seria um pouco mais feliz.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

É bruta mas eu adoro-a

Ontem em conversa telefónica com a minha irmã, desabafei: "mana, está quase a fazer um ano que caí", ao que ela me respondeu de imediato "e depois, vamos festejar nesse dia?" A minha irmã às vezes é bruta, mas tem piada.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Andava tão bem...

Mesmo que não queira é inevitável não associar. Quase um ano após a minha valente queda, tive uma recaída brutal. Ando com dores e com os meus movimentos limitados, não na zona da fratura mas mais na cervical. Não sei se foi da semana mais agitada de trabalho (alguns km de carro, outros a pé), se foi de ter batido com a cabeça na natação (estava a nadar de costas e no mundo da lua e só me apercebi do fim da piscina quando dei com cabeça  no muro) mas isto não tem andado nada bem. Se segunda feira continuar assim, vou ao hospital para que me façam um rx. A verdade é que "gato escaldado da água fria tem medo".

sábado, 9 de junho de 2012

Por aqui

Mais atarefada, com trabalhos, testes e prazos apertados.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Filmes

Sempre gostei de cinema. Há uns anos atrás acompanhava todas as estreias, seguia aquilo que os realizadores de quem mais gostava iam fazendo e procurava ver muitos filmes. Curiosamente não via os filmes nas salas de cinema, esperava que saíssem em vídeo ou que passassem na televisão. Atualmente ando completamente desatualizada, vejo muito menos cinema e já não sei quem anda a fazer o quê. Ontem vi uma reportagem na TV sobre o ultimo filme do David Cronenberg, e ocorreu-me que este realizador está na lista daqueles, cujos filmes dificilmente voltarei a ver. Passo a explicar: como referi, gosto de cinema e contrariamente ao que muita gente diz, não vejo cinema só para me divertir. Gosto de filmes que me ponham a pensar, gosto de filmes que ficam a pairar na minha cabeça durante um longo tempo. Também gosto de filmes de ação ou de comédias românticas, mas prefiro aqueles a estes. No entanto, há pelo menos três realizadores cujos filmes deixei de ver, não porque não tenham qualidade, muito pelo contrário, mas porque os últimos filmes que vi deles, me perturbaram tanto que me sinto incapaz de me confrontar novamente com as sensações que me provocaram. Falo do David Cronenberg, do David Linch e do Lars Von Trier.

O corte com o primeiro deu-se com o perturbador Crash. O ultimo do David Linch que vi foi o Lost Highway, ando para ver o Mulholland Drive há uma série de tempo mas ainda não tive coragem. Por fim, o Lars Von Trier para mim, o mais perturbador de sempre. Vi o Europa e adorei, seguiu-se o Breaking de Waves, este vi-o no cinema e foi um valente murro no estômago. Ver o Dancer in The Dark foi uma espécie de tortura. Mas a gota de água foi o Dogville, depois deste, jurei que nunca mais veria um filme deste realizador e apesar de alguma curiosidade, sinto-me completamente incapaz de o fazer. Se em relação aos outros eu ainda dou o benefício da dúvida e um dia destes tentarei ver um filme, em relação ao Lars Von Trier, só se for obrigada.


domingo, 27 de maio de 2012

Dia não

Hoje perdi a cabeça mais vezes do que devia e, definitivamente, não fui uma boa mãe.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É hoje, é hoje!!!



Hoje, quase seis anos desde o último a que fui, vou a um concerto! Que emoção.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu e os sapatos

A espirrar e com os olhos a lacrimejar, mas com uns sapatos lindos calçados. São ou não são a coisa mais linda? (prenda de aniverário da minha mana e da minha mãe)
O aplique escolhido para hoje foi o olho pestanudo!

Alergias

Agora que cheguei aos 41 é que começo a sofrer de alergias? Não paro de espirrar, os meus olhos lacrimejam e tenho as mãos cheias de borbulhas pequeninas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Opinem lá, por favor

Se recebessem um pedido de autorização para o(a) filho(a) aparecer numa reportagem para um programa de televisão, o que fariam?
Assim à primeira vista não consigo vislumbrar nada de mal, mas posso não estar a ver bem.

sábado, 19 de maio de 2012

Um viva às novas tecnologias

Antes de ter caído trabalhava sempre na sala, sentada no sofá com o portátil em cima das pernas. Uma postura pouco recomendável, eu sei, mas foi assim durante anos. Agora tal posição é impensável, pelo que renovámos o escritório e é lá que trabalho. Há dois meses o meu rico filho, por acidente, deixou cair o meu portátil e o écran morreu (felizmente foi só o écran). Comprar outro estava fora de questão pelo que a solução foi comprar um écran de secretaria e ligá-lo ao meu computador. Todas estas circunstâncias mudaram a minha vida, o meu computador deixou de ser portátil e eu deixei de o ligar á noite. Assim, os meus serões deixaram de ser passados em frente ao computador, para passarem a ser em frente á televisão. Vejo mais series, mais filme e melhor que tudo, adormeço mais cedo (invariavelmente, deitada no sofá, em frente à televisão). Na verdade parece-me bem mais saudável. Claro que não acompanho tanto a blogosfera, normalmente era à noite que atualizava as minhas leituras, mas também neste aspeto, parece-me mais saudável assim. Acontece que no Natal o meu marido ofereceu-me essa maravilha da Apple que se chama iphone (com a ajuda da campanha de pontos da operadora de telemóveis, caso contrário não seria possível) e agora ao serão e ao longo do dia, quando não estou em frente ao computador, ainda dedico alguns minutos à leitura dos blogues que mais gosto, a ver as ultimas do FB e melhor que tudo, a postar no meu canto e a comentar nos outros. Uma maravilha!

Sou uma ingrata, é o que é

Escrevo uma mensagem onde partilho a minha preocupação em relação à entrada do meu filho na escola, recebo comentários que me ajudaram, e nem uma palavra de agradecimento deixo aqui. Ando cansada e um pouco mais aterefada. Em relação ao tema do post abaixo, depois de vos ler e de conrvar conversar o meu marido, conclui que, nesta altura será melhor para o meu filho ingressar na escola. Se estivermos enganados, cá estaremos para o apoiar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Entrar ou não entrar...

Ontem iniciei o processo de matrícula do meu filho. Iniciei porque ainda me falta entregar uns documentos...
Na escola onde fui, assim que a senhora percebeu que o meu filho faz os 6 anos em Dezembro, desatou logo a opinar sobre o facto de ele ainda ser muito pequenino e provavelmente imaturo para entrar já na escola. Eu confesso que este tema me preocupa, mas a verdade é que caí um pouco de para quedas nisto tudo. Só há pouco tempo é que soube que, segundo a lei actual, as crianças que fazem os 6 anos após o dia 15 de Setembro passam a ser condicionais, isto é, só entram na escola se houver vagas. Até aí julgava que, desde que completassem os seis anos até 31 de Dezembro, ingressavam automaticamente na escola. Ora, posto isto, nunca pensei se ele estaria preparado ou não, se é prematuro matriculá-lo, ou se deveria ficar mais um ano no infantário. E agora que me deparo com este cenário, também não sei muito bem como avaliar se ele está apto para entrar na escola ou não. O que sei é que no infantário os amigos com quem ele mais brinca vão sair e que para o ano que vem, caso fique por lá, terá como companhia meninos mais novos que ele.  Não me parece que beneficie muito em ficar por lá mais um ano. Mas também me recordo de uma entrevista que li algures, de um pedopsiquiatra, que defendia que a entrada prematura dos miúdos na escola poderia, em alguns casos, ter repercussões no crescimentos das crianças, ao nível da confiança e auto estima. Enfim mais uma preocupação.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

RTP 2

Não vou entrar em grandes argumentos a favor ou contra o fecho do canal 2. Mas se o canal 2 não existisse muito provavelmente nunca iria ver este filme que passou no Domingo. E refiro-me a este, mas lembro-me de muitos outros filmes europeus que vi  neste canal. Sim, porque a verdade é o único canal, de todos os que existem, que ainda passa cinema europeu. E se há uma imensa maioria que não aprecia há também uma imensa minoria que gosta e é para estes que o canal 2, na minha humilde opinião, deverá continuar.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Natação

Amanhã a aula de ginástica do meu filho vai ser substiuída por uma aula de natação. Não haveria lugar a post, não fosse a aula ser à mesma hora da minha e precisamente na mesma piscina. Vai ser bonito, vai!

Adenda: correu lindamente. Na aula de hoje (sexta-feira) senti-lhe a falta:)

Ontem

Com a ajuda da chuva, apanhei mais um balde de água fria. Agora tenho de repensar a minha vida em termos profissionais. Isto não está fácil.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Erro

Ao reler um post que escrevi há pouco tempo, descobri um erro ortográfico daqueles que eu fico fula quando o vejo cometido por outros: tiver doente em vez de estiver doente. Ora toma, que é para não te armares em esperta! Que vergonha...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Do tema mais comentado

Só tenho a dizer que tendo em conta o caos financeiro instalado nesta família, lamento não ter aproveitado a promoção do Pingo Doce. É que vinha mesmo a calhar. Não fui, o PD aqui da terra é minúsculo e as minha costas não aguentam 3 horas em pé numa fila, é que não aguentam mesmo. Poderia escrever sobre o que me ocorreu ao pensamento ao longo do dia de ontem ao ver as notícias que iam passando. Que imaginei os Jerónimos deste país a rirem-se de gozo enquanto fumavam os seus charutos. Poderia escrever sobre o que tenho lido sobre o tema, de como a generalização é um perigo. Mas não vale a pena, já alguém o fez melhor do que eu. O que queria mesmo dizer é que lamento  não ter aproveitado o raio do desconto.

Nem sei que diga

Após mais uma ida ao dentista, resultado: o meu puto com 5 anos tem um dente para desvitalizar: Ainda estou a recuperar do choque. Quer dizer, eu, moçoila já nos enta, devo ter começado a lavar os dentes por volta dos 5, 6 anos, o meu filho quando ainda não tinha dentes já lhe lavava a gengiva, e mesmo assim tem um dente para desvitalizar. É pá já estou como o outro, deve ser da água, ou dos químicos, só pode!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A força das palavras

Depois de ler a crónica do Miguel Esteves Cardoso do Público de ontem, para além da tristeza que esta doença sempre me causa, ressalta-me o poder das palavras, o poder da escrita, tão fortemente retratado na referida crónica. É mais completo e livre aquele que, pela escrita, consegue transmitir e materializar o que lhe vai na alma.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Estou

bem longe da plena forma. Hoje tive que fazer uns trabalhos que implicam algumas horas em pé e foi muito complicado. A determinada altura tive que pedir para me sentar porque já não conseguia dar nem mais um passo. A natação tem feito maravilhas por mim, mas a verdade é que ainda não estou a 100%.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A saga continua

"Oh mãe mas ele chora por coisas insignificantes, ridículas". by educadora do meu filho.

Matrícula

Já tenho os impressos para matricular o futuro estudante cá de casa. E só posso dizer que ainda bem que o prazo se prolonga até Junho. A quantidade de papeis para preencher e outros tantos a requerer é coisa para me demorar uns bons dois meses. Ai, como eu gosto destas burocracias.

Post sem grande interesse (para desanuviar)

Nunca fui de sofrer muito dos famosos TPM. Lembro-me que quando era mais nova ter amigas que chegavam a faltar às aulas devido às cólicas que o período lhes causava. A mim, tirando as borbulhas que nessa altura apareciam que nem cogumelos, não sentia nada de especial. Quando comecei a tomar a pílula, vieram as enxaquecas e inevitavelmente, no início ou no fim da menstruação tenho dores de cabeça que são de fugir. Os nove meses de gravidez foram a excepção à regra, nem uma enxaqueca digna desse nome. Agora em termos emocionais as coisas já mudam de figura e com o passar da idade tem vindo a piorar. Dois ou três dias antes do dito aparecer, começo a sentir uma tristeza, uma angustia tão grandes que roça quase o desespero. Tudo se apresenta em tons de escuro e nada, mas mesmo nada, me tira daquele estado. Depois o período "chega" e passa tudo, fico óptima, ou como costumo dizer, normal. A coisa é tão bipolar que até assusta.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desabafo (estou mesmo a precisar)

Por vezes sinto-me tão perdida nesta tarefa de educar um filho. Dizem-me que devo seguir o meu instinto, mas nesta altura ele não me diz nada.
O meu filho, sempre que vislumbra a possibilidade de ter um castigo, chora, sempre que erra uma pergunta que lhe fazemos ( em casa ou na escola) chora, se brincamos com ele e lhe dizemos que hoje vai dormir a sesta (ele deixou de dormir a sesta há pouco tempo na escola e anda todo feliz)), chora, se perde um jogo chora, se um amigo não quer brincar com ele chora, se um amigo o chateia, ou o chama algum nome que ele não gosta, chora. Ou seja, a primeira reação dele às contrariedades é chorar. Se eu lesse isto num qualquer local, pensaria "ok é uma criança, porque não haveria de chorar? " Mas a situação começa a preocupar-me porque isto não é bom para ele, e porque tenho receio que lhe traga alguns problemas quando, daqui a poucos meses entrar na escola (se entrar). As crianças são cruéis e se no infantário já o chamam choramingas e bebé (contado por ele), como será quando for para a escola. E eu, que na idade dele era assim, sei bem do que falo.
Como é que se contraria isto? Já tentámos tudo, já conversámos com ele, já lhe explicámos que não precisa de chorar, mas a situação tem vindo a piorar. Ultimamente, na escola todos os dias há um episódio de choraminguisse do João e eu ando tão cansada desta conversa e sinto-me tão impotente, que me tenho virado contra elas (educadora e auxiliares). Juro que já não as posso ouvir, é mais forte do que eu. Depois é o meu marido, com as suas metodologias de o confrontar, chamando-o choramingas e dizendo-lhe que quem chora é fraquitelas... Há ainda a questão da auto estima, o meu menino, por mais reforço positivo que lhe demos, acha sempre que não consegue fazer as coisas e quando acha que não consegue, desiste.
No meio desta merda toda eu sinto-me apenas uma mãe, que ama o seu filho mais do que tudo na vida, que quer o melhor para ele, mas que nesta altura só tem vontade de pegar nele e fugir para bem longe de tudo e de todos que o possam magoar.

Dentista

Na terça fui com o meu filho ao dentista. Ao todos são nada mais nada menos que quatro cáries. Portou-se como um homem (ai como eu gosto desta frase) e agora está proibido de comer doces. Enfim, como dizia o outro, não havia necessidade.

Da vida

Ando tão desanimada com a minha vida. Há momentos em que parece que tudo corre mal e, por mais que tente não consigo vislumbrar melhorias. É o meu curso que parece não ter fim, é o doutoramento do meu marido que não avança, é o dinheiro que escasseia e as despesas que se mantêm, é o trabalho que é pouco (este país parece parado) é a minha coluna que, por mais que não queira, me limita nas minhas actividades... enfim, não são situações graves, eu sei, mas todas juntas chateiam e muito.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ajuda

Quanto mais pesquiso mais confusa fico. E como nestas coisas nada melhor que a opinião alheia, porventura alguém me aconselha um bom seguro de estomatologia?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

E pronto, continuo a postar como se não houvesse amanhã

Serei só eu a achar este anúncio da super bock uma grandissíssima merda? A ideia é tão pobre e tão básica que até me faz confusão. É mau demais.

Ainda da consulta

Eu gosto muito da pediatra do meu filho. Não só das suas qualidades como médica, mas também pela sua simpatia e apurado sentido de humor. Ontem, no início da consulta começou por lhe perguntar se ele tinha alguma dor, se sentia bem e se tinha problemas na vida. Após a pronta resposta dele, que não, que não tinha nada, ela virou-se para mim e disse-me "é por isto que fui para pediatra". O que eu me ri, sim, porque se me tivesse perguntado o mesmo a mim, oh oh, ainda lá estávamos agora.

Um telefonema muuuuito longo

Hoje recebi um telefonema de uma colega de trabalho. Não sei o que se passava com ela, mas pura e simplesmente não se calava. Após UMA HORA E MEIA a ouvi-lá, várias tentativas infrutíferas para acabar com a chamada e de uma terrível dor de cabeça, tive uma ideia de génio: mandei um email ao meu marido e implorei que me ligasse para o telefone fixo. E pronto, o telefone tocou, ela ouviu e a chamada acabou.  Não foi bonito, eu sei, mas o desespero falou mais alto.

Da consulta

O menino está bem e recomenda-se. Próximas tarefas: fazer ecocardiograma, ir a um oftalmologista e a um dentista (sim, parece que já tem cáries).
Notícias menos boa:
- segundo a médica é melhor começar a poupar para o aparelho, porque é quase certo que os dentes definitivos não terão espaço na sua mini boca.
- Ou continuamos a puxar a pele da pilinha ou a coisa vai correr mal.

terça-feira, 10 de abril de 2012

E porque desconfio que o tempo vai escassear, hoje posto como se não houvesse amanhã

Por essa blogosfera fora, facebooks e afins, pululam diversas considerações sobre esta crise. Frases como "a crise é uma oportunidade para as pessoas repensarem as suas prioridades e darem mais valor ao ser que ao ter", são uma constante. Eu acho isto tudo uma grande treta e só assim fala quem a crise pouco abala. Olhando para o meu caso, sinceramente não percebo em que medida esta crise me beneficia como pessoa. Em que medida me torno melhor pessoa se:
Tiver de abdicar da cabo e da net cá em casa.
Tirar o meu filho do infantário
Vender um dos carros
Cancelar (a poucos meses de concluir) a minha matrícula no curso que estou a tirar.
È que no meu caso em particular são estas hipóteses que tenho na mesa. E francamente, não vejo benefícios nenhuns nisso e não penso que me torne numa pessoa melhor, muito pelo contrário.
Descobri que posso viver muito bem se passar uma estação sem comprar roupa, ou sapatos (ok, confesso, o calçado custa-me um bocadito), sobrevivo lindamente sem cosméticos (caros, afinal já tenho 41 e se não cuidar de mim, ninguém cuidará) ou maquilhagem.
Em resumo, as pessoas andam a ficar tão entusiasmadas com esta treta das poupanças que nem se apercebem que o que nos está a acontecer é de uma injustiça tremenda e que não, não nos melhora como pessoas.  Mas enfim, esta é só a minha opinião.

Dele

O namorado da minha irmã sempre que está com o meu filho, faz-lhe uns truques de magia. O puto adora e sempre que o vê, lá lhe pede "mais um truque". Pois bem, depois de lhe ter feito aparecer uma moeda por trás da orelha, o meu rico filho diz: "Agora podes fazer aparecer uma miúda?" Tal e qual assim. Nem sei que diga.

Breves

Cá estou de volta depois de mais um belo fim de semana em família. Foi muito bom! Ontem foi dia de vacinas e amanhã é dia da consulta dos 5 anos. Surpreendentemente, o puto nem um ai proferiu ao ser picado em cada um dos braços, temos um valente (em contrapartida desata num berreiro sempre que ouve a palavra castigo). Esta semana estamos só nós os dois, a ver vamos como corre, pois a desobediência dele tem-me posto os cabelos em pé.

Tal como suspeitava, hoje recebi trabalho de uma empresa e amanhã vou buscar mais, a outra. Tudo ao mesmo tempo que é para não andar aqui a queixar-me. A bem da verdade, este trabalho vem em boa hora, que eu já andava a preparar-me para ir cantar para o metro.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ainda me vou arrepender disto

Ontem fui a uma consulta com o meu filho. No consultório estavam outras mães com as suas crias. Mas houve uma e particular que me chamou a atenção, aliás não foi a mãe mas sim os filhos. Não precisei de muito tempo para me recordar de onde os conhecia e assim que ouvi o nome de um deles confirmei. Era mesmo da blogosfera. O blogue em questão não está actualmente na minha lista de leituras diárias e desconfio (para não dizer que tenho a certeza) que não será visita do meu. O rosto dos miúdos tem uma fisionomia tão particular que facilmente os identifiquei, recordando-me das fotos por vezes publicadas. Confesso que foi estranho, estavam ali pessoas que eu não conhecia mas que conhecia. Pus-me a pensar se já se teria passado o mesmo comigo (apesar das pouquíssimas fotos que publico), se alguém já me teria identificado, mesmo pelas coisas que conto. Até ontem, o grande receio que tinha, desde que iniciei o blogue, era ser reconhecida por pessoas que conheço do meu dia a dia. Não intimas, mas sei lá, colegas de trabalho, a senhora que me vende o pão, ou uma prima com quem não me relaciono. Ontem descobri que também não gostaria de ser identificada por pessoas que não conheço,  que passam por aqui em silêncio (com isto quero dizer que não me importava nada de encontrar a Sofia, ou a Tella, ou a Raquel, ou a Luz ). Posto isto lanço um repto, se houver alguém por aí que me conheça, ou que me tenha visto e reconhecido (acho muito difícil, mas...) deixe um comentário, e não vale dizer "eu conheço-te" e mais nada que eu não caio nessa, tem que dar uma dica que me leve a acreditar que me conhece.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Trabalho

Gosto de trabalhar em casa, sou freelancer por opção. Nestes anos já recebi várias propostas de trabalho que me permitiam integrar nos quadros de uma empresa, mas recusei sempre. São várias as desvantagens,  e é-me fácil enumerar algumas: não tenho subsídios de férias nem de natal, posso estar mais de um mês sem receber, tanto posso ter dois meses de muito trabalho como de repente não ter nada, a minha reforma deverá ser miserável e cerca de 50% do que recebo vai para os impostos. A parte social tem igualmente importância, isto é muito solitário, posso passar dias fechada em casa (já para não falar no desleixo a nível de aspecto) sem falar com ninguém (então se o marido está fora em trabalho ainda é pior). Há ainda a questão da organização do trabalho, estar em casa requer uma disciplina muito grande que eu nem sempre tenho, o que leva a que muitas vezes trabalhe "fora de horas" e fins de semana incluídos. Desde o meu acidente que praticamente não tenho tido trabalho (lá está, mais uma desvantagem, se fico doente, o meu posto não se mantém e rapidamente sou substituída), e não nego que tenho andado apreensiva pois o dinheiro não abunda por estes lados, mas tudo indica que as coisas vão mudar nos próximos tempos. Estou aliviada, é certo, agora era escusado que as duas empresas com as quais eu colaboro, se lembrassem de mim ao mesmo tempo. Parece-me, portanto, que vou passar do 8 para o 80.

Queixinhas

Depois de ler os comentários ao post anterior, senti-me a modos que uma queixinhas. A verdade é que eu própria nem sempre deixo comentários nos blogues que visito. E a verdade é que isso não quer dizer que me tenha desinteressado por eles (ou por quem neles escreve). Mas fiquei contente por saber que ainda por aqui passam, mesmo que em silêncio. É pá se calhar sou mesmo uma queixinhas!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É só comigo

Ou isto da blogosfera começa a ser um pouco solitário.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ontem

Fui a uma entrevista, não para me candidatar a um lugar de trabalho mas para que a nova empresa com quem vou colaborar (espero eu) me conheça. Assim que entrei no escritório comecei a sentir um desconforto, uma sensação de claustrofobia de todo o tamanho. A verdade é que muito dificilmente me conseguiria habituar a um trabalho fora de casa. Já lá vão muitos anos a trabalhar neste regime.

Aqui por casa

Qual Gormiti, qual Ben 10, qual quê. O que está a dar é ver as séries, ou novelas, como lhes chama o pai, do canal Disney: Os Feiticeiros de Waverly Place, o Shake it Up e por vezes, a Hannah Montana. Não acho piadinha nenhuma àquilo, mas o puto diverte-se à grande. Deverei preocupar-me?

terça-feira, 27 de março de 2012

Memórias

A propósito do filme O Artista, hoje lembrei-me de uma das mais fascinantes experiências que vivi, aquando da minha vinda para Lisboa. Assistir a um ciclo de cinema mudo, acompanhado por uma orquestra ao vivo.  De todos os que vi só me lembro do Tabu, de F.W. Murnau. Foi na Gulbenkian, para aí em 1991. Bolas, estou velha....

Odeio

As férias escolares. Estou desde as 11 da manhã a ouvir a música (pimba) da minha vizinha e já estou a hiperventilar. Para além do volume da musica estar alto ela ainda se julga uma candidata ao ídolos e canta berra que se desunha. E estou tão destinada que única coisa que me ocorre à cabeça é saber se a comissão de protecção de menores aceita queixas anónimas. E porquê a protecção de menores? Ora eu vou contar que é para ver se alivio esta raiva com que estou. A família que mora ao meu lado é composta por mãe, e duas filhas, uma com 18 anos e a mais nova não terá mais que 15. Desde que aqui estou (há 6 anos) que sempre me fez confusão o "abandono" a que as miúdas foram vetadas. A mulher sai cedo para o trabalho e chega tardíssimo a casa e as miúdas sempre por casa (fora dos horários escolares, obviamente). Sempre dei um desconto, é preciso sustentar a casa e os trabalhos não abundam por aí. Acontecer o mesmo aos fins de semana, como por vezes sucede ( e não é para trabalhar), já não parece assim tão normal.  Mas agora deixar as miúdas sozinhas um fim de semana completo(dia e noite) e actualmente, uma semana, é que já me parece abandono puro e simples. A mais nova só tem 15 anos porra!! Eu não acho normal, mas se calhar estou enganada.

segunda-feira, 26 de março de 2012

3 D

Como tínhamos três bilhetes de cinema, que nos foram oferecidos pelo Natal, e como o prazo estava prestes a terminar, ontem fomos ao cinema ver o Lorax. O filme, na minha modesta opinião, é fraquinho, fraquinho, moralista cheio de clichés, enfim, não gostei. Agora na minha estreia em 3D, fiquei fascinada, é realmente uma outra forma de ver cinema. O puto adorou, já o pai, cujo estrabismo não lhe permite ver em 3D, estava todo desolado perante o nosso entusiasmo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Psicologias de bolso II

Eu tenho um defeito, aliás vários, mas há um em particular que de vez em quando me traz alguns dissabores. E apesar de ter isso presente, sem me aperceber, lá me deixo levar. Quando me sinto à vontade com alguém, começo a ser desbocada, não no sentido de dizer tudo o que me vem à cabeça, que nisso até sou bem contida, mas no sentido de falar sobre a minha vida. E se quem me ouve for meu amigo, ou for bem intencionado, não vem problema nenhum daí. Mas quando isso não acontece (a maioria das vezes, se calhar), aparecem logo os aproveitadores, ou sei lá como lhes chamar, aquelas pessoas que agarram no que ouvem e tratam de imediato de fazer juízos de valor, extrapolações, ou como lhe chamei no post abaixo, psicologia de bolso. E não são raras as vezes que descortino no que me dizem, “vestígios” do que ouviram, alusões subtis, mas que eu, que não me considero burra, relaciono logo com o que sei que, desbocadamente, contei. E nessas alturas fico furiosa, irritada comigo por não ter sido cuidadosa.

Sempre que vou buscar o meu filho à escola, converso um pouco com a educadora dele. A maioria das vezes sobre como lhe correu o dia. Há uns tempos atrás, ele falou-me que o João andava um choramingas, que sempre que o reprendiam ou o contrariavam ele choramingava. Eu, parvalhona, contei-lhe que quando era mais nova era assim, bastava um professor me chamar a atenção para alguma coisa, que eu, de imediato desatava num pranto. Quando outra vez, ela se referiu a alguma insegurança, ou baixa auto estima do João eu, parvalhona, dissertei sobre o facto de, também eu, ter tido alguns problemas de auto estima na minha infância (mas atenção, que o meu discurso nunca foi no sentido de estabelecer qualquer relação genética, o meu filho não é igual a mim ou ao pai, com certeza que herdou algumas características nossas, mas isso não torna, evidentemente, igual a nós). Bem. mas resumindo, que isto já vai longo, ontem lá veio mais uma converseta de avaliação psicológica. Um dia depois da malfadada festa do pai, em que o meu marido não conseguiu disfarçar o desconforto e o desagrado pelos jogos em que foi "obrigado" a participar, pois que o João tem problemas com tudo o que é novo e diferente, não gosta de participar em atividades novas, tem medo de falhar, que deveríamos sair mais com ele, uma vez que ele não tem cá primos e irmãos, para que convivesse com outros meninos, porque senão vai ser muito complicado ele adaptar-se na escola primária. Mas o que é isto? Fui tão apanhada de surpresa que não tive reação, mas claro que vim para casa remoer, e remoí tanto, que nem dormi nada de jeito. Para mim não há coincidências, a mãe era chorona, o João é um choramingas, a mãe teve problemas de autoestima, o João tem problemas de auto estima, o pai ficou muito nervoso e notava-se o desconforto enquanto fazia os jogos (unicamente porque detesta aquele tipo de jogos), pois que o João receia tudo o que é novo e diferente. Ora como não concordo com grande parte disto, e como não gosto de rótulos (muito menos rótulos no meu filho), logo vou ter que ter uma conversa muito séria.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Psicologia de bolso

Agora todos são psicólogos. Toda a gente tem conhecimentos sobre os meandros da mente humana e acha-se no direito de dar bitaites. Não tenho paciência nenhuma para isso, muito menos quando o alvo é o meu filho e as "psicólogas" as educadoras da escola. Estou mesmo furiosa, que é para não dizer pior.

terça-feira, 20 de março de 2012

Pai traumatizado

Ontem o pai cá de casa chegou, todo aborrecido, da festa da escolinha. Na altura desvalorizei os motivos, realçando o facto de ele lá ter estado com o filho. Mas agora que pensei mais sobre o assunto, admito que ele tem alguma razão. A festa constava de uma série de jogos, pelos vistos tirados de um qualquer programa da Sic, o que logo à partida o colocou em desvantagem, pois nem sabia do que se tratava. Bem, moral da história, houve pais vencedores e pais vencidos, houve crianças felizes e outras mais tristes, houve "o meu pai ganhou e o teu não". Havia necessidade? Pois eu cá acho que não e não me venham com conversas de que os meninos tem que aprender a lidar com a frustração, perceber que os pais afinal não são os maiores, blá, blá, blá,  porque eu acho que ele tem tempo para se confrontar com isso (já nos irá bastar na adolescência, em que seremos os piorzinhos).

12

Faz hoje 12 anos que casei. No primeiro dia da Primavera, tal como sempre quisemos. Não costumamos assinalar a data, afinal de contas já nos conhecemos há quase 22 anos. Partilhamos a vida há 20 e aquele dia foi só para oficializar a relação, ou por meras questões fiscais, como nós dizemos em jeito de brincadeira. Já vivemos tanto, sem nos apercebermos já criámos uma história, só nossa. Que venham mais 12.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Julgava eu que escapava à famosa sinceridade infantil

Ontem na caixa de uma loja, enquanto me preparava para efectuar um pagamento, ouço o meu filho, alto e bom som:
Mamã, sabias que os homens também usam brincos?
Levantei a cabeça e olhei para o rapaz que me atendia, que ostentava, em cada orelha, umas reluzentes argolas. Lá tentei disfarçar, fazer de contas que não ouvi a pergunta, contive o melhor que pude, o riso mas, perante o meu silêncio, o puto repete a pergunta, já fora da caixa mas, como sempre, aos berros. Lá lhe respondi que sim, que tínhamos acabado de ver um.
A caminho de casa tentei explicar-lhe que não devemos falar das pessoas, à frente delas (sim, isto também não soa bem, eu sei) e claro lá veio o habitual, porquê mamã? Mas antes que eu tivesse tempo de elaborar uma resposta, ele continuou: ah, já sei mamã, é que as pessoas podem ficar envergonhadas...
Puto esperto este!

Memórias

A minha tia V., irmã da minha mãe, tinha duas filhas, uma da idade da minha irmã e outra da minha idade. A minha tia V. era a melhor amiga da minha mãe. Todos os sábados tínhamos o mesmo ritual, eu, a minha mãe e a minha irmã rumávamos a casa dela, e ali passávamos a tarde, as seis. A minha mãe e a minha tia conversavam sobre a vida delas, a minha irmã e a minha prima mais velha deviam conversar sobre os rapazes da escola e eu e a minha prima mais nova, brincávamos. Lembro-me das tardes de verão em que ficávamos deitadas no terraço a apanhar sol, em busca de um bronzeado, que a interioridade não nos permitia. Lembro-me de ali ficarmos a ler a revista Crónica Feminina, que a minha tia comprava todas as semanas. Lembro-me dos lanches, do cheiro a café acabado de fazer, do bolo de dois andares, como eu lhe chamava, com cobertura de coco e nozes e das omeletes, umas vezes simples, outras com rodelas de chouriço e outras com cebola, que eu detestava. Esta rotina dos sábados foi assim durante anos, cresci com ela. Nos últimos anos eu e a minha prima já não brincávamos, também conversávamos sobre os rapazes da escola e dávamos umas passas nuns cigarros, escondidas num descampado em frente à casa da minha tia. As tardes de sábado acabaram quando a doença, entretanto detetada à minha tia, levou a melhor. A minha tia V. morreu de cancro da mama, aos 44 anos. Recordo-me que durante o tratamento, as tardes de Sábado ainda se mantiveram. Já não tenho tantas memórias dessas tardes, não sei do que conversavam a minha mãe e tia, nem a minha irmã e prima. Também não me recordo do que fazia com a minha prima mais nova. Recordo-me da tristeza estampada no rosto da minha tia, uma tristeza de resignação, de quem se rendeu à doença.
Já passaram quase 25 anos da sua morte, mas estas memórias estão sempre muito presentes em mim.

domingo, 18 de março de 2012

Diálogos

Eu, depois de ouvir mais um não: João a mamã está a ficar cansada de tanta desobediência, vou começar a fazer como tu e quando me pedires alguma coisa digo-te que não. Achas que vais gostar? Ele: se fizeres isso vou para outra casa. Eu: aí sim e para onde? Ele: para casa da tia. Eu: está bem. Ele: e não me importo se tiveres saudades.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Deve ser a chamada polivalência

Realmente ser professor hoje em dia, não é tarefa fácil. A minha irmã tem um aluna de 12 anos que deu início à sua vida sexual. O boato correu pela escola, pois parece que a miúda receava estar grávida. A partir daí montou-se o cerco à minha irmã que, pelos vistos, como directora de turma, tem a obrigação de avisar a mãe do sucedido. Ou eu sou doutro tempo, ou a mim parece-me que tudo isto entra no foro privado das pessoas. Para além disso, logo vozes se levantaram, que era preciso abordar o tema da sexualidade nas aulas. Tudo bem, a questão que eu coloco é que formação têm os professores para abordarem estes temas? De tudo o que a minha irmã me conta, concluo que os professores actualmente, tem que ser ao mesmo tempo, professores, educadores, sociólogos, psicólogos, e sabe-se lá que mais. E volto a perguntar, que formação é que têm para acumular tanta função ao mesmo tempo?

terça-feira, 13 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vou

De fim de semana, de visita aos pais e festejar o aniversário da minha mãe, que domingo completa 72 anos. Bom fim de semana.

quarta-feira, 7 de março de 2012

41

Hoje completo 41 anos, não há como negá-lo, 41! Nos dias que antecederam este, foram várias as imagens do passado que me acorreram à memória. Curioso é que a maioria vejo-as como se tivessem ocorrido ontem ou há um mês, quando na verdade já se passaram, 10, 20, ou até 30 anos. Não fui alguém propriamente feliz, sempre tive queda para o melodrama, associei sempre a infelicidade a algo de muito romântico. Sei-o agora que não, foi um desperdício de tempo e de oportunidades. Arrependo-me de muita coisa e sei que a minha vida poderia ter sido muito diferente. Mas também acredito que se não tivesse sido como foi, não teria agora aquele que representa a minha maior felicidade, o meu filho. Se em tempo desejei a morte, hoje temo-a. É bom sinal, não é? Não que tenha despertado para a minha finitude, sempre tive consciência dela, infelizmente, a fé é algo que não se me assiste.

Ando há dias com a mesma sensação que sinto, invariavelmente, por altura do meu aniversário. Sensação essa, que nunca soube bem definir, mas que hoje me surgiu de forma clara: solitude. Hoje procuro estar em paz comigo.

Foto retirada
(Eu, aos 19 anos. Ficará aqui pouco tempo)

terça-feira, 6 de março de 2012

Costuras

Amanhã vou inscrever o puto no judo. Já foi a seis aulas e parece-me que está a gostar. Já lhe comprámos o fato (Kimono) mas, apesar das inúmeras lavagens, está muito grande para ele. Ora e é aqui que o post tem interesse. Mas quem me mandou a mim armar-me me mulher emancipada, que fugia a sete pés de tudo o que me fizesse lembrar uma fada do lar? O jeito que me dava saber pegar numa agulha, que é como quem diz, saber fazer uma bainha. O que vale é que no fim se semana vou visitar os meus pais e a minha mãe, que por sinal é costureira, tratará convenientemente do assunto.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dele

Ontem a caminho até casa, o meu filho contou-me que o P. era namorado da M. e de seguida, à maneira dele, questionou-me sobre como tinha conhecido o meu marido. Lá lhe resumi a nossa história de amor (lol) e ele muito surpreendido respondeu-me "mamã acho que nunca vou ser capaz de dizer a uma menina que gosto dela".

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Há males que vêm por bem

Ter fraturado a coluna foi uma chatice, as razões são por demais evidentes. Mas no meio das chatices veio algo de bom, o estar a praticar natação. Se no início aquilo me custava, agora é um prazer de que não quero abdicar. As primeiras aulas foram difíceis, cansava-me terrivelmente e passava o tempo todo a olhar para o relógio pendurado na parede, na ansia que a aula acabasse. Mas desde que passei para duas vezes por semana, a minha resistência tem aumentado e é bom sentir que vou superando as minhas dificuldades e cada vez me sinto mais em forma.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dos dias

Estou novamente numa fase de acalmia, que é como quem diz, sem trabalho. Os dias passam vagarosamente, deambulo pela casa em busca de algo que me ajude a passar o tempo. Podia aproveitar para fazer o que me dá gozo mas não, não consigo. Aborreco-me, foco-me em ninharias e sinto medo. Sempre que fico sem nada para fazer, para além de não aproveitar o tempo que tenho ao meu dispor, sinto medo do que pode estar para vir.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E para onde foram?

Decidimos levar o João ao Judo. Há já algum tempo que pensava inscreve-lo numa atividade, de preferência desportiva (adorava que ele aprendesse música mas aqui na terrinha não há nenhum sítio). Hesitámos entre natação, futebol e judo. A natação está adiada, atendendo ao historial de otites, e entre o futebol e o judo, escolhemos o judo. A primeira aula, correu bem, contrariamente ao que eu esperava, participou. Ainda teve um momento de choro mas prosseguiu a aula e veio de lá todo satisfeito. Na segunda aula, não quis participar, tratava-se de uma aula especial e ao ver muita gente, retraiu-se. Não insisti e ficou a promessa que regressaríamos. Hoje foi o pai com ele, não me pareceu muito entusiasmado, mas lá foi. A ver vamos como corre.


São 7 da tarde

E eu estou sozinha em casa. Nada de anormal, não fosse ser mesmo anormal. Estou habituada a estar sozinha em casa, é aqui que trabalho e é aqui que estou quando o meu filho está na escola e o meu marido está a trabalhar. Agora a esta hora, francamente não me lembro da ultima vez que aconteceu.

Livros

Hoje decidi organizar a estante dos livros, que é como quem diz, a nossa biblioteca (e sim, tenho muito orgulho nela). Como sempre, comecei com todo o entusiasmo mas rapidamente esmoreci. De qualquer forma, ficou bem melhor e um dia destes completo a tarefa. Vem esta conversa toda só para contar que fiquei boquiaberta com a quantidade de livros de puericultura que tenho. De falta de informação não me posso queixar!

Do blog II

Obrigada pelos comentários. A decisão está tomada, mantenho-me "anónima" e não se fala mais nisso. Um dia quando o encerrar, logo se vê.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Do amor

Sempre que assisto aos pequenos momentos de autonomia do meu menino, emociono-me e sem conseguir controlar, as lágrimas caem-me pelo rosto. Foi assim no primeiro audiograma que fez, acontece em todas as festas em que participa no infantário e ontem repetiu-se durante a aula (experimental) de judo a que o levámos. Emociono-me ao ver aquele sorriso aberto, como só ele sabe sorrir, emociono-me porque o vejo lentamente a transformar-se numa "pessoa". O amor que se sente por um filho é absolutamente avassalador.


Do blog

Ninguém do meu círculo de pessoas conhece este blog. Também não conheço assim tantas pessoas com quem gostasse de partilhar o que aqui escrevo. Ultimamente tenho andado a pensar nisso e tenho tido muita vontade de partilhá-lo com duas pessoas: a minha irmã e uma amiga. Mas não estou certa se será uma boa ideia, tenho receio de me sentir (e ainda mais) condicionada naquilo que escrevo. Se não for pedir muito, partilhem comigo a vossa experiência. Também estão "anónimas" como eu? Partilham com pessoas que conhecem (pessoalmente)? arrependeram-se? Muito agradecida

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ontem

Foi dia de irmos tratar do cartão de cidadão do jovem cá de casa. Está a ficar um crescido este meu filho...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Mas em mundo esta gente vive?

Nos dias que correm, quando se devia apelar para que os direitos das mulheres, enquanto mães, fossem garantidos, quando se devia condenar o facto de muitas mães serem penalizadas por saírem a horas dos seus empregos, para estarem mais tempo com os filhos, o facto de muitas mães deixarem os seus filhos doentes nos infantarios, por receio de perderem os seus postos de trabalho. Numa altura em que dois ordenados não chegam para as despesas, quanto mais um, aparece um cardeal a defender que o estado deve criar condições para que as mulheres fiquem em casa a educar os filhos! Mais uma vez reforço a minha ideia de que a igreja está completamente ultrapassada e que hoje em dia não serve para nada. Adenda: post (mal) escrito, a partir do meu telemóvel

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Público versus Privado

A propósito dos comentário a este post da Cócó na Fralda ocorreu-me que ainda não tinha aqui exposto as minhas "preocupações" em relação ao filho. A verdade é que, se houver vagas, em Setembro ele entra para escola primária. E é óbvio que já ando a sofrer um pouco por antecipação. Por aqui não há muitas alternativas, ou um complexo escolar (com carradas de meninos), ou outra escola mais antiga e tradicional (a escolha mais provável) ou um colégio privado que vai só até ao quarto ano (este descartado, pois o João andou lá no primeiro ano de creche e não gostei). Há poucos meses atrás cheguei a por a hipótese de o inscrever num colégio em Lisboa, uma loucura atedendo a que, nem eu, nem o pai trabalhamos lá e seriam 80 km todos os dias. Felizmente, graças à crise e ao bom senso do meu marido, lá me convenci que será para uma escola pública que ele irá. A verdade é que sempre fui defensora do ensino oficial, foi lá que sempre andei, e considero que me preparou convenientemente para o futuro. Não nego que o que me impulsiona não é a qualidade do ensino mas a segurança. Não tenho ilusões, se não for bem acompanhado em casa, tanto faz andar numa pública como numa privada. Agora a questão da segurança apavora-me, ele ainda é tão pequeno, tem sido tão protegido, está neste colégio desde o ano e meio de idade, onde não frequentam mais de 20 meninos, e de repente vai para uma espaço maior, com muitas mais crianças, com outro ambiente, outras regras... enfim, é uma preocupação, não nego. Mas depois penso que também me custou, é curioso mas tenho memória do meu primeiro dia de escola, lavada em lágrimas e agarrada às pernas da minha mãe. Apanhei uma besta adepta das reguadas, convivi com a descriminação (social) tão ´frequente nos meios mais pequenos. Apanhei as diferenças no tratamento dos meninos filhos de Sr. Professores, ou de Sr.Eng. relativamente aos meninos filhos da costureira, ou  do sapateiro. E sobrevivi. Porque haveria de ser diferente com o meu filho? são outros tempos, eu sei, mas cá estaremos para o apoiar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Há quem diga que hoje é o dia do amor


Hoje está ser um dia emocionante, todo ele dedicado às burocracias. De manhã, rumei à Segurança Social cá do burgo, a ver se consigo diminuir a minha contribuição à SS. É que, com o novo código contributivo, os trabalhadores independentes são taxados de acordo com os últimos rendimentos declarados. Ora como os últimos rendimentos declarados se reportam a 2010, ano de vacas gordas para mim, em 2012, ano de vacas magras, pago atendendo àqueles rendimentos. Pois bem, ou eu sou muito burra, ou isto não faz qualquer sentido para mim. Vejamos, se sou prestadora de serviços, não aufiro rendimentos fixos, num mês tanto posso receber 5 euros como no mês seguinte, 5 mil. No meu caso em particular, encontro-me este ano a pagar o equivalente a mais de 25% do que recebo por mês (em 2012). E se as coisas se mantiverem como estão, vou continuar a pagar este montante até Outubro, altura em que será efetuada nova revisão, desta vez de acordo com os rendimentos de 2011. Em suma, o que quero dizer, e a título exemplificativo, é que este mês o que recebi não chega para pagar a Segurança Social e o IVA (a segunda burocracia do dia). Portanto chego à brilhante e motivadora conclusão que ando a trabalhar para pagar impostos. É bom, muito bom.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Isto dói-me profundamente

Frases do meu filho que me preocupam:
" Eu sei que não vou conseguir"
"Já sabia que ia perder"
"Mamã acho que não vais conseguir ..."

São três exemplos bem elucidativos do pensamento "negativo" que o meu filho de 5 anos demonstra. Procuramos contrariar, fazendo-lhe ver que é melhor acreditar no melhor que no pior, mas parece que está tão enraizado nele...
Não posso ser ingénua ao ponto de não acreditar que a culpa é em parte minha. Estas frases são também minhas, este discurso do copo como meio vazio é meu. E lamento profundamente ter-lhe "passado" tal característica.

Semanas complicadas

Estas duas semanas que passaram foram para esquecer. Trabalhos para entregar, frequências, exames, trabalhos da faculdade, tudo na mesma altura. Foram dois fins de semana com o puto a andar por casa um pouco aos caídos (a falta que me faz ter família por perto nestas alturas de maior aperto), e não me orgulho nada disso. O próximo fim de semana tem que ser todo para ele.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

É a vida ou, vai-se andando...

Isto tem andado parado, mas na verdade a minha vida tem sido uma animação pegada. Depois de ter andado quase um mês sem fazer nenhum, eis que nas vésperas de uma das frequências mais importante , surge um trabalho com prazo de entrega para...ontem. Claro que em tempo de crise, não poderia dizer " desculpe mas não posso aceitar porque daqui a poucos dias tenho um teste" . Resultado, não estudei nada e chumbei. Hoje é a prova global (no meu tempo de estudante, no século passado, não havia nada destas provas globais) e, ou passo, ou vou a exame (sendo repetitiva, não posso ir a exame, porque a faculdade é privada e o exame custa os olhos da cara e ... estamos em crise). Para ajudar à festa o puto anda impossível, uma mistura de bebé birrento com adolescente insolente, que eu diria, explosiva. Já dou por mim com aquele pensamento positivo que tanto me caracteriza de "onde é que estou a falhar?"
Para completar o rosário de queixas, estar volta ao ativo tem me feito lembrar que fraturei a coluna e que isto ainda não está a 100%, mas (é a ultima vez, prometo) a bela da crise não me permite, primeiro: abrandar o ritmo e segundo: continuar na fisioterapia. Resta-me a natação para a qual já me baldei na semana passada, por causa do estudo e do trabalho. E era isto.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Por aqui

Nada de novo. Dividida entre o trabalho, o estudo e a família.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amigdalite e o meu momento "serviço publico"

Ontem apercebi-me que, felizmente, foram poucas as vezes que ouvi o meu filho chorar por dor. Por culpa de uma amigdalite teve que levar uma injecção de penicilina, e o que ele chorou... Escusado será dizer que o meu coração ficou em pedaços bem pequenos. Mas a verdade é que a dita injecção foi eficaz e hoje, já parece outro. Amanhã regressa à escola depois de três dias em casa e eu retomo o meu estudo de Física que diga-se, não está lá nada bem.

E já me esquecia do meu momento serviço público: Para quem tem seguro de saúde a Cuf Infante Santo tem, desde o início deste mês, um serviço de consultas não programadas. Ou seja, se o vosso filho estiver doente e não o quiserem levar às urgências podem recorrer a este serviço que, se a memória não me falha, funciona das 8h00 às 20h00. Segundo a pediatra do João, que ontem estava por lá de serviço, esta modalidade já existe na Cuf Descobertas, mas  como já funciona há mais tempo, costuma estar um caos. Obviamente que na Cuf Infante Santo estava tudo muito calminho, provavelmente por desconhecimento das pessoas. Correu muito bem e o meu filho foi muito bem tratado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Coisas que me têm irritado

Eu sei que às vezes sou picuinhas, e se calhar estou a fazer uma tempestade num copo de água, mas ultimamente na escola do meu filho tem-se passado uma situação quem me tem irritado um pouco. Quando algum menino faz anos, aparecem nas "saquetas" dos recados (penduradas na porta da sala, à vista de todos), os convites para as festas. Tudo bem até aqui. Acontece que os convites não incluem todos os meninos por isso, já é a segunda vez, num curto período de tempo, em que chego à escola e encontro o puto triste porque não foi convidado para a festa do x ou do y, quando entre eles, o x e o y até lhe disse que ele iria à festa deles. Lá lhe tento explicar que quem convida não são os amigos mas sim os pais deles e que não é por os amigos não gostarem dele. Se calhar estou a ver mal isto, mas a mim parece-me uma grande falta de chá. Se não é para convidarem todos os meninos da sala (e tem toda a legitimidade para o fazerem) não colocam os convites à vista dos miúdos, entregam-nos aos pais ou colocam-nos nas mochilas. Será que estou a interpretar mal?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dom Juan

Ontem assim que cheguei à escola fui informada que o meu filho foi apanhado aos beijinhos com uma menina da sala de dele. Temos D.Juan. Mas coitadito, está tão envergonhado que hoje nem queria ir à escola.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Preciso de ajuda


Estar num sufoco financeiro como estou e continuar a alimentar um vício caro como o tabaco é um contrassenso. Mas agora como é que se deixa de fumar de um dia para outro, sem correr risco de andar à pancada a toda a gente que me rodeia? Há um ano atrás, e perante os bons resultados que obtive com a dieta pela acupunctura, tomei a decisão de, pela mesma via, deixar de fumar. Na altura falei com o acupunctor, que me aconselhou a esperar algum tempo, uma vez que emagrecer e ao mesmo tempo deixar de fumar iria descompensar o organismo demasiado e os resultados poderiam ser contraproducentes. Acontece que agora, um ano depois de ter terminado a dieta, (altura ideal, segundo o acupunctor), não tenho dinheiro para iniciar o tratamento, pelo que terei de deixar de fumar sem qualquer ajuda. Só de pensar no assunto fico com crises de ansiedade! Por isso minha gente, ajudem-me, digam qualquer coisa que me incentive (que não seja a tal da força de vontade, que essa eu já sei).


Entretanto

A minha vida continua uma confusão pegada. Tenho portas que se encontram na eminência de fechar e pequenas janelas que se estão a entreabrir.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Vida a dois

Sabem há quanto tempo o meu marido se encontra em casa comigo? Nem mais nem menos que 7 meses. É obra! Estamos juntos 24 horas por dia (salvo raríssimas exceções, em que ou ele ou eu nos ausentámos, por pouco tempo), há 7 meses. Não nego que tem algumas desvantagens, houve dias de maior cansaço, as conversas ficam um pouco limitadas às rotinas do dia a dia, mas a verdade é que daqui a, mais ou menos, um mês, ele retoma a sua rotina, que inclui ausências de três dias por semana e já andamos por aqui os dois a suspirar pelos cantos.
(Claro que tivemos dias maus, em que nos apeteceu aos dois mandar o outro dar...um passeio, digamos assim!)


Estudos

Depois desta paragem forçada, retomei os estudos. Se tudo correr como previsto, em Julho acabo o curso. Este semestre que passou não fui a uma única aula, pelo que agora vai ser muito mais complicado "apanhar" as matérias. Mas não há-de ser nada, a bem da verdade, na minha primeira licenciatura foram mais as aulas a não fui do às que fui. A diferença, é que em vez de ter tido boas notas, passei sempre no limite. Desta vez não vai ser muito diferente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Coisas dele

Há alguns dias que o meu filho nos anda a perguntar quando é que pode ter um filho. Lá lhe fomos dizendo que ainda é cedo, que primeiro tem que encontrar uma menina, blá, blá, blá. Ontem tentei perceber qual o motivo de tal interesse e perguntei-lhe. Pois bem, o meu menino quer o filho para depois poder brincar com ele! Sim, eu sei que na verdade o que ele quer é um mano, mas...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A P... da crise II

Ontem ao consultar a nossa conta bancária, fiquei a modos que petrificada. F..., isto está mesmo mal (e não sei como vai melhorar). Conclusão, fisioterapia suspensa, consulta do filho adiada, consultas e exames meus adiados, gastos todos controlados ao cêntimo, e vamos ver se nos aguentamos até ao final do mês.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cinema

Finalmente, ontem fomos com o meu filho ao cinema. Foi a sua estreia e adorou. Enquanto assistia ao filme pensei na idade que eu tinha quando entrei pela primeira vez numa sala de cinema. Lamento, mas não tenho coragem de a aqui expor. Em relação à idade que o meu filho tem, há uma diferença enoooorme. Outros tempos, sem dúvida.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

1º post de 2012

Acabei o ano a confraternizar, comecei o ano a confraternizar, atendendo que somos um pouco "bicho do mato", é capaz de agourar algo de bom. Acabei o ano na bancarrota, começo o ano na mesma penúria financeira, atendendo a que estamos num ano de crise (ai que original que sou), é capaz de agourar algo de mau. Acabei o ano com algum optimismo, comecei o ano com algum optimismo, atendendo que sou uma pessimista crónica, é capaz de agourar algo de bom. Posso então concluir que o balanço é positivo. A ver vamos.