segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ano Novo

Não sou apreciadora da passagem de ano, entendida como uma data festiva, há muito tempo que assim é. Talvez esteja relacionado com o facto de quando estava na idade das farras com os amigos, o meu pai nunca me ter autorizado. Acho que acabei por me habituar a encarar estes dias como sendo iguais aos outros (claro que não dispenso o champanhe à meia noite e uma refeição mais elaborada, mas é só).
Este ano e como tem sido habitual desde que me casei, a passagem vai ser em casa só com o meu marido e pela primeira vez com o meu filho. E digo pela primeira vez porque no ano passado à meia noite do dia 31 estava nas urgências do hospital, acompanhada pela minha irmã, enquanto o meu marido tratava do nosso filho em casa. Não gosto de me lembrar disso, senti-me tão mal por abandonar o meu filho com apenas 10 dias, mas fortes dores nos rins e no estômago obrigaram-me a recorrer ao hospital. Já passou e este ano vais certamente ser diferente.
Não costumo fazer balanços nestas alturas, vou fazendo-os ao longo do ano. 2007 foi, sem duvida alguma, um ano especial, completamente diferente de todos os anos, obviamente por causa do meu João.
Nem tudo foram rosas, já aqui repeti que a adaptação ao meu novo papel de mãe foi difícil e houve muitos momentos complicados, mas não trocava este ano por nada neste mundo. Modificava muitas coisas, é certo, a inexperiência era muita, mas já percebi que isto de ser mãe é estar sempre aprender e tenho perfeita consciência que vou errar muitas mais vezes.
Em relação ao novo ano que aí vem, não tenho ilusões, vão existir momentos bons e momentos maus, e eu apenas desejo ter saúde para poder acompanhar o crescimento do meu filho. O amor já o tenho, e esse é infinito.
Para todas que me lêem desejo um óptimo 2008 e que este ano vos traga mais momentos bons, que momentos maus. E claro, muita saúde, muito amor, muita paz e .... TUDO DE BOM!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Do Natal

O Natal correu bem, o meu filho foi a estrela da festa e portou-se lindamente, muito sociável, simpático e sempre bem disposto. A consoada foi passada com os familiares do meu marido, mas no dia de Natal desforrei-me com os meus pais, e soube-me tão bem...

Estou numa fase de pura paixão pelo meu filho, desprovida de quaisquer pensamentos negativos, embevecida com a sua vertiginosa evolução. Acreditem que nunca pensei que fosse assim, cada dia há algo de novo, uma nova brincadeira, um gesto diferente, uma expressão que não lhe conhecia...Por vezes dou por mim já a sentir saudades do que estou a presenciar.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Um Feliz Natal

Amanha vou para a "terrinha" passar o Natal com a família. Estou de regresso na próxima quarta feira. Aqui que ninguém nos ouve, não estou com grande vontade de ir. Não é que não queira estar com os meus pais, mas na verdade o que eu queria era estar somente com eles.

Desejo-vos um bom Natal, cheio de momentos de amor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Post lamechas (mas sincero)

Uma das consequências de se viver numa grande cidade como Lisboa é a dificuldade que se tem em se cultivar as amizades. Não é muito fácil combinar um lanche ao fim do dia para pôr a conversa em dia, pois a distância e o trânsito que se apanha para regressar a casa não o permitem. Apercebi-me disto assim que cheguei a Lisboa para estudar, a maioria dos colegas eram de cá e tinham as suas vidas, o mesmo já não se passava com minha irmã que estudava em Coimbra onde quase todos vinham de fora. De início estranhei, vivia sozinha num quarto alugado jantava sozinha numa cantina e foi assim até começar a viver com o meu marido. Depois habituei-me e comecei a apreciar este estado solitário. Não me faz confusão a solidão física, nunca me fez. Desde que vivo com o meu marido que todas as semanas ele se ausenta três dias e acreditem que tirei sempre partido destes momentos. O mesmo já não digo em relação à solidão emocional, que não é mais do que não ter quem nos ouça quando disso estamos a precisar.
Tudo isto é para dizer que graças à vossa genorosidade e à vossa disponibilidade tenho-me sentido apoiada duma forma que há muito não sentia. Não vos conheço pessoalmente mas acreditem que sinto um carinho muito grande por todas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Do meu filho

Para desanuviar, e porque é o que realmente importa, hoje vou dedicar este post ao meu filho. Na semana passada foi á consulta de 1 ano numa nova pediatra. É a terceira tentativa e espero que a última. Não me considero uma mãe chata que está sempre a ligar ao pediatra, aliás neste ano contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que o fiz, agora numa altura em que estava a precisar de ajuda, não ter tido resposta aos meus telefonemas, para mim foi o suficiente para ficar seriamente aborrecida. Tirando o facto de estar com uma faringite e aparentemente com gastroenterite, o João está bem. Não aumentou de peso relativamente à consulta anterior, mas segundo a médica tal deve-se ao facto do meu filho já estar a necessitar de outro tipo de alimentação, o que para mim não foi surpresa. Há já algum tempo que ele manifestava muita vontade de comer o que nós comemos e parecia estar farto das sopas com carne (a outra pediatra não fez alterações na alimentação a não ser acrescentar a gema de ovo). Assim, a partir de agora o meu pequenino pode comer tudo o que nós comemos, com excepção dos enchidos, carne de porco e morangos. Como disse a médica, ele entrou lá um bebé e saiu um homem (lol)!!!

Quanto às proezas, as novidades são tantas e a evolução é tão rápida que eu ando espantada e encantada com aquilo que o meu filho nos vai oferecendo:

Continua um dançarino, não pode ouvir música, começa logo a abanar o corpo.

Adora dar pontapés na bola e tenho que admitir que tem jeito.

Quando lhe dou uma bolacha para ele comer, pega nela encosta-a à minha boca para que eu também coma e depois come ele.

Sempre que vê algo parecido com um telemóvel, encosta logo ao ouvido (esta proeza não achei grande graça, pois é sinal que nos vê fazer este movimento muitas vezes)

Embora eu nunca lhe tenha "ensinado" (por embirrar com a brincadeira) alguém no infantário se encarregou de praticar com ele a "pitinha põe o ovo...".

Hoje ao jantar não sossegou enquanto não lhe demos uma colher igual à nossa, de repente começa a bater com ela no prato e a levá-la à boca, como se estivesse a comer!!

Também está um mimado, há uns dias atrás entalou ligeiramente os dedos numa gaveta da cozinha (que ele teima em abrir e fechar repetidamente), desatou numa choradeira e eu, obviamente confortei-o. Ontem, enquanto eu andava atarefada na cozinha ele lá apareceu, começou a abrir e a fechar as gavetas e eu fiquei atenta para que ele não se magoasse. De repente ele fecha a gaveta e desata a chorar sempre a olhar para os dedos, como se se tivesse magoado. E digo como, porque eu vi que ele afastou os dedos quando fechou a gaveta e tenho a certeza que não os entalou!!! Foi tudo para chamar a atenção!!!

Na quinta feira o meu lindo filho faz um ano de vida e aqui a mãe "desnaturada" não tem nada preparado para festejar o dia.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Desabafo muito longo

Não há dúvida que estou com uma depressão. Sinto-me profundamente triste, apática, sem vontade de nada. Apetece-me isolar-me, ficar no meu canto, não ter que falar nem ver ninguém. Sei que não tenho motivos para estar assim. Tenho um filho lindo que amo como nunca pensei ser possível amar alguém. Tenho um marido que amo e que sei que sente o mesmo por mim, que procura sempre fazer tudo para me ver bem. Profissionalmente encontro-me naquela que considero ser a melhor fase, num percurso que foi sempre muito atribulado.
Não escondo que o facto de achar que o meu filho me rejeita muito tem contribuído para este meu estado de espírito. Sei que estar assim e pensar assim ainda agrava mais o problema, mas a verdade é que não estou a conseguir libertar-me desta teia. Os episódios de depressões são frequentes na minha vida, mas já há algum tempo que não me sentia tão por baixo. Procurei sempre ultrapassar estas fases, tenho sempre uma grande vontade de ficar bem, de me sentir bem. Na minha adolescência sofri de anorexia, numa altura em que ainda não se ouvia falar deste problema como se ouve actualmente. Foram uns anos muito complicados e de uma solidão enorme. Emagreci 20 kg em seis meses, entrei numa grande depressão, era muito nova mas não descansei enquanto não descobri o que se passava comigo. Um dia, numa livraria encontrei um livro que relatava os problemas da adolescência e um dos capítulos fazia uma breve referência à anorexia nervosa. “Identificado” o problema, pedi à minha mãe que me arranjasse uma consulta num psiquiatra e lá fui. Recordo-me do médico me ter dito que era a primeira vez que um paciente chegava ao consultório com o diagnóstico traçado. O resultado não foi o melhor, tomava dezasseis comprimidos por dia que me deixavam a dormir quase 24 horas, continuei a não comer e a depressão não desapareceu. Estive internada durante uma semana e depois mais quinze dias em regime de hospital dia (acho que era esta a designação, ia para lá de manha e regressava a casa à tarde) julgo que foi uma espécie de cura de sono que ao fim ao cabo nada curou.
Rendido, o psiquiatra aconselhou-me a ter consultas com uma psicóloga, e esta foi sem dúvida a melhor opção. Entretanto conheci aquele que é actualmente o meu marido e apaixonei-me perdidamente, foi também por esta altura que entrei para a universidade em Lisboa o que me obrigou a sair de casa e a descobrir o mundo. Esta conjunção de acontecimentos fez com que eu melhorasse, comecei a ganhar peso e a sair da depressão. Não fiquei “curada” da anorexia, ainda hoje lido mal com a alimentação mas julgo isto me irá acompanhar para o resto da vida. Há cerca de dez anos atrás, um pouco após ter terminado o curso, voltei a ter uma enorme depressão. A entrada na realidade do trabalho e o desencanto (para não dizer pior) em relação ao meu curso, em muito contribuíram. Por outro lado, com a minha vinda para Lisboa, interrompi o tratamento com a Psicóloga, quando aquele ainda estava muito no início. Um dia a minha médica ginecologista aconselhou-me a fazer psicoterapia. Segundo ela, e eu sinceramente acredito, as tristezas da alma influenciam a saúde do corpo e talvez estivesse ai a explicação para as infecções urinárias recorrentes, para os cálculos biliares e mais grave ainda, para o carcinoma no colo do útero (que se desenvolveu com uma rapidez enorme). Assim, e mais uma vez na ânsia de me sentir bem, segui o conselho e recorri à psicoterapia, que faço até aos dias de hoje (e já lá vão seis anos). Tem constituído para mim algum esforço financeiro, abdico de algumas coisas para poder continuar a financiar as consultas. Nesta altura, e por mais estranho que pareça, tenho-me questionado se não estará na altura de fazer uma pausa, de tentar por mim, com as ferramentas que lá adquiri, superar as minhas tristezas e angústias. Não sei bem o que faça, não sei se não será uma decisão precipitada numa altura em que não me sinto bem, mas o facto de me questionar precisamente agora, não será um sinal de que este é o momento de parar? Sinceramente não sei o que faça, gostava de ter resultados mais imediatos, gostava de agora não me estar a sentir assim, gostava de estar a desfrutar o meu lindo filho e da maravilhosa experiência que tem sido vê-lo crescer.

Das doenças

O meu filho já está melhor, foi-se a prostração, o olhar mortiço e voltou o sorriso lindo e a energia sem fim. Desde ontem que anda esfomeado e nunca fica satisfeito com o que come. Sinto que me saiu um peso de mil toneladas de cima ao vê-lo assim.
Não sei se apanhei o mesmo vírus, mas ontem não comi quase nada e à noite vomitei o pouco que tinha ingerido. Hoje de manhã tive uma pequena diarreia. Ficou por aqui, mas continuo muito enjoada e sem apetite. Para além disso, estou NOVAMENTE constipada!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Para completar o ramalhete

Agora parece que está com gastroenterite. Ontem ao jantar fartou-se de vomitar, foi aflitivo. Por volta da uma da manhã teve diarreia. Está a ser complicado dar-lhe líquidos, não quer nada, nem comer nem beber. Hoje ficou em casa comigo, tem estado choroso, só quer colo e miminhos. Está tão magro o meu filho, só espero que isto passe depressa.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Post longo ( e muito mal escrito)

Não tenho andado com disposição para escrever, o cansaço (sempre o cansaço) e a falta de tempo têm-me levado a descurar um pouco deste meu canto que eu tanto prezo. Hoje "obriguei-me" a vir aqui resumir o que se tem passado nos últimos dias. Tal como escrevi no post anterior o meu filho tem estado doente. Na madrugada de segunda acordou a chorar, fui ao quarto e ele estava ligeiramente febril, dei-lhe ben-u-ron e preparei-me para me ir embora. Este trabalho estava marcado há algum tempo e tinha mesmo de ir para fora estes dois dias. O meu marido levou-o ao infantário pois ele aparentemente estava bem, mas por volta do meio dia recebo uma chamada da educadora a avisar-me de que o João estava com 38º de febre. Perguntou-me se ele tinha vomitado e se tinha tido diarreia no fim de semana, pois estava a acontecer com os outros meninos. Liguei ao meu marido e ele foi buscá-lo, tendo passado o resto dia mais ou menos bem, quase sem febre, embora queixoso. Na terça, confirmou-se que estava com uma conjuntivite,já não foi para o infantário e ficou com o pai o dia todo. Quando regressei ao final do dia e vi o meu filho apercebi-me de imediato que ele não estava bem, fez-me tanta confusão os olhos dele e principalmente o ar abatido que apresentava. Decidimos ir com ele ao hospital, mas quando lá chegámos estava tanta gente que adiámos para o dia seguinte. A noite de terça para quarta foi péssima, muita febre, muito choro, muito queixume. Começou a ficar sem voz, recusava-se a comer e a tosse começou a aumentar. Na quarta ao final do dia fui com ele ao hospital com a minha irmã, pois agora tinha sido a vez do meu marido ir para fora trabalhar. O diagnóstico foi de uma infecção no ouvido direito e na garganta, continuar com o ben-u-ron e alternar com Brufen. Quinta feira, mais febre muita tosse e muita mas mesmo muita sonolência, o meu bebé super activo estava irreconhecível, sempre ao colo e a dormir. A prostração dele começou-me a preocupar e decidi levá-lo a outro hospital. Foi uma decisão precipitada da minha parte, pois fui sozinha com ele o que não foi nada fácil. Assim que cheguei ao hospital a prostração que ele vinha a apresentar, de repente deu lugar a uma grande agitação. O garoto não sossegou um minuto, queria colo, depois queria andar, depois colo novamente, e eu lá andava toda esbaforida, com a minha carteira ao ombro com o saco das fraldas e afins, a correr atrás dele. Hoje ainda me estão a doer as costas do esforço que fiz naquele dia. lol. O tratamento foi mais cuidadoso que no outro hospital, e desta vez o diagnóstico foi uma amigdalite de origem viral (foi feito um exame para detectar de era de origem viral ou bacteriológica). Nos ouvidos não detectaram nada!!!! Receitou-lhe o brufen e eventualmente ben-u-ron, para o caso da febre não baixar, e um xarope para a tosse.

Na sexta continuou mais ou menos na mesma, menos febre mas muita tosse e muita sonolência. Felizmente hoje já estava bem melhor, que é como quem diz, só a fazer asneiras e a não parar um segundo. O que parecia era que queria compensar o tempo perdido, pois pura e simplesmente se recusou a dormir o dia todo. Agora ao deitar a tosse atacou novamente, mas pelo menos não teve febre.

Falta dizer que fiz não sei quantas chamadas à pediatra do meu filho, às quais ela nunca respondeu, o que me parece ser motivo mais que suficiente para a mandar "dar uma volta".

Para terminar este (já muito longo) post, quero apenas partilhar uma cena que hoje se passou e que me deixou completamente sem palavras e tremendamente comovida. Estes dias não têm sido fáceis, o meu filho tem estado doente como eu nunca o tinha visto, e tem claramente procurado conforto no colo do pai. Hoje ao final do dia eu o meu marido tivemos uma pequena discussão, ou melhor, uma troca de palavras mais acesa. Eu sei que foi um disparate, sempre tivemos cuidado para isto nunca ocorresse na presença do nosso filho, mas hoje aconteceu. Tudo se passa está o Joãoao colo do meu marido (depois de ter feito uma berraria no meu, porque queria ir para o colo do pai), de repente ele olha para mim, faz força para que o pai o ponha no chão, vem direito às minhas pernas e agarra-as para que eu lhe pegue. Ficou no meu colo quase o resto da noite, muito sossegadinho, como que a confortar-me. Não tomou o meu partido contra o pai, nada disso, acho que se apercebeu da minha tristeza e quis dar-me um miminho.

Adenda: Falta apenas dizer que apesar de não comentar, tenho tentado acompanhar os vossos cantinhos. Espero em breve ter mais tempo para vos dedicar. Agradeço a todas o carinho que me tem dado, na terça-feira quando cheguei, depois de ter lido os comentários que me tinham deixado, senti um conforto tão bom!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Só para dizer

Regressei na terça e encontrei o meu filho doente. Para além de uma conjuntivite, está com uma infecção num ouvido e na garganta (julgo que foi isto que o médico, que o assistiu ontem no hospital, disse). Custa-me vê-lo assim, queixoso, abatido e muito apático. Estou sozinha com ele, pelo que não me resta quase tempo nenhum para aqui vir.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Pela primeira vez

Desde que o meu filho nasceu vou passar um dia sem o ver. Vou para fora em trabalho e regresso na terça. Ele vai ficar com o pai, pelo que sei que vai estar bem. Agora eu...
não imaginam como me estou a sentir.

Estou

Cansada de mim, cansada de ser como sou, cansada dos meus pensamentos, cansada das minhas tristezas. Será que alguém me pode substituir, por favor?

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sinto e quero

Foi mais uma semana de muito trabalho e muito cansaço. Anseio pelo fim do ano, na esperança de que o meu tempo seja realmente meu. Sinto-me estranha, não estava habituada a não ter tempo para mim. Sinto a falta de não fazer nada, sinto a falta dos meus momentos de solidão comigo mesma. Sinto a falta dos livros, dos filmes e de música, de boa música. Sinto falta de sentir.
Quero estar com o meu filho, quero estar com o meu marido e quero cumprir com os meus compromissos profissionais. Quero estar disponível para a família e para os amigos. Quero comprar os presente de Natal, embrulhá-los eu mesma e sentir verdadeiramente o espírito natalício. Quero decorar a minha casa, quero arrumar a minha casa, quero decorar o quarto do meu filho. Quero preparar a festa de aniversário do meu filho. Quero estar com o meu filho sem preocupações nem pressões. Quero sentir-me viva...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Dia azarado

Ontem tive mais um dia daqueles em que corro contra o tempo, com milhentas coisas para fazer. Correria e cansaço não são boas combinações e ontem tive a prova disso. Fui a Santarém em trabalho, deixei o carro num parque de estacionamento e na altura em que tiro o tiket, recebo uma chamada no telemóvel. Não faço a mais leve ideia do que fiz ao bilhete, e quando vou para sair, vasculho tudo, carteira, bolsos, pasta de trabalho, carro e não o consigo encontrar. Resultado: 11, 80 Euros de multa e uma grande pilha de nervos. Com isto tudo atraso-me, quero ir buscar o João antes das 17h30 mas os ponteiros do relógio não param. Acelero um pouco e consigo chegar ao infantário antes das 18h. À noite, depois de ter deitado o meu filhote, arrumo a cozinha, pego no taparware com a sopa que tinha feito para ele, para durar pelo menos três dias, e inexplicavelmente largo-o da mão. Resultado: sopa espalhada por toda a cozinha, um ataque de choro seguido de um ataque de riso. Fui para a cama cedinho pois achei que era um perigo manter-me acordada.

sábado, 24 de novembro de 2007

Do Cansaço

Hoje decidi fazer uma análises que me tinham tido prescritas em Agosto deste ano. Levantei-me fiz o xixi para o boião, e lá fui. Quando chego ao laboratório, procuro o papelinho da médica e ... nada, tinha-me esquecido dele em casa.
Ao tentar fazer um telefonema cujo número sei de cor há bastante tempo, eis que me dá uma branca e não há maneira de me recordar do número.
Mas o pior foi, após usar o meu telemóvel, quis bloquear o teclado (como faço não sei quantas vezes por dia) e não consegui por, pura simplesmente, não me lembrar de como era.

Prazeres II

Não consegui por o vídeo na mensagem anterior por isso segue aqui.

Prazeres

Tenho muita pena de não poder assistir a este espectáculo que irá decorrer esta segunda-feira no CCB. Já vi o filme há alguns anos atrás e fiquei fascinada pela genialidade do pianista Glen Gould. Quando ouço as Variações Goldberg tocadas por ele fico sempre com a impressão que quando Bach as compôs, queria que fossem interpretadas tal e qual como Gold interpreta.
Em relação ao livro "O Náufrago" de Thomas Bernhard, li-o há relativamente pouco tempo, achei-o profundamente triste, mas ao mesmo tempo muito belo.
Uma vez que não vou poder assistir, decidi pesquisar e eis que encontrei este vídeo, que aqui deixo para quem quiser ver e ouvir.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Falta precisamente um mês

Para o meu filho lindo completar 1 ano de vida. O tempo passou depressa, depressa demais mesmo. Hoje, enquanto conduzia, numa das muitas viagens que faço por este nosso país, lembrei-me de um episódio de infância, não sei porque pensei nele, nem qual o significado desta recordação. Deveria ter uns 10 anos, não sei precisar a idade, quando foi viver para a casa ao lado da minha, um casal com uma bebé recém nascida, a Tânia. Não me recordo como nos começámos a relacionar, mas a partir de determinada altura aquela bebé começou a fazer parte da minha vida. Quando chegava da escola costumava ir para a casa dela, adorava a bebé, pegar nela, dar-lhe a papa, era a minha boneca para brincar às mães. Lembro-me que a partir de determinada altura a mãe, quando precisava de sair, deixava a Tânia comigo e com a minha irmã e nós tomávamos conta dela, mudávamos-lhe a fralda, dávamos-lhe de comer, embalavamo-la para ela dormir... Passado alguns meses tiveram que mudar de casa, e foram viver para outro local. Fartei-me de chorar, lembro-me perfeitamente da tristeza que senti ao ver a bebé ir-se embora. Há uns anos atrás revi-a, reconheci-lhe perfeitamente as feições, já tinha casado e estava grávida.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Da semana e não só

A semana passada foi complicada, muito trabalho e pouco tempo livre e ao que parece esta vai pelo mesmo caminho.
Pela primeira vez desde que o meu filho está no infantário só o pude ir buscar perto das 18 horas, custou-me muito apenas passar com ele umas míseras 3 horas por dia durante toda a semana. A parte boa é que ele parece estar mais adaptado, deixo-o mais satisfeito e principalmente, encontro-o mais satisfeito e isso sem dúvida que é um descanso. Hoje ainda choramingou, mas é Segunda e o fim de semana foi de arromba com os papás lol.
Continua um ranhoca e começo a desconfiar que assim vai continuar por todo o Inverno.
Voltou a chuva e está um frio de rachar, deixar o meu filho no infantário foi uma aventura!! Alguém me explica como é que se retira uma criança do carro com um guarda chuva na mão? Disse tantas asneiras logo pela manhã, o que vale é que ele ainda não percebe!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Não abandonei

Apenas estou a ter uma semana de muito trabalho, que me tem ocupado grande parte do tempo. Mas isto faz-me falta, confesso.

domingo, 11 de novembro de 2007

Mais do mesmo

Quanto mais visito babyblogs mais me convenço que me devo afastar da blogosfera. O motivo é o mesmo e dele já não consigo falar mais. Não me sinto capaz de continuar a escrever nem de continuar a ler. Reparo que os meus post são cada vez mais superficiais, assim como os meus comentários. Estou consumida por angustias, tristezas e inseguranças e nada de bom tenho para dar. Criei este espaço por causa do meu filho, não para escrever exclusivamente sobre ele, é certo, mas para partilhar a descoberta de ser mãe. Nesta altura sinto-me isolada na minha angústia, completamente deslocada, espectadora do que gostava de ter e sentir, e não me está a fazer bem.
Não me estou a despedir, se por um lado sinto que me devo afastar, por outro tenho vontade de cá voltar, não só para vos ler, mas também para vos contar:
- que o meu filho adora dançar, assim que ouve uma música começa logo a abanar o corpo, enquanto bate palmas;
- que agora tem uma brincadeira nova que é por-se atrás do braço do sofá, baixar-se (esconder-se) e levantar-se (aparecer) ao mesmo tempo que grita "" ou outro som parecido;
- que anda por todo lado e não quer que lhe demos a mão;
- que está completamente possessivo em relação ao pai, que é só pai , pai, pai, pai, pai...
- que o amo muito, muito, muito, muito, muito....

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Há três dias consecutivos

Que o meu filho não fica a chorar sempre que o deixo no infantário. Vai pacificamente para o colo da Educadora e depois acena-me.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Desigualdades

A minha querida mana é professora e há dois anos que se encontra colocada numa escola, numa terriola que fica a cerca de 50 Km de Lisboa. Hoje contou-me um episódio que me deixou de boca aberta e ao mesmo tempo triste. Está a ser levada a cabo uma "campanha" para que os alunos lavem os dentes, pelos vistos há crianças (alunos do antigo 8º e 9º anos) que nunca lavaram os dentes na vida, mas pior que isso é que nem sequer sabem como é que se faz!! Este episódio vem de encontro a outras situações de pobreza, trabalho infantil, alcoolismo, gravidezes em adolescentes, etc. etc. etc.
Como é que é possível que nos dias de hoje e numa aldeia tão próxima de Lisboa isto pode acontecer? Como é que um país tão pequeno como o nosso apresenta tamanhas desigualdades?
Isto revolta-me e entristece-me.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Curtas

Continuo tão cheia de trabalho que nem sei por onde começar. Tudo o que devia ter feito nos últimos 6 meses, vai ter que ficar concluído até ao final do ano, portanto afiguram-se 2 meses terríveis para mim.

O meu filho está cada dia mais engraçado, continua a chorar quando o deixo no infantário e para além do choro descobriu o poder do beicinho.
Anda cheio de ranhoca e com muita tosse, embora sem febre e bem disposto. Eu só espero que não adoeça novamente.

domingo, 4 de novembro de 2007

Desafio

A Mónica desafiou-me por isso cá vai:

Olhos: castanhos.
Cabelo: castanho escuro.
Altura: 1,62
Ascendência: Portuguesa.
Signo: peixes.
Sapatos que está a usar: chinelos.
Medo: De perder os que mais amo, tenho mesmo muito medo...
Objectivo que gostaria de alcançar: sentir-me em paz comigo mesma.
Frase que mais uso no messenger: Iniciei-me agora no messenger.
Melhor parte do corpo: cabelo lol!
Pepsi ou cola: coca-cola, sempre.
Mac Donald's ou Bob's: Mas afinal quem é o Bob?
Café ou capuccino: café.
Fuma? Mais do que devia.
Palavrões: Muito raramente.
Perfume: Não sou fiel a nenhum perfume, agora estou a usar o Gold de Donna karan.
Canta? Muito!!
Toma banho todos os dias? sem excepção.
Gostava da escola? Até gostava!
Acredita em si mesma? tem dias (poucos).
Tem fixação pela saúde? não.
Dá-se bem com os seus pais? muito bem com a minha mãe e assim assim com o meu pai.
Gosta de tempestades? gosto dos relâmpagos.

No último mês:
Bebeu álcool? bebi.
Fumou? e de que maneira!!
Fez compras? Claro.
Comeu um pacote inteiro de bolachas? Se calhar mais do que um!
Comeu sushi? não.
Chorou: Sim.
Fez biscoitos caseiros? não.
Pintou o cabelo? Sim, pintei ontem.
Número de filhos? 1
Como quer morrer? Enquanto durmo.
Piercings? Não.
Tatuagens? Não.
Quantas vezes o seu nome apareceu no jornal? Que eu saiba, nunca.
Cicatrizes? Tenho a cicatriz da cesariana, e tenho mais resultantes de uma laparoscopia (para retirar a vesícula).
Do que se arrepende de ter feito? Arrependo-me de tanta coisa, que é melhor nem dizer.
Cor favorita? Vermelho.
Qual a disciplina favorita na escola? Português e matemática.
Um lugar onde nunca esteve e gostaria de estar? Barcelona.
Matutina ou nocturna? Matutina, por força das circunstancias, mas sou muito mais nocturna!
O que tem nos bolsos? Um isqueiro, dois lenços de papel e um papel informativo de um creme que comprei para o rosto (para ler quando tiver um tempinho) Os meus bolsos são normalmente um autentico caixote de lixo!
Em dez anos imagina-se... não me imagino muito, mas espero estar feliz com o meu filho de 10 anos.

Deixo o desafio a quem o queira fazer.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Neura

Esta semana está a ser muito cansativa. Muito trabalho, muitas chatices, muitas confusões, enfim... Amanhã que deveria ser um dia dedicado ao meu filho, vou passá-lo a preparar uma porcaria de uma formação. Estou de neura!!

Adenda: não tenho tido tempo para visitar e principalmente comentar nos vossos cantinhos, mas no fim de semana ponho tudo em dia.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Mãe complicada

Andei praticamente este mês todo angustiada porque sempre que deixava o meu filho no infantário ele ficava a chorar. Hoje, assim que uma das auxiliares lhe esticou os braços ele foi para o colo dela sem me passar cartão. Fiquei um destroço, agora para completar o dia só falta que, quando o for buscar, ele não queira vir comigo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Na piscina

Hoje foi novamente dia de natação. Mais uma vez o meu lindinho adorou e divertiu-se à grande. Voltei a achar a água um pouco fria, disseram-me que estava nos 29 graus, mas a mim pareceu-me bem menos. No fim da aula, já nos balneários com o meu filho, está uma mãe com a sua menina, que deveria ter os seus 2, 3 anos. A miúda começa a fazer uma birra enorme porque não quer que a mãe lhe vista a roupa, a mãe por sua vez começa a desesperar e tenta vesti-la à força, uma grande gritaria e eu, tal como outras senhoras que lá estão, tento não olhar, para não enervar ainda mais a senhora. De repente olho para o meu filho e ele está em pé, encostado a um banco a olhar fixamente para as duas, sem descolar. A cena é de tal maneira que a senhora começa a dizer para a filha, aquilo que eu espero nunca dizer ao meu: "olha o bebé tão sossegadinho a olhar para ti, deve estar a achar que tu és má!". O meu filho só tem 10 meses, pelo que ainda não percebe, mas a minha vontade era dizer-lhe "meu querido filho não se olha assim fixamente para as pessoas".

sábado, 27 de outubro de 2007

Heranças

De tudo o que associo à minha gravidez, hoje só me lembro que foram 9 meses sem uma única enxaqueca. Depois do meu filho nascer voltaram em força, e hoje é daquelas em que parece que tenho um pedregulho na cabeça que se desloca consoante eu me vou movimentando e que vai chocando contra as paredes do cérebro (gostaram desta imagem?). Mas porque é que que nós só herdamos dos nossos pais aquilo que eles têm de pior?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Viva, Viva

Agora que tinha decidido limitar a minha vinda aqui, eis que a minha querida Luz regressa. A blogosfera está de novo iluminada.

É oficial

O meu lindinho já caminha sozinho, sem se apoiar. Hoje após uma das suas quedas levantou-se sem se apoiar em nada. Está a deixar de ser um bebé para passar a ser um menino. É tudo tão rápido...

Descobri que vou ter que limitar o tempo que passo aqui pois o meu trabalho está amontoar-se e como trabalhadora independente, se não trabalho não recebo. É que isto é mesmo viciante!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Livros

Gosto muito de ler, é um dos meus maiores prazeres. Sempre que vou a uma livraria fico lá horas a ver os livros, a abrir uma página ao acaso e ler alguns parágrafos. Não venho de uma família onde os livros estivessem presentes, não havia dinheiro para os comprar. Mas lembro-me de ainda ser muito nova e a minha mãe me levar a uma loja que tinha no balcão, uma caixa de cartão com pequenos livros para crianças. De vez em quando comprava-me um e eu lia-o repetidamente. Lembro-me de uma vez ter recebido alguns livros que um tio, que na altura trabalhava como camionista de uma empresa de distribuição, me ofereceu. De entre esses livros estava a "As aventuras de Tom Sawyer" do Mark Twain, gostei tanto que o li repetidamente. As leituras obrigatórias na escola não eram para mim um "frete" eram sim, uma oportunidade de ter uns livros novos, foi portanto com prazer que li "Os Maias" e o Viagens da Minha Terra". A minha incursão na leitura continuou com livros emprestados por amigos e outros que de vez quando conseguia comprar, mas que não eram de grande relevância literária. Quando conheci o meu marido, leitor compulsivo desde muito novo, iniciei-me em novas leituras e novos autores, completamente desconhecidos para mim. Assim, li tudo o que havia de John Steinbeck, Abert Camus, alguns do Aldous Huxley, muitos da Marguerite Duras. Li alguns livros de outros escritores tais como Ernest Hemingway, da Virgínia Woolf, do Gabriel Garcia Marques, Boris Vian e tantos outros que é impossível agora enumerar. Há algumas obras que me marcaram particularmente, tais como "O Estrangeiro" de Albert Camus, "Cem Anos de Solidão" do Gabriel Garcia Marques, "A mãe" de Gorki, "Capitães de Areia" de Jorge Amado", o "Arranca corações" de Boris Vian, a trilogia do Senhor do Anéis do Tolkien (lembro-me que li os três livros numa semana, não fazia mais nada, tinha entrado na faculdade e faltei uma semana às aulas para poder acabar de ler, lol), mais recentemente retenho "As Velas Ardem Até ao Fim" de Sándor Márai, um livro lindo, lindo, o "Paula "de Isabel Allende, e "Crime e Castigo" do Dostoiévski, este que foi o último livro que li.

Desde que o meu filho nasceu que não li mais nada, o cansaço e o trabalho não me permitem, mas continuo a comprar livros que se vão amontoando por aqui à espera da melhor altura para os ler. Para a semana vou tentar reunir todos os livros que tenho para ler e aproveitar este meu canto para partilhar convosco.

Greve de Fome III

Hoje liguei à pediatra, disse-me que uma vez que o meu filho esteve doente é normal estar com menos apetite, para ter calma e não insistir. Quando lhe contei que no infantário ele comia bem, respondeu-me que também era normal, que elas têm os seus métodos para que eles comam (?). Hoje ao jantar já comeu bem melhor, vamos ver se lhe volta o apetite.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Greve de Fome II

A greve de fome do meu filho tem-se agravado e eu estou a ficar desesperada. Há já algum tempo que ele anda a comer mal, mas agora quase que não come. Hoje ao jantar comeu três colheres de sopa e não tocou na fruta. De manhã apenas bebeu 100ml dos 210 ml habituais e ao deitar bebeu 40 ml de leite, quando andava a beber 240. Já tentei uma série de estratégias tais como:
dar-lhe de comer ao meu colo,
dar-lhe uma colher para ele se entreter,
deixá-lo chafurdar a mão na sopa
comer ao mesmo tempo que ele
ter o pai a distraí-lo com brincadeiras
alternar a sopa com a fruta
cantar, dançar, fazer o pino (ok, estou a exagerar mas é o desespero).
Poderia pensar que esta falta de apetite está associada à febre que ele teve, mas há um detalhe que para mim faz toda a diferença, é que no infantário dizem que ele come MUITO BEM. Portanto das duas uma, ou me estão a mentir (eu hoje insisti para que me dissessem a verdade) o que é grave, ou é verdade o que é igualmente grave, porque quer dizer que ele só se recusa a comer aqui em casa. Esta cabeça que pensa demais, começa a achar que tem a ver com facto de ele ter ido para o infantário e esta ser uma forma de nos "castigar" (eu sei que foi uma grande mudança para ele, mas a verdade é que ele lá come!!).
Agora as minhas dúvidas são:
Será que ele está doente? Foi à pediatra na terça feira passada e ele estava bem, apenas passou do percentil 50 para o 25 no peso (daí a minha crescente preocupação). No sábado levei-o às urgências, uma vez que ele tinha febre e também não lhe detectaram nada de especial.
Será o sabor da comida? Já perguntei no infantário e parece que as sopas não diferem muito das que eu faço. Para além de se recusar a comer a fruta, as papas, o leite e os yogourt.
Será que está a recusar a comida porque o colocámos no infantário, sendo uma forma de nos chamar a atenção?
Até que ponto é que ida para o infantário o afecta (psicologicamente falando)? Será que se sente abandonado, mais carente? Esta noite que passou acordou às 3h00 e esteve a chorar até quase às 5h00, coisa que não acontecia há muito tempo.
Se alguém me puder ajudar eu agradeço, pois eu já não sei o que fazer. Vou telefonar à pediatra, mas palpita-me que vou ficar na mesma.
Estou tão cansadinha...

"Balanço"

Hoje apetece-me fazer uma espécie de balanço destes últimos 10 meses, em que minha vida se modificou completamente. As modificações começaram quando soube que estava grávida, embora de uma forma muito ténue. Nunca foi o sonho da minha vida ser mãe, não o escondo, nunca tive particular fascínio por bebés, nunca fui daquelas pessoas que se viram para ver um bebé assim que avistam um carrinho. Na minha vida nunca "houve" muitos bebés, tenho uma irmã mais velha que, por opção e por circunstâncias da vida, não foi mãe (e julgo que ficará para tia). Por tudo isto o nascimento do meu filho foi como um terramoto na minha vida. A gravidez foi passada a trabalhar e de certa forma andei um pouco alheada do meu estado (sinto-me triste por isso agora, confesso). Sabia que tudo se modificaria, mas não tinha a noção da dimensão das alterações. Fui mãe por opção, não por acidente, mas nunca ponderei a fundo as consequências.

Os primeiros meses após o nascimento do João foram tremendamente difíceis para mim, acho até, que no primeiro mês não houve um só dia em que não chorasse. Sentia-me, e por vezes ainda me sinto, incapaz de cuidar convenientemente do meu filho, de garantir o seu bem estar e dar-lhe todo o amor que tenho. Por estar distante da família, não tive qualquer apoio, era só eu e o meu marido, e custa muito, custa mesmo muito.

Não me envergonho de dizer que não foi fácil para mim aceitar um novo membro na família (se bem que família tenho agora, porque antes éramos um casal), afinal são 17 anos de vida a dois. Lembro-me de um dia acordar de manhã com o meu filho a chorar e pensar "meu Deus, tenho um bebé em casa e agora?!"

Com o tempo fui-me adaptando, aceitando o meu novo papel de mãe e hoje sei que se o tempo voltasse atrás, eu engravidaria novamente.

Por vezes sinto saudades da minha vida antes de ser mãe, sinto a falta dos momentos só para mim, sinto falta de ler, de ver filmes, de ir a exposições. Estou de certa forma embrutecida sem esses prazeres que me acompanharam toda a vida. Sinto falta de andar na rua de mão dadas com o meu marido. Sinto falta de não fazer nada!!

Não sei se estou a ser boa mãe, acho que poderia e deveria ter sido melhor.
Tenho muito receio que ao tentar ser perfeita, tenha falhado muito.
Às vezes, e nos momentos em que ele procura mais o pai (não queria voltar a este tema, mas…) recrimino-me por não o ter aceite de imediato, recrimino-me pela minha falta de paciência, recrimino-me pelos meus medos e pelas minhas inseguranças.
Não tenho dúvidas nenhumas do amor infinito que sinto pelo meu filho, e quero muito continuar à descoberta deste meu novo e mais importante papel da minha vida.
Sei que não sou uma mãe perfeita, mas como diz uma amiga minha, uma boa mãe é uma mãe suficientemente boa. E eu só espero estar a ser suficientemente boa.

Adenda: quando pensei neste post, o discurso estava minimamente coerente, nada desta confusão que saiu quando comecei a escrever.

domingo, 21 de outubro de 2007

10 meses

Fico espantada com o passar do tempo, há 10 meses que o meu filho nasceu e aproxima-se rapidamente do seu primeiro ano de vida (daí estar quase a chegar à lua na barrinha). Gostava de aqui escrever um post "cor de rosa", mas hoje não me sinto capaz, estou exausta. Pela primeira vez, levei o meu filho às urgências, picos de febre desde quinta feira estavam-me a preocupar. Não tem nada de preocupante, apenas uma constipação, pelo que continua com o ben-u-ron, caso tenha febre. Hoje já me pareceu melhor, embora muito rabugento e com falta de apetite. Começo a desconfiar dos dentes, pois grossas gotas de baba escorriam-lhe pelo queixo. A pediatra acha que não, que os problemas dos dentes são fruto da nossa cabeça, fiquei surpresa, pois sempre ouvi dizer que os o rompimento dos dentes causam mal estar nos bebés!!

A alimentação tem sido extenuante para mim, assim que o sento na cadeira, desata a chorar, começa a afastar a colher com a mão e recusa-se a comer. Dou-lhe um objecto para ele brincar e para o distrair, ele atira-o para o chão, se eu o apanho abre a boca, assim que lho dou atira-o novamente para o chão, cerra a boca e não volta a abrir até eu o apanhar e voltar a dá-lo! Acham normal? Fico desesperada, mas entro no jogo, pois preocupa-me que ele não coma.

De resto está cada dia mais lindo, já dá muitos passos sozinho e sem apoio, palra imenso e não pára um segundo. Sinto um orgulho enorme do meu filho.

sábado, 20 de outubro de 2007

O meu filho

Está quase a chegar à lua. Amo-te meu lindo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Doenças

Eu estou com bronquite (mas a recuperar) e o meu filho hoje está com febre. Parece que as doenças vieram para ficar! Ando sem tempo e sem inspiração para postar.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Agora algo realmente importante

Tenho andado por aqui a lamentar-me e quase que me esqueço que criei este blog, também para falar do meu filho.
Está cada dia mais bonito, já tem quatro dentes que moldam o seu belo sorriso. Neste Domingo foi à sua primeira aula de natação (com a mamã e o papá) e se de início estranhou, passado uns segundos já estava a adorar. É o mais pequenino que lá anda, mas divertiu-se como gente grande.
Adora brincar com bolas, grandes ou pequenas, são actualmente o seu brinquedo favorito.
Já percebe o não, sempre que se desloca para junto da televisão, agarra fios eléctricos, abre portas de armários ou faz outro tipo de disparates, ouve um redondo NÃO, de seguida olha para nós e esboça um sorriso maroto, como que a dizer "estava a ver se vocês estavam distraídos".
Adora "provar" tudo que os papás comem, principalmente pão, é uma delícia vê-lo mastigar.
Hoje, quando o fui buscar ao infantário, as educadoras e auxiliares estavam muito espantadas pois hoje o meu lindinho percorreu, sozinho, toda a sala de uma ponta a outra, sem cair. Não fiquei muita surpresa, sabia que era uma questão de dias, mas saí de lá inchada de orgulho. É tão engraçado ver o meu pimpolho, ainda pequenino, a caminhar pelo seu próprio pé!!
Infelizmente, ainda fica a chorar quando o deixo no infantário, o que me corta o coração, mas em compensação, é tão bom quando o vou buscar ao final do dia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Não Sei

Não sei o que dizer, não sei o que fazer, não sei o que escrever, não sei nada. Cada dia que passa é pior que o anterior. Amo-te tanto meu filho, mas parece que não chego a ti. Sinto-me uma fraude, uma verdadeira fraude.

sábado, 13 de outubro de 2007

Vazio

A blogosfera está mais pobre e eu estou muito triste. Volta querida Luz, fazes muita falta.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Greve de fome

O meu filho entrou em greve de fome, não vejo outra explicação. Lá não comer bem a sopa, a fruta e as papas, eu já estou (mais ou menos) habituada, agora recusar o leite da manhã e da noite é que já me parece preocupante. A alimentação está a tornar-se num problema, ou será que sou eu que estou a criá-lo?
Cada dia é mais difícil deixar o pequenote no infantário, hoje assim que cruzei a porta, desatou a chorar, depois agarrou-se ao meu pescoço e não me queria largar. Fiquei com o coração aos pedacinhos. Quando o fui buscar perguntei à educadora se ele tinha passado bem o dia, ao que ela me respondeu que de certeza que ele tinha passado melhor do que a mãe. Pois...
Continuo com esta gripe maldita (também concordo que não é constipação), que não me quer largar, agora estou na fase da tosse. O que é que virá a seguir??

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Neste momento é esta a minha figura

Nariz vermelho e dorido, boca aberta para poder respirar e costas curvadas com o frio da febre. Esta constipação, veio para ficar. Eu tenho uma explicação, para além do vírus é claro, esta tristeza estúpida que me tem assolado e o facto de estar em dieta. O belo do vírus, adorou estas condições!! Vou até à cozinha comer qualquer coisita, para ver se isto passa.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

E para terminar

Estou a pensar mudar o nome do meu blog para "Mãe Angústiada" Lol , pelo menos é original!

Para não pensarem

Que sou um monstro egoísta, devo aqui dizer que estou seriamente preocupada com o meu filho. Lido mal com a questão da comida, fico muito alerta quando ele não come como aconteceu hoje, em que não tocou nas sopas nem nas papas, e mamou muito pouco leite. Acredito que a febre o tenha deixado um pouco abalado e sem apetite, mas mesmo assim preocupo-me. Para além disso, amanhã, em principio, irá para escola, e depois de um interregno de quatro dias, estou à espera do pior. Estou também apreensiva porque a ida vai coincidir com a partida do pai, para mais uma semana de trabalho, será que ele relaciona?

Nuvens negra (passageiras)

O dia foi mau, mesmo muito mau. O meu filho, acordou sem febre, mas muito rabugento, para além de praticamente não ter comido. Acabou por não ir para o infantário, achei melhor não arriscar. Está um mimo o miúdo, durante todo o dia, sempre que via o pai desatava a chorar e só queria estar com ele. Não o larga, não quer estar comigo, só quer o pai. Ao meio da noite fomos dar-lhe o ben-u-ron, peguei nele, assim que o meu marido entrou no quarto, desatou a chorar e a fazer força para ir para o colo dele. Estou exausta física e psicologicamente, já não sei o que pensar disto tudo. Sei que estou a ser repetitiva e cansativa, mas é mais forte que eu e dói-me, dói-me muito.
Adenda: Isto é só mais um desabafo, amanhã já estou bem. Pensei em não permitir comentários neste post, pois acredito que já não há nada a dizer a não ser que devo pedir ajuda. Informo que há sete anos que tenho ajuda profissional, se calhar está é na altura de largar. Pensei também, porque tenho receio do que me possam dizer. Estou demasiado fragilizada, e com pouco "poder de encaixe". Sorry

domingo, 7 de outubro de 2007

Doentinhos

O meu filho também está doente, hoje teve febre, muita febre. Esteve irreconhecível o dia todo, muito quieto e queixoso, fez-me confusão, pois estou habituada a um bebé que não pára um segundo. Aliás dava para perceber os momentos em que a febre baixava ligeiramente, pois o petiz queria logo ir para o chão dar uma caminhada!!
Eu também piorei, nesta altura estou com febre e a tremer de frio, sinto-me mesmo mal. Que raio de constipações!

sábado, 6 de outubro de 2007

Angústias

A minha mãe está doente, desde quarta feira quem tem andado com vómitos e diarreia. Sei isto tudo por telefone, pois como já aqui referi várias vezes, encontra-se longe. Nestas alturas, sinto uma angustia enorme por não estar com ela, por não a poder ajudar. Hoje foi ao médico (ainda fiquei mais preocupada, pois para a minha mãe ter a iniciativa de ir a um médico é porque se sente mesmo muito mal), foi sozinha, a minha irmã também está longe e o meu pai... prefiro não dizer nada!
Ultimamente tenho esta preocupação, como é que vai ser quando ambos ficarem mais velhotes, como é que vai ser se algum deles adoecer com mais gravidade? A minha irmã é professora e está afecta a uma zona que fica longe da terra dos meus pais, eu tenho a minha vida profissional toda organizada aqui em Lisboa. A vida é realmente complicada, quando somos jovens tomamos decisões, mas por vezes esquecemo-nos destes pormenores tão importantes.
´
Já agora, ela desconfia que o que está a sentir é reacção à vacina da gripe, que tomou na terça feira. Eu nunca ouvi falar neste tipo de reacções, e vocês já ouviram?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Constatações

Nestes dias pude constatar, para além da dificuldade que é deixar os filhos à guarda de outras pessoas, mais dificuldades inerentes a ser mãe sem familiares por perto e sem marido. Dificuldades essas acrescidas, quando se está doente.

Em primeiro lugar, e agora que ele vai para o infantário, como é que o preparo de manhã e ao mesmo tempo me preparo a mim.
(Até agora aproveitava as sonecas dele para tomar a minha banhoca.)

Pensei em acordar antes dele, tomar banho e vestir-me num ápice. Nestes dias não consegui, ele acordou sempre antes de mim. Assim, tive que optar por o deixar a protestar na cama enquanto que, o mais rapidamente possível, tratava da minha (mais ou menos) boa apresentação.
(Antes de ter o meu querido filho, demorava eternidades a decidir o que vestir, tomava o meu banhinho, colocava um creme no corpo, hidratante no rosto, uma maquilhagem suave e ficava pronta (ok, eu sei que sou vaidosa!))

De seguida preparo-lhe o leite, sempre com ele ao colo.Depois do seu leitinho coloco-o no chão junto aos brinquedos, e em frente à televisão com o Baby Tv, of course! Vou finalmente prepara o meu pequeno almoço. Quando me sento para comer, eis que o meu lindinho desata a gatinhar para junto de mim. Pego nele, sento-o nas minha pernas e finjo que lhe dou dos meus flocos e fico ali a apreciar a felicidade do meu filho por estar ali comigo a "comer".
(Sempre gostei do pequeno almoço, acordo sempre com uma fome devoradora. Antes do meu amor mais pequenino nascer, esta refeição era bem demorada, leite com café, uma torrada com manteiga, outra com queijo fresco e outra com compota. Agora fico-me pelo leite com flocos e uma peça de fruta.)

À noite surgem mais dificuldades, principalmente na hora do banho. Encher a banheira de água, e preparar a roupa, sempre com ele ao colo. No banho, o jovem gosta de se por em pé, não preciso aqui descrever a dificuldade que tenho a dar-lhe banho nesta posição. Por fim, mais colo enquanto lhe preparo o biberon.

Agora imaginem ter que fazer isto tudo doente, com dores no corpo e muito febril. Na quarta acordei tão mal, que tudo me custava, com o meu filho a querer atenção e eu sem forças.
(Há um ano atrás, estar doente significava estar deitadinha no sofá a ver tudo quanto é porcaria na televisão. )

Minha querida mamã, não te queres mudar para cá, era tão bom!!

Adenda: o meu marido não saíu de casa, trabalha fora, logo ausenta-se sempre dois a três dias por semana.

Doentinha

Desde terça que estou doente, com uma daquelas constipações estúpidas, com muita febre e em que dói cada músculo do corpo. Não tenho tido grande força para aqui andar, embora hoje já me sinta melhor. Hoje o meu lindinho já passou o dia todo no infantário (bem, todo todo não, que a mamã dele às 16h foi busca-lo).

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Segundo Dia

Inevitavelmente o tema é o mesmo de ontem, por mais que queira não valorizar, isto é o que mais me preocupa actualmente. Quando o deixei a reacção foi a mesma de ontem, cara muito fechada e séria, um ligeiro esboço de beicinho. Tal como ontem olhou para a sala, para os objectos que lá estão e para os outros meninos. Nota-se que fica curioso, que tem vontade de explorar. E tanto é assim, que quando a educadora lhe estende os braços, ele vai, sem grande hesitação. Depois fica a olhar para mim, por cima do ombro dela, eu digo-lhe adeus e saio. Sabia que era difícil, tenho aqui lido relatos de outras mães que, durante dias, descrevem a dor que sentem quando deixam o seus filhos nas creches. Mas saber é uma coisa, sentir é outra, e sinceramente nunca pensei que fosse TÃO difícil. O que ontem não chorei, fi-lo hoje, ao deixá-lo e quando o fui buscar. Às 11h30 em ponto, lá estava eu, desta vez acompanhada pelo meu marido. Quando o vi, à semelhança de ontem, tinha os olhos vermelhos, estava a choramingar. Foi para o colo do pai, depois veio para o meu e passado um segundo desata novamente a chorar estica os braços para o pai. Não vou esconder que na altura fiquei de rastos, pensei logo que ele me estava a "castigar" por o ter ali deixado. Mas foi um pensamento que de imediato me passou, felizmente. Veio o caminho todo até casa a fungar o meu filho.
Ao chegar a casa peguei nele brinquei, fiz-lhe umas cócegas e ele presenteou-me com umas belas beijocas (de boca aberta, claro e cheias de baba).
O resto do dia foi bem mais calmo que o de ontem, dormiu duas horas, comeu razoavelmente. Amanhã já fica para a sesta, e eu lá estarei às 14h30 para o trazer para casa.

Obrigada a todas pela vossa preocupação mas principalmente pelo vosso apoio que, acreditem, tem sido precioso. Amanhã vou seguir o conselho da querida Luz e vou deixá-lo a cantar e a rir. Vou seguir igualmente o conselho da querida Sofia, dando uma volta com ele pelo recreio antes de entrar na sala.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Primeiro dia ou melhor, primeira meia hora

Não começou bem o dia. Contrariamente ao que tem sido as ultimas noites, o meu filho acordou a chorar por volta das 5 e meia da manhã. Fui ao quarto, tentei acalmá-lo e ele lá voltou, meia hora depois, a adormecer. Eu é que não, rebola para um lado, rebola para o outro e nada. Resultado, devo ter adormecido por volta das 7h30 e só acordei com o meu filho a protestar já eram 9h30. Salto da cama, o pai dá-lhe o leitinho enquanto eu toda esbaforida me preparo para o levar à escolinha. Chego já passam uns minutos das 10 horas, sinto-me péssima, uma enxaqueca daquelas que até custa abrir os olhos, vou ter com a educadora e combinamos eu ir buscá-lo passados 40 minutos. Não sei descrever o que senti quando lhe entreguei o meu lindinho, saí de lá quase a correr, entrei no carro e lá fiquei, quieta, à espera que o tempo passasse. Faltavam 15 minutos para a hora combinada, decidi sair e tomar um café. Quando o fui buscar os olhitos denunciavam choro, confirmado pela educadora. Diz-me que chorou um pouco, a mim pareceu-me que foi mais que um pouco. Veio logo para o meu colo, abracei-o com toda a força, e que bem me soube aquele momento... O resto do dia foi estranho, esteve muito choroso e quase não comeu. Não creio que esteja associado com a ida ao infantário, acredito mais no dentido que parece estar a aparecer.

Amanhã já vai ficar para o almoço, logo fica até às 11h30. O que posso dizer é que hoje, ainda estou mais angustiada que ontem, logo prevejo que amanhã ainda me vai custar mais que hoje.

domingo, 30 de setembro de 2007

O amor às vezes dói

Amanha o meu lindinho vai para o infantário. Apesar de só lá ficar uma hora e meia, estou com uma angustia enorme. Se até hoje pensei sempre na necessidade de o ter no infantário, por questões profissionais e mesmo pessoais (estou a precisar de tempo para mim, é um facto), agora tenho estado a remoer que, se calhar, com algum esforço, poderia manter as coisas tal como estão. Claro que me estou a enganar, e amanhã, quando começar a receber telefonemas a pedir trabalhos, que já deveriam ter sido entregues, já não vou pensar da mesma forma.
Toda a gente me diz que esta é a melhor altura, e que vai ser muito bom para ele, mas eu sempre disse a mim própria que enquanto ele não falasse, não o colocaria em lado nenhum. Assim, como é que eu sei se ele está bem, se o tratam bem, se está sentido comigo. Não me digam que isso se sente, porque se me conhecessem bem saberiam que eu vejo sempre o que quero ver. E amanha quando o for buscar, submersa na minha culpa, vou ver mágoa nos olhos dele.
Sei que estou a ser pessimista, é uma tendência minha. Na sexta fui com ele conhecer a educadora. De início estranhou, estava quase a chorar, mas de repente ao olhar para uns meninos que espreitavam, encostados à portinhola, desatou a rir e quis logo ir para dentro da sala. Por lá andou todo satisfeito enquanto a sua mamã, ela sim quase a chorar, conversava com a educadora.
Já tenho saudades dele, é só isso...

sábado, 29 de setembro de 2007

Mensagens para o futuro

Hoje o meu marido falou-me na existência de um site onde podemos deixar uma mensagem e depois recebê-la daqui a uns anos (no máximo 30). Pode-se igualmente enviar mensagens para outras pessoas.
Fiquei a pensar no assunto, que tipo de mensagem é que eu gostaria de ler daqui a uns anos?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Descontrolos e Desafios

Definitivamente não ando bem, mesmo nada bem. Como estou a dar formação. a minha mãe está cá novamente esta semana para ficar com o João na minha ausência. Ao jantar o meu filho, para variar, fez uma valente birra e não queria comer. Comecei a ficar nervosa. a minha mãe e a minha irmã, na tentativa de me acalmarem, tentaram elas dar-lhe sopa. De repente desatei aos berros, fui para o quarto deitei-me na cama e chorei, chorei, como há muito tempo não o fazia. Agora estou aqui a remoer de culpa por ter feito esta bela cena e a achar-me a pior mãe do mundo.

Felizmente, e para desanuviar, a minha querida May, lançou-me este desafio:

O que estavas a fazer há 10 anos atrás?

Encontrava-me a estudar para fazer a ultima cadeira e acabar o curso (na época de Dezembro). Era uma cadeira do 1ºano que eu, por pura teimosia, deixei para o fim. Entretanto, preparava-me para começar a trabalhar, julgo que foi precisamente no dia 6 de Outubro que me iniciei no mundo do trabalho, não era na minha área, mas sempre ganhava uns trocos. Na altura foi por intermédio de uma empresa de trabalho temporário.

O que estavas a fazer o ano passado?

Barriguda de quase sete meses, encontrava-me a fazer as mudanças para esta casa. Vim para cá no dia 1 de Outubro. Nem me quero lembrar, custou-me tanto!!

5 Snacks que eu gosto:

Bolos, bolos e mais bolos;
Frutos secos (avelãs e nozes);
Bolachas com queijo;
Tiras de milho;
Tostas com pasta de atum

5 músicas cujas letras conheço de cor:

São tantas que gosto tanto de cantar que é difícil enumerar só 5.
Fascinação - Elis Regina
Universal - Blur
Beatriz - Chico Buarque (existe também uma versão magnífica da Maria João).
Perfect Day - Lou Read
Space Oddity - David Bowie

5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
Isto de dizer que nunca voltaria a vestir ou calçar alguma coisa é um pouco perigoso mas...

Calças de cintura subida (daquelas que se usaram quase até ao sovaco);
Casacos ou camisas com chumaços
Camisas com folhos,
Calças com pinças
E não me lembro de mais

5 brinquedos que eu gosto:

Computador
Telemóvel
Livros (adoro livros)
Puzzles
O velho cubo mágico

Os 5 blogs amigos que desafio são (caso tenham paciência e ainda não o tiverem feito):
Luz de Estrelas
Miguel Afonso - Step by Step
Madame Super Mamã
Princesa Madalena
Guacharela

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Do infantário

Na próxima segunda o meu filho vai entrar no infantário. Como tenho possibilidade, vou fazer a adaptação. Mas sinceramente não sei bem como, se no primeiro dia devo lá ficar com ele uma hora ou mais e depois vimos os dois embora, se o devo deixar lá e regressar passado um pouco, como é que devo fazer nos dias seguintes!!?? Sinceramente estou assim um pouco perdida e aflita. Que conselhos me dão?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

9 Meses

O meu amor mais pequenino fez ontem 9 meses, está cada dia mais bonito! As conquistas são mais que muitas, mas aquela que eu destaco aqui, é que ele está quase, quase, quase a caminhar. Estou a pensar em colocar, durante um curto período de tempo, uma foto dele para que o possam conhecer. Para isso tenho que ter a autorização do papá, lol, "não imaginas os perigos da net" diz-me ele. Vou tentar...

A minha mãe

Ontem levei a minha mãe, de regresso a casa, à estação de comboios. Despedi-me dela, e fiquei a vê-la afastar-se. Reparei no seu andar, já não tão firme como noutros tempos, as costas ligeiramente curvadas, e pela primeira vez dei-me conta que a minha mãe está a envelhecer. Sempre neguei o passar dos anos nela. Recordo-me que a partir de determinada altura quando andava na escola (antigo ciclo preparatório), sempre que preenchia as fichas informativas, colocava como idade da mãe, 40 anos, e daí não passava. Era como se a quisesse eternizar para sempre, garantir que ela nunca envelhecesse. Lido mal com o passar dos anos, quer sejam os meus, quer sejam dos que eu amo, sempre foi assim.

Sempre fomos muito ligadas, às vezes acho que demais, um pai ausente, dominador, para quem os afectos sempre foram coisa de mulheres, levaram a que nos uníssemos muito, eu a minha irmã e ela.

Só agora me apercebo, não sei se por ter sido mãe, na dor que deve ter sentido quando, de repente, e quase ao mesmo tempo, as suas duas filhas largam o ninho e nunca mais voltam. Sei que ela sofreu, sei que me custou, mas na altura a necessidade que tinha de respirar, de me libertar, era muito forte, tinha mesmo de ser.

Quando fiquei grávida, a pessoa a quem eu tive receio de anunciar foi a minha mãe. Tinha medo que ela achasse que ao ser mãe me iria afastar ainda mais. Uma tontice claro, ela adora o João e sinto-a tão feliz no papel de avó, como nunca a tinha sentido.

Hoje, apesar de eu já ter 36 e da minha irmã quase 40, continuamos a ser as suas miúdas, tenta proteger-nos de todos os males do mundo, quer-nos bem sempre, de uma forma quase obsessiva, vive as nossas tristezas, os nossos cansaços, as nossas alegrias e esquece-se dela própria. Isto apesar de estarmos afastadas por quase 300 Km.

A verdade é que não consigo aceitar o facto, de que um dia ela vai deixar de estar entre nós.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Passei por aqui

Só para dizer que estou muito, mas mesmo muito cansada, que a minha mãe me veio visitar, e como não a via há quase um mês, quero aproveitar todo o tempo para estar com ela. Por isso as minhas passagens por aqui vão ser fugazes (só até quinta feira, dia em que ela regressa a casa).

O meu lindinho já tem os dois dentinhos incisivos inferiores e avistam-se os de cima. Não está a ser nada fácil para ele, mas não é por isso que abranda o ritmo, não pára quieto um segundo que seja!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Contradições

Todas as manhas quando o despertador toca (o meu querido filho), a primeira coisa que penso é que era bom que as noites tivessem o tamanho dos dias, para assim poder dormir mais. Ao deitar, quando olho para as horas e me apercebo que está na altura de deitar, lamento a necessidade de ter que dormir, acho um desperdício o tempo que se perde no sono nocturno, quando há tanta coisa para fazer (blogar, por exemplo, lol). Agora, ao meio do dia, o meu corpo está a dar-me a resposta, tenho que passar a deitar-me mais cedo. C'est la vie!!!

Tempestade

Esta noite passou por aqui uma trovoada, como há muito tempo eu não via. O barulho era estrondoso, assustador mesmo, a noite quase se transformava em dia, perante a luz dos relâmpagos. Fiquei alerta, convencida que o meu filho iria acordar assustado. E não é que ele não acordou??!! Nunca pensei que ele entrasse assim num sono tão profundo!

sábado, 15 de setembro de 2007

Hoje, enquanto visitava alguns blogs, deparei-me com alguns, cujas autoras já há algum (muito) tempo que não "postam". Pensei de imediato que não achava correcto, uma vez que apesar de virtual, não há dúvida que se criam laços. Pensei que deveriam pelo menos deixar uma mensagem a anunciar que não voltam a postar, que o blog acabou, ou outra razão qualquer.
Estava eu nestes pensamentos acusatórios, quando de repente me lembrei do seguinte: se porventura hoje me acontecesse alguma coisa (lagarto, lagarto, lagarto), o meu querido blog ficava assim, tal como está, sem explicações, sem despedidas, mais nada. Isto porque só eu sei as senhas de acesso, mais ninguém as conhece.
Assim, tomei uma decisão, vou deixar num envelope as senhas de acesso ao meu blog, informo o meu marido e a minha mana do local onde o vou guardar para que, caso seja necessário, eles acedam ao blog e informem todas(os) as minhas amigas(os).

Eu sei que às vezes tenho pensamentos estúpidos!!!

Receio

O meu lindinho vai para o infantário em Outubro, tem que ser e não há volta a dar. Depois de ler aqui (blogosfera) tantos relatos de bebés doentes, confesso que o que me preocupa mais na ida dele, é eu saber perfeitamente que a partir de agora vai iniciar-se a época das doenças. Note-se que o meu filho, desde que nasceu, tem sido muito saudável, apenas teve uma pequena constipação e mais nada. Estou mal habituada, é o que é!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

McCann

Para quem, como eu, está um bocadito farto desta história dos McCann, aconselho a leitura da crónica do Ricardo Araújo Pereira, na Visão desta semana. O que eu me ri!!

Hoje dou música

Quando não há nada para dizer, dá-se música.
Gosto muito desta canção (embora prefira a versão original Caetano com o Gilberto Gil). Acho a letra genial! Espero que gostem.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Tragédia

Não consigo deixar de pensar na tragédia que aconteceu em Viseu. Não consigo deixar de pensar no desespero e no sofrimento daquela mãe que a conduziu aquele horrendo acto. Não consigo deixar de pensar naquelas crianças mortas pela mãe, que muito provavelmente sempre as amou. É muito triste, mesmo muito triste.

Dentuças e afins

O meu pequenino já tem têm duas pontinhas brancas de fora, talvez justifique a inquietação com que tem estado nos últimos dias. Tem estado muito rabugento e inquieto, não come sopa, nem fruta, nem papas, só bebe leite de manhã e ao deitar. Ando preocupada, porque às vezes parece-me que tem fome, mas não daquilo que come habitualmente. Quando nos vê comer, quer à toda força comer também e se não lhe damos faz uma birra enorme. Tem cá um feitiozinho, que só visto!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Sogros II

Não, não vou aqui relatar a minha odisseia, "Os meus sogros em minha casa". Fartei-me de rir com os comentários que recebi, e não fazia ideia que havia tanto consenso. Mas hoje lembrei-me que tive um filho, um rapaz, e que provavelmente (ou não) um dia vou ser a sogra! Não gostei nada deste pensamento.

sábado, 8 de setembro de 2007

Sogros

Incentivada pelo comentário da querida Estrelinha, decidi aqui "responder". Realmente ter os meus sogros em minha casa quase uma semana, não é propriamente uma maravilha! Ao longo de todos estes anos com o meu marido, raramente tive a visita deles, era mesmo cada um em sua casa e assim estava bem. Desde que o meu filho nasceu o cenário alterou-se, e de vez em quando eles vem visitar-nos. Não me dou mal com eles nem nada que se pareça, mas realmente o "feitio" da minha sogra, não é, de todo, compatível com o meu. Como a maioria das mães, julgo eu, o filho é o maior e tem que ser "bem tratado". Depois é aquilo a que eu chamo uma dona de casa profissional, precisamente o oposto de mim para quem as tarefas domésticas são realmente um grande enfado. Não me orgulho disso, mas acho sempre que há coisas bem mais interessantes para fazer, do que ter casa toda arrumadinha. Acho que noutra vida devo ter sido "dondoca", é que eu tenho mesmo jeito para isso, só não tive ainda foi oportunidade!!
Depois, a senhora é uma "especialista" em bebés, com tudo o que daí advém.
Apenas aqui estão há 4 horas e já ouvi as seguintes preciosidades:
"O menino tem sede, é melhor dar-lhe água."
"Acho que ele está muito agasalhado para este calor."
"Tanta sopa!! Quer que ele coma isso tudo?" (o meu filho anda a comer muito mal, por isso hoje servi-lhe metade da quantidade que ele habitualmente come).
"Já vai para a cama, ainda agora acordou!" (acordou da sesta, tardia é certo, às 19h00 e estava a preparar-me para lhe dar o banho às 21 horas, hora mais ou menos habitual).
"O que é que vai fazer para o L (o meu marido) jantar?" (Apeteceu-me responder, o L. se não comer o mesmo que nós que faça ele o seu jantar, mas contive-me a tempo).

Advinha-se uma semana... complicada, para não dizer pior!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ausência II

Ainda nem sequer tinha posto as minhas visitas em dia quando mais uma vez fico sem Internet em casa. Desta vez devido uma falha no servidor do serviço ADSL da cabo!!! O que se passou foi inacreditável, um sem número de telefonemas para a linha de apoio (a pagar, claro), e sempre a mesma resposta: "a equipa técnica entrará em contacto consigo, no prazo máximo de 2 horas". Ao fim das duas horas, uma sms a dizer que já tinham detectado o problema e que se encontrava em resolução. Durante três dias não houve uma explicação do género, o problema é vosso, ou o problema é da Net cabo ADSL, rigorosamente nada. Só hoje é que ligaram a informar que tinham tido um problema no servidor e que já estava solucionado. Como sou muito chata vou agora pedir para me descontarem na próxima factura o montante correspondente aos dias sem serviço, pode ser que pague o que gastei em telefonemas. Enfim...

Em relação ao dilema do post anterior (obrigado por todos os comentários), está decidido que o meu filho vai, resta saber se este ou o próximo mês. Sei que vai ser complicado (em todos os aspectos, inclusive o financeiro), mas julgo que é a melhor opção. Nos dias em que estiver em casa sem trabalho ele fica comigo, e sempre que puder vou buscá-lo mais cedo.

Estou desde quarta feira sozinha com o meu lindinho (o pai já começou a trabalhar e só regressa amanhã), e tenho que dizer que está a correr muito bem!! Estou mais morta que viva, sinto umas dores nas costas insuportável, mas estou mais aliviada. O meu lindinho não me largou um segundo, sempre a querer a minha atenção e eu obviamente, dei-lha todinha.

E o que fiz eu nestes dias? Dei um sem número de voltas à casa a agarrar nas mão do meu filho, gatinhei bastante, recolhi milhares de vezes as molas da roupa para o seu respectivo cesto (ele continua a desprezar os brinquedos), afastei o meu lindinho de todos os perigos que existem nesta casa (já aqui disse que a atracção por tudo o que é perigoso é impressionante), etc. etc. etc.
A única coisa que tem corrido pior é a alimentação, não sei se do calor ou das dentunças ele tem comido muito pouco, isto está a preocupar-me mas espero que seja só uma fase.

Para concluir, estou cansadíssima, para a semana vou dar formação e ainda não preparei nada, os meus sogros vêm cá passar a semana e esta casa está um caos, ou seja, estou feita!!!

Adenda: vou tentar actualizar as minhas visitas, é normal que não comente tudo, mas que vou ler tudo, disso não há dúvida.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Dilemas

Ainda não pensávamos ter filhos e ambos partilhávamos da opinião que só colocaríamos um filho num infantário, em último recurso. Como o meu marido tem um horário flexível e eu, como free lancer também, achávamos que seria fácil estar sempre com o nosso filho. Quando engravidei, comecei a questionar-me de como iria conciliar o meu trabalho, a casa, o meu filho e obviamente o meu marido. O que me preocupava não era a parte do meu trabalho que é feita no exterior, mas sim a que é feita em casa. Hoje verifico que os meus receios tinham fundamento, é complicado fazer seja o que for com o meu filho, mas pior que isso, é estar com ele a pensar que preciso de fazer um trabalho para entregar no dia X, ou de como é que vou no dia Y para fora em trabalho, se nesse dia o meu marido não está, e não tenho ninguém a quem o deixar.
Voltando atrás, ainda grávida, partilhei com o meu marido as minhas preocupações e questionei-o se não seria melhor inscrevê-lo e mais tarde veríamos como as coisas corriam. Não vou aqui escrever a resposta que me deu, pois ainda julgam que ele é uma besta o que, a bem dizer, não é verdade. Mas perante tal resposta não voltei a abordar este assunto. Quando o Z. tinha cerca de 3 meses, o meu marido reconheceu que iria ser difícil manter o meu trabalho, e ao mesmo tempo estar com o meu filho, mas nenhum de nós tomou a iniciativa de o inscrever em qualquer infantário. A semana passada decidimos finalmente fazê-lo e tal como eu calculava, não há vagas em lado nenhum.
Hoje uma pessoa conhecida telefonou-me a dizer que no infantário onde está o filho dela, que fica próximo de minha casa, surgiu uma vaga derivada de uma desistência.
Agora estou num grande dilema, por um lado são 420 euros (digam-me se este preço é normal é que eu ando mesmo fora e acho uma exorbitância), por outro lado tenho muito receio de o perder de vez (eu sei que não devia escrever isto) depois é o meu marido , que apesar de o negar, julgo que a ideia não lhe agrada muito e por fim está também a minha saúde, quer física que mental. Não sei mesmo o que fazer.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Novidades dele

O meu filho está cada dia que passa mais mais lindo, está a deixar de ser um bebé para passar a ser um menino.
Ontem, enquanto lhe dava a sopa, senti uma dentuça a raspar na colher.
Continua a só querer andar, como resultado tenho as minhas costas doridas da posição, tantas são as voltas que damos pela casa.
Na semana passada transferimo-lo para o quarto dele. Ficou tão vazio o meu quarto! Até agora tem corrido bem e espero que assim continue.
Por conta das andanças e dos gatinhanços, as pancadas na cabeça, no nariz, na testa, são uma constante. É aflitivo porque, embora sempre atentos, não conseguimos evitar.
Comprei-lhe uma bola (daquelas de praia) e ele adora brincar com ela. Vislumbro ali um futuro jogador, dado o jeito com que ele dá pontapés. LOL
Faz umas birras inacreditáveis, arqueia o corpo e atira com a cabeça para trás, quando algo não o satisfaz. (queridas mães é normal este comportamento num bebé de 8 meses? como é que se lida com isto?).
Por fim, continua a preferir o colo do pai, mas disso não quero falar...

domingo, 2 de setembro de 2007

De Fugida

São agora 23h30 e ainda não concluí o trabalho que tenho de entregar amanhã. Não tenho tido muito tempo para a blogosfera, mas confesso que sinto a falta. Sinceramente sinto que estou no meu limite, não estou a ser boa mãe, nem boa mulher, nem boa profissional... Não sei que volta a dar a isto tudo.

sábado, 1 de setembro de 2007

Ausência

Por motivos alheios à minha vontade, estive UMA SEMANA sem net. No sábado comecei a notar que estava sempre a perder a ligação e ao meio do dia já não conseguia aceder. Quando peguei no telefone para fazer uma chamada, o dito estava mudo. Estava explicado!! Como seria de esperar a PT demonstrou uma completa incompetência e falta de respeito pelos clientes. Perdi a conta ao numero de vezes que liguei para o nº de comunicação avarias, e a resposta (pré gravada) era sempre a mesma " a sua avaria com o nº xxx encontra-se em análise". Quando falava com os operadores, a resposta não era gravada, mas parecia: "Sra. Dª X a sua avaria nº xxxx encontra-se em análise, caso não seja possível efectuar a reparação na nossa central um técnico entrará em contacto consigo, para agendar a ida a sua casa, a fim de reparar a avaria. Relembramos que a avaria ficará solucionada no prazo de 48 horas úteis." As 48 horas úteis, transformaram-se em quase uma semana sem telefone, sem email, sem net!! Está assim explicada a minha misteriosa ausência.


Vou tentar actualizar as minha visitas (estava com saudades!), embora tenha um trabalho urgente para acabar até segunda. Alguém tem uma pastilha para a vontade de trabalhar?

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Diversos

Ontem o meu marido fez anos, ao jantar bebi um copo de vinho a mais, deitei-me duas horas mais tarde que a habitual e o meu filho acordou uma hora mais cedo. Como consequência, hoje andei o dia todo feita "zombie"...

Mal acordámos decidimos que iríamos à praia, segundo dizem (não sei se com fundamento) os dentes nascem mais depressa. Hora prevista de saída -15h30, hora de saída real -16h45, com uma hora de viagem, chegámos à praia por volta das 18h00. Sair do carro, tirar o Z., tirar a tralha, toalhas, sacos, chinelos, brinquedos, chapéu de sol, etc.etc., e finalmente estender a toalha, tirar a roupa e... QUE FRIO!!!. Toca a vestir, recolher a tralha, pegar no Z. subir "milhentos" degraus e regressar a casa (ainda sem dentes, pois claro).

Não há dúvida que os bebés sentem uma atracão mórbida pelo perigo, é absolutamente assustador. O meu filho, com apenas 8 meses, já deu não sei quantas pancadas com a cabeça, em situações completamente inesperadas. Li algures que o cérebro dos bebés é flexível, o que faz com que as consequências das pancadas, sejam mais perigosas nos adultos (cujo cérebro já está formado) que nos bebés. É extraordinária ( e previdente) a natureza, não há dúvida!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Mudando de assunto

Quem será o influente proprietário daquela famosa plantação de milho transgénico, que desencadeou reacções de todo o lado: do Presidente da República, do Primeiro Ministro, da oposição, do Ministro da AI (que foi lá, não sei fazer o quê??). Palpita-me que se o proprietário fosse um Zé Ninguém, não haveria esta "onda de indignação" generalizada!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Acreditem que

Se há um ano atrás, alguma mãe (ou pai) me dissesse algo como "o meu filho já diz dá dá", eu pensaria "ok, todos os bebés dizem dá dá gu gu, etc. etc., qual é a alegria". Pois é, o meu lindinho no dia em que completou 8 meses, começou a balbuciar uns dá dá e déu déu e aqui a mamã ficou histérica!!! Ponho um sorriso de orelha a orelha cada vez que ouço o novo "vocabulário" do meu filho.
De resto, cá estou de novo nas minha rotinas diárias, para o bem e para o mal.

Adenda: obrigado por todos os comentários, sem excepção.

domingo, 19 de agosto de 2007

Mudança de ares

Hoje vou para fora, mas estou de volta na próxima quarta. Vou fazer uma visitinha aos meus pais e apanhar uns ares do norte, pode ser que me façam bem! O meu filho faz 8 meses esta segunda feira. Nesta altura não consigo escrever nada sobre o assunto, a tristeza está-me a paralisar por completo.

sábado, 18 de agosto de 2007

Post delicado

Aquilo que aqui vou escrever é muito delicado e doloroso para mim. Hesitei muito em escrever e ainda não sei se o vou publicar. Mas sinto que enquanto não o fizer não conseguirei postar mais nada. Tenho lido muitos blogs (babyblogs) e até hoje ainda não vi relatado nada que se assemelhe ao que eu estou a sentir, daí o meu receio e até alguma "vergonha" de aqui partilhar.

Não sinto que o meu filho esteja ligado a mim, e já não sinto há algum tempo. De início tentei ignorar, achei que era mais um dos meus acessos de falta de confiança, mas a sensação não me larga e tem vindo a aumentar. Já aqui referi que passo muito tempo (a maioria, aliás) com o meu filho, mas há alguns dias por semana que saio para trabalhar. Nesses dias ou fica a minha mãe com o Z. (por estar longe, é normalmente 3 dias por mês), ou então fica o pai, cujo horário de trabalho lhe permite esta disponibilidade (está fora dois, três dias por semana e os restantes passa-os integralmente connosco). Pois é, o que eu sinto é que ele está mais ligado ao pai do que a mim (custou-me mesmo escrever isto). Não sinto isto em vão, mas a verdade é que ultimamente ele está ao meu colo e assim que aparece o pai quer logo ir para o dele, se está ao colo do pai e este o passa para mim, o meu filho berra e protesta duma forma que eu fico estarrecida. Reage à voz do pai mas não reage à minha (comprovado pelo pai), se está num determinado local e ouve a voz do pai larga tudo e começa a olhar à volta para ver se o vê. Comigo não faz isso...O bebé sente nitidamente mais conforto com ele do que comigo. Não calculam como isto é doloroso para mim e como me sinto impotente. Tenho chorado em silêncio todos os dias, com uma sensação desagradável de ter errado em alguma coisa. Ler babyblogs, com relatos de ligação entre mães e filhos não tem sido fácil para mim.

Se eu for racional consigo perceber porque é que isto acontece, desde sempre que o meu marido tem estado muito presente o que, se por um lado é bom, por outro acaba por me retirar espaço para estar só com o meu filho. Depois é uma questão de atitude, o meu filho tem o colo do pai sempre que chora, ou protesta, ou resinga. Se o bebé chora ele vai logo pegar nele, se o bebé quer mexer em alguma coisa ele pega nele e conduze-o até ao objecto e deixa-o explorar o tempo que for preciso. Se o bebé quer "andar" o pai pega nele e percorre a casa, etc., etc. Entretanto eu estou a trabalhar, ou a fazer a sopa, ou a papa, ou a esterilizar os biberons ou a fazer outras coisas que tem que ser feitas. Nesta altura devem estar a pensar, porque é que eu não tenho uma conversa com o meu marido. Já tive e ele concordou comigo em relação à "preferência", o que ele acha é que nesta altura ele funciona como um brinquedo para o filho, mas sinceramente noto que lá no fundo ele sabe que é muito mais do que isso.
Como devem calcular não é fácil abordar este tema com o meu marido, não lhe posso dizer para se afastar (e não é isso que pretendo), e também não quero interferir na relação que existe entre eles, que é muito importante. Depois quem é consegue delimitar qual é o papel da mãe e qual é que é o papel do pai? (aliás eu sempre achei que não devem ser delimitados, são papeis que se complementam). Por isso optei por não falar mais no assunto, mas estas ultimas quatro semanas (o meu marido tem estado em casa de férias) tem sido muito complicadas para mim.
Antes de terminar quero apenas ressalvar que o problema aqui não é do meu filho gostar mais do pai do que da mãe, o problema é eu não sentir aquela relação única que uma mãe estabelece com o filho, é eu sentir que o meu espaço me está a ser retirado.

Espero que com este post, não ter perdido as minhas poucas (mas muito boas) leitoras.