segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ano Novo

Não sou apreciadora da passagem de ano, entendida como uma data festiva, há muito tempo que assim é. Talvez esteja relacionado com o facto de quando estava na idade das farras com os amigos, o meu pai nunca me ter autorizado. Acho que acabei por me habituar a encarar estes dias como sendo iguais aos outros (claro que não dispenso o champanhe à meia noite e uma refeição mais elaborada, mas é só).
Este ano e como tem sido habitual desde que me casei, a passagem vai ser em casa só com o meu marido e pela primeira vez com o meu filho. E digo pela primeira vez porque no ano passado à meia noite do dia 31 estava nas urgências do hospital, acompanhada pela minha irmã, enquanto o meu marido tratava do nosso filho em casa. Não gosto de me lembrar disso, senti-me tão mal por abandonar o meu filho com apenas 10 dias, mas fortes dores nos rins e no estômago obrigaram-me a recorrer ao hospital. Já passou e este ano vais certamente ser diferente.
Não costumo fazer balanços nestas alturas, vou fazendo-os ao longo do ano. 2007 foi, sem duvida alguma, um ano especial, completamente diferente de todos os anos, obviamente por causa do meu João.
Nem tudo foram rosas, já aqui repeti que a adaptação ao meu novo papel de mãe foi difícil e houve muitos momentos complicados, mas não trocava este ano por nada neste mundo. Modificava muitas coisas, é certo, a inexperiência era muita, mas já percebi que isto de ser mãe é estar sempre aprender e tenho perfeita consciência que vou errar muitas mais vezes.
Em relação ao novo ano que aí vem, não tenho ilusões, vão existir momentos bons e momentos maus, e eu apenas desejo ter saúde para poder acompanhar o crescimento do meu filho. O amor já o tenho, e esse é infinito.
Para todas que me lêem desejo um óptimo 2008 e que este ano vos traga mais momentos bons, que momentos maus. E claro, muita saúde, muito amor, muita paz e .... TUDO DE BOM!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Do Natal

O Natal correu bem, o meu filho foi a estrela da festa e portou-se lindamente, muito sociável, simpático e sempre bem disposto. A consoada foi passada com os familiares do meu marido, mas no dia de Natal desforrei-me com os meus pais, e soube-me tão bem...

Estou numa fase de pura paixão pelo meu filho, desprovida de quaisquer pensamentos negativos, embevecida com a sua vertiginosa evolução. Acreditem que nunca pensei que fosse assim, cada dia há algo de novo, uma nova brincadeira, um gesto diferente, uma expressão que não lhe conhecia...Por vezes dou por mim já a sentir saudades do que estou a presenciar.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Um Feliz Natal

Amanha vou para a "terrinha" passar o Natal com a família. Estou de regresso na próxima quarta feira. Aqui que ninguém nos ouve, não estou com grande vontade de ir. Não é que não queira estar com os meus pais, mas na verdade o que eu queria era estar somente com eles.

Desejo-vos um bom Natal, cheio de momentos de amor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Post lamechas (mas sincero)

Uma das consequências de se viver numa grande cidade como Lisboa é a dificuldade que se tem em se cultivar as amizades. Não é muito fácil combinar um lanche ao fim do dia para pôr a conversa em dia, pois a distância e o trânsito que se apanha para regressar a casa não o permitem. Apercebi-me disto assim que cheguei a Lisboa para estudar, a maioria dos colegas eram de cá e tinham as suas vidas, o mesmo já não se passava com minha irmã que estudava em Coimbra onde quase todos vinham de fora. De início estranhei, vivia sozinha num quarto alugado jantava sozinha numa cantina e foi assim até começar a viver com o meu marido. Depois habituei-me e comecei a apreciar este estado solitário. Não me faz confusão a solidão física, nunca me fez. Desde que vivo com o meu marido que todas as semanas ele se ausenta três dias e acreditem que tirei sempre partido destes momentos. O mesmo já não digo em relação à solidão emocional, que não é mais do que não ter quem nos ouça quando disso estamos a precisar.
Tudo isto é para dizer que graças à vossa genorosidade e à vossa disponibilidade tenho-me sentido apoiada duma forma que há muito não sentia. Não vos conheço pessoalmente mas acreditem que sinto um carinho muito grande por todas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Do meu filho

Para desanuviar, e porque é o que realmente importa, hoje vou dedicar este post ao meu filho. Na semana passada foi á consulta de 1 ano numa nova pediatra. É a terceira tentativa e espero que a última. Não me considero uma mãe chata que está sempre a ligar ao pediatra, aliás neste ano contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que o fiz, agora numa altura em que estava a precisar de ajuda, não ter tido resposta aos meus telefonemas, para mim foi o suficiente para ficar seriamente aborrecida. Tirando o facto de estar com uma faringite e aparentemente com gastroenterite, o João está bem. Não aumentou de peso relativamente à consulta anterior, mas segundo a médica tal deve-se ao facto do meu filho já estar a necessitar de outro tipo de alimentação, o que para mim não foi surpresa. Há já algum tempo que ele manifestava muita vontade de comer o que nós comemos e parecia estar farto das sopas com carne (a outra pediatra não fez alterações na alimentação a não ser acrescentar a gema de ovo). Assim, a partir de agora o meu pequenino pode comer tudo o que nós comemos, com excepção dos enchidos, carne de porco e morangos. Como disse a médica, ele entrou lá um bebé e saiu um homem (lol)!!!

Quanto às proezas, as novidades são tantas e a evolução é tão rápida que eu ando espantada e encantada com aquilo que o meu filho nos vai oferecendo:

Continua um dançarino, não pode ouvir música, começa logo a abanar o corpo.

Adora dar pontapés na bola e tenho que admitir que tem jeito.

Quando lhe dou uma bolacha para ele comer, pega nela encosta-a à minha boca para que eu também coma e depois come ele.

Sempre que vê algo parecido com um telemóvel, encosta logo ao ouvido (esta proeza não achei grande graça, pois é sinal que nos vê fazer este movimento muitas vezes)

Embora eu nunca lhe tenha "ensinado" (por embirrar com a brincadeira) alguém no infantário se encarregou de praticar com ele a "pitinha põe o ovo...".

Hoje ao jantar não sossegou enquanto não lhe demos uma colher igual à nossa, de repente começa a bater com ela no prato e a levá-la à boca, como se estivesse a comer!!

Também está um mimado, há uns dias atrás entalou ligeiramente os dedos numa gaveta da cozinha (que ele teima em abrir e fechar repetidamente), desatou numa choradeira e eu, obviamente confortei-o. Ontem, enquanto eu andava atarefada na cozinha ele lá apareceu, começou a abrir e a fechar as gavetas e eu fiquei atenta para que ele não se magoasse. De repente ele fecha a gaveta e desata a chorar sempre a olhar para os dedos, como se se tivesse magoado. E digo como, porque eu vi que ele afastou os dedos quando fechou a gaveta e tenho a certeza que não os entalou!!! Foi tudo para chamar a atenção!!!

Na quinta feira o meu lindo filho faz um ano de vida e aqui a mãe "desnaturada" não tem nada preparado para festejar o dia.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Desabafo muito longo

Não há dúvida que estou com uma depressão. Sinto-me profundamente triste, apática, sem vontade de nada. Apetece-me isolar-me, ficar no meu canto, não ter que falar nem ver ninguém. Sei que não tenho motivos para estar assim. Tenho um filho lindo que amo como nunca pensei ser possível amar alguém. Tenho um marido que amo e que sei que sente o mesmo por mim, que procura sempre fazer tudo para me ver bem. Profissionalmente encontro-me naquela que considero ser a melhor fase, num percurso que foi sempre muito atribulado.
Não escondo que o facto de achar que o meu filho me rejeita muito tem contribuído para este meu estado de espírito. Sei que estar assim e pensar assim ainda agrava mais o problema, mas a verdade é que não estou a conseguir libertar-me desta teia. Os episódios de depressões são frequentes na minha vida, mas já há algum tempo que não me sentia tão por baixo. Procurei sempre ultrapassar estas fases, tenho sempre uma grande vontade de ficar bem, de me sentir bem. Na minha adolescência sofri de anorexia, numa altura em que ainda não se ouvia falar deste problema como se ouve actualmente. Foram uns anos muito complicados e de uma solidão enorme. Emagreci 20 kg em seis meses, entrei numa grande depressão, era muito nova mas não descansei enquanto não descobri o que se passava comigo. Um dia, numa livraria encontrei um livro que relatava os problemas da adolescência e um dos capítulos fazia uma breve referência à anorexia nervosa. “Identificado” o problema, pedi à minha mãe que me arranjasse uma consulta num psiquiatra e lá fui. Recordo-me do médico me ter dito que era a primeira vez que um paciente chegava ao consultório com o diagnóstico traçado. O resultado não foi o melhor, tomava dezasseis comprimidos por dia que me deixavam a dormir quase 24 horas, continuei a não comer e a depressão não desapareceu. Estive internada durante uma semana e depois mais quinze dias em regime de hospital dia (acho que era esta a designação, ia para lá de manha e regressava a casa à tarde) julgo que foi uma espécie de cura de sono que ao fim ao cabo nada curou.
Rendido, o psiquiatra aconselhou-me a ter consultas com uma psicóloga, e esta foi sem dúvida a melhor opção. Entretanto conheci aquele que é actualmente o meu marido e apaixonei-me perdidamente, foi também por esta altura que entrei para a universidade em Lisboa o que me obrigou a sair de casa e a descobrir o mundo. Esta conjunção de acontecimentos fez com que eu melhorasse, comecei a ganhar peso e a sair da depressão. Não fiquei “curada” da anorexia, ainda hoje lido mal com a alimentação mas julgo isto me irá acompanhar para o resto da vida. Há cerca de dez anos atrás, um pouco após ter terminado o curso, voltei a ter uma enorme depressão. A entrada na realidade do trabalho e o desencanto (para não dizer pior) em relação ao meu curso, em muito contribuíram. Por outro lado, com a minha vinda para Lisboa, interrompi o tratamento com a Psicóloga, quando aquele ainda estava muito no início. Um dia a minha médica ginecologista aconselhou-me a fazer psicoterapia. Segundo ela, e eu sinceramente acredito, as tristezas da alma influenciam a saúde do corpo e talvez estivesse ai a explicação para as infecções urinárias recorrentes, para os cálculos biliares e mais grave ainda, para o carcinoma no colo do útero (que se desenvolveu com uma rapidez enorme). Assim, e mais uma vez na ânsia de me sentir bem, segui o conselho e recorri à psicoterapia, que faço até aos dias de hoje (e já lá vão seis anos). Tem constituído para mim algum esforço financeiro, abdico de algumas coisas para poder continuar a financiar as consultas. Nesta altura, e por mais estranho que pareça, tenho-me questionado se não estará na altura de fazer uma pausa, de tentar por mim, com as ferramentas que lá adquiri, superar as minhas tristezas e angústias. Não sei bem o que faça, não sei se não será uma decisão precipitada numa altura em que não me sinto bem, mas o facto de me questionar precisamente agora, não será um sinal de que este é o momento de parar? Sinceramente não sei o que faça, gostava de ter resultados mais imediatos, gostava de agora não me estar a sentir assim, gostava de estar a desfrutar o meu lindo filho e da maravilhosa experiência que tem sido vê-lo crescer.

Das doenças

O meu filho já está melhor, foi-se a prostração, o olhar mortiço e voltou o sorriso lindo e a energia sem fim. Desde ontem que anda esfomeado e nunca fica satisfeito com o que come. Sinto que me saiu um peso de mil toneladas de cima ao vê-lo assim.
Não sei se apanhei o mesmo vírus, mas ontem não comi quase nada e à noite vomitei o pouco que tinha ingerido. Hoje de manhã tive uma pequena diarreia. Ficou por aqui, mas continuo muito enjoada e sem apetite. Para além disso, estou NOVAMENTE constipada!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Para completar o ramalhete

Agora parece que está com gastroenterite. Ontem ao jantar fartou-se de vomitar, foi aflitivo. Por volta da uma da manhã teve diarreia. Está a ser complicado dar-lhe líquidos, não quer nada, nem comer nem beber. Hoje ficou em casa comigo, tem estado choroso, só quer colo e miminhos. Está tão magro o meu filho, só espero que isto passe depressa.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Post longo ( e muito mal escrito)

Não tenho andado com disposição para escrever, o cansaço (sempre o cansaço) e a falta de tempo têm-me levado a descurar um pouco deste meu canto que eu tanto prezo. Hoje "obriguei-me" a vir aqui resumir o que se tem passado nos últimos dias. Tal como escrevi no post anterior o meu filho tem estado doente. Na madrugada de segunda acordou a chorar, fui ao quarto e ele estava ligeiramente febril, dei-lhe ben-u-ron e preparei-me para me ir embora. Este trabalho estava marcado há algum tempo e tinha mesmo de ir para fora estes dois dias. O meu marido levou-o ao infantário pois ele aparentemente estava bem, mas por volta do meio dia recebo uma chamada da educadora a avisar-me de que o João estava com 38º de febre. Perguntou-me se ele tinha vomitado e se tinha tido diarreia no fim de semana, pois estava a acontecer com os outros meninos. Liguei ao meu marido e ele foi buscá-lo, tendo passado o resto dia mais ou menos bem, quase sem febre, embora queixoso. Na terça, confirmou-se que estava com uma conjuntivite,já não foi para o infantário e ficou com o pai o dia todo. Quando regressei ao final do dia e vi o meu filho apercebi-me de imediato que ele não estava bem, fez-me tanta confusão os olhos dele e principalmente o ar abatido que apresentava. Decidimos ir com ele ao hospital, mas quando lá chegámos estava tanta gente que adiámos para o dia seguinte. A noite de terça para quarta foi péssima, muita febre, muito choro, muito queixume. Começou a ficar sem voz, recusava-se a comer e a tosse começou a aumentar. Na quarta ao final do dia fui com ele ao hospital com a minha irmã, pois agora tinha sido a vez do meu marido ir para fora trabalhar. O diagnóstico foi de uma infecção no ouvido direito e na garganta, continuar com o ben-u-ron e alternar com Brufen. Quinta feira, mais febre muita tosse e muita mas mesmo muita sonolência, o meu bebé super activo estava irreconhecível, sempre ao colo e a dormir. A prostração dele começou-me a preocupar e decidi levá-lo a outro hospital. Foi uma decisão precipitada da minha parte, pois fui sozinha com ele o que não foi nada fácil. Assim que cheguei ao hospital a prostração que ele vinha a apresentar, de repente deu lugar a uma grande agitação. O garoto não sossegou um minuto, queria colo, depois queria andar, depois colo novamente, e eu lá andava toda esbaforida, com a minha carteira ao ombro com o saco das fraldas e afins, a correr atrás dele. Hoje ainda me estão a doer as costas do esforço que fiz naquele dia. lol. O tratamento foi mais cuidadoso que no outro hospital, e desta vez o diagnóstico foi uma amigdalite de origem viral (foi feito um exame para detectar de era de origem viral ou bacteriológica). Nos ouvidos não detectaram nada!!!! Receitou-lhe o brufen e eventualmente ben-u-ron, para o caso da febre não baixar, e um xarope para a tosse.

Na sexta continuou mais ou menos na mesma, menos febre mas muita tosse e muita sonolência. Felizmente hoje já estava bem melhor, que é como quem diz, só a fazer asneiras e a não parar um segundo. O que parecia era que queria compensar o tempo perdido, pois pura e simplesmente se recusou a dormir o dia todo. Agora ao deitar a tosse atacou novamente, mas pelo menos não teve febre.

Falta dizer que fiz não sei quantas chamadas à pediatra do meu filho, às quais ela nunca respondeu, o que me parece ser motivo mais que suficiente para a mandar "dar uma volta".

Para terminar este (já muito longo) post, quero apenas partilhar uma cena que hoje se passou e que me deixou completamente sem palavras e tremendamente comovida. Estes dias não têm sido fáceis, o meu filho tem estado doente como eu nunca o tinha visto, e tem claramente procurado conforto no colo do pai. Hoje ao final do dia eu o meu marido tivemos uma pequena discussão, ou melhor, uma troca de palavras mais acesa. Eu sei que foi um disparate, sempre tivemos cuidado para isto nunca ocorresse na presença do nosso filho, mas hoje aconteceu. Tudo se passa está o Joãoao colo do meu marido (depois de ter feito uma berraria no meu, porque queria ir para o colo do pai), de repente ele olha para mim, faz força para que o pai o ponha no chão, vem direito às minhas pernas e agarra-as para que eu lhe pegue. Ficou no meu colo quase o resto da noite, muito sossegadinho, como que a confortar-me. Não tomou o meu partido contra o pai, nada disso, acho que se apercebeu da minha tristeza e quis dar-me um miminho.

Adenda: Falta apenas dizer que apesar de não comentar, tenho tentado acompanhar os vossos cantinhos. Espero em breve ter mais tempo para vos dedicar. Agradeço a todas o carinho que me tem dado, na terça-feira quando cheguei, depois de ter lido os comentários que me tinham deixado, senti um conforto tão bom!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Só para dizer

Regressei na terça e encontrei o meu filho doente. Para além de uma conjuntivite, está com uma infecção num ouvido e na garganta (julgo que foi isto que o médico, que o assistiu ontem no hospital, disse). Custa-me vê-lo assim, queixoso, abatido e muito apático. Estou sozinha com ele, pelo que não me resta quase tempo nenhum para aqui vir.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Pela primeira vez

Desde que o meu filho nasceu vou passar um dia sem o ver. Vou para fora em trabalho e regresso na terça. Ele vai ficar com o pai, pelo que sei que vai estar bem. Agora eu...
não imaginam como me estou a sentir.

Estou

Cansada de mim, cansada de ser como sou, cansada dos meus pensamentos, cansada das minhas tristezas. Será que alguém me pode substituir, por favor?